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sábado, agosto 2

Abertura da caixa de Pandora já!



Desde o aumento das passagens de ônibus em 2,10 R$ (Dois Reais e Dez Centavos) para 2,40 (Dois Reais e Quarenta Centavos) no dia 8 de junho (domingo) de 2014 concedido pela Prefeitura de São Luís com a conivência da Justiça do “Trabalho” e da Promotoria do Consumidor através da promotora Lítia Cavalcanti.

Tem causado indignação dos usuários que dependem do transporte coletivo diariamente apesar da inercia dos mesmos, exceto pouquíssimos estudantes que manifestaram, mas são imensa minoria diante da grande massa que assistiu como espectador os acontecimentos durante toda a greve, que em vez de lutar para não haver aumento, estavam torcendo pra que a greve acabasse e aceitando passivamente esse aumento absurdo e vergonhoso diante do caos do sistema de transporte coletivo.

Eu sempre apoio a greve dos motoristas e cobradores, entretanto, sei que a maioria dessas greves é realizada em conluio com a classe empresarial do setor, essa última que duraram 15 dias ficou bastante evidente, porque a pressão vinha dos dois lados, o reajuste salarial e no outro lado o aumento da tarifa que tá defasado e que não tem como garantir o aumento para os seus funcionários, e tem acumulado dividas que tem afetado os lucros.

Essa bomba como sempre, cai na mão da prefeitura que tem o dilema de conceder o aumento ou não e mediar a negociação das categorias representado por sindicatos, o sindicato dos rodoviários que representa os trabalhadores e o SET (Sindicato das Empresas de Transportes Coletivo de Passageiros de São Luís) que representa os patrões.
Nessa vez a prefeitura da capital maranhense não deve ser a única responsável por esse aumento vergonhoso e abusivo, a Justiça do Trabalho e a promotora Lítia Cavalcante também têm parcelas de responsabilidade e de culpa porque toda greve realizada, a justiça do trabalho sempre se coloca contra os trabalhadores impondo duras e pesadas multas e a promotora que atua na defesa do consumidor se colocou contra a greve e foi conivente com o aumento da tarifa.

O passageiro/usuário/consumidor passa todos os dias por sufoco devido a precariedade do sistema de transporte coletivo, ficam horas esperando no ponto de ônibus, e quando chega e faz o sinal as vezes não para, quando adentra no coletivo, é superlotado ficando a maioria das vezes em pé sofrendo com o empurra-empurra, esfrega-esfrega e pisa-pisa no pé que acaba gerando confusões e brigas, sem contar que fica horas preso num trânsito completamente engarrafado/congestionado e com o calor infernal no interior do ônibus sem as mínimas condições de conforto com uma frota as vezes totalmente precária.

Como pode a Promotoria do Consumidor do consumidor permitir o aumento se não há qualidade do sistema de transporte e todos os dias é denunciado na imprensa falada e escrita à precariedade e o sofrimento dos passageiros nos coletivos todos os dias na cidade?

Este aumento demonstra o poder econômico e político dos empresários principalmente durante as eleições municipais em que os mesmos são financiadores das campanhas nos candidatos com grande probabilidade de ser eleito.

Poder este que é visível por aqueles que acompanham a política e sabe da problemática de todo o sistema de transporte coletivo, que renovar a frota não é o bastante e nem mesmo resolverá por completo o problema, Prefeitura de São Luís, Câmara Municipal e SMTT (Secretaria Municipal de Transito e Transporte) ora são reféns, omissas e cúmplices pelo descaso do transporte público.

Já está mais que na hora a prefeitura através da SMTT e a câmara municipal revelarem a população o faturamento que as empresas de ônibus tem anualmente e pressionar o SET a fazer o mesmo, é inadmissível o aumento da passagem sem haver melhorias no setor para os passageiros.

O argumento dos empresários de que não tem dinheiro pra conceder o aumento aos trabalhadores, que estão endividados e tendo altas despesas para manter a frota circulando não cola mais, esse discurso está manjado há muito tempo.

São Paulo, capital do estado de São Paulo tem a maior frota de ônibus do Brasil, anualmente as empresas faturam bilhões e recebem subsídios tanto governo e da prefeitura para manter, renovar, qualificar e melhorar o sistema de transporte, que cada dia piora por inúmeros fatores, sendo que uma delas é o contingente populacional que os ônibus não conseguem atender a demanda.

Se juntar a capital paulista com as grandes cidades do interior como Campinas, Santos, Ribeirão Preto, Guarulhos, Santo André, São Bernardo do Campo, Osasco, São Caetano do Sul e muitas outras, cidades estas que já passaram de 1 milhão e 500 mil habitantes, se pegarmos todas as empresas de ônibus que exploram o serviço de transporte coletivo nessas cidades, e calcular o faturamento anual, com certeza passará de 10 bilhões de reais.

Quanto aqui em São Luís, cidade que tem pouco mais de 1 milhão de habitantes, se juntar todas as empresas que prestam o serviço de transporte coletivo na cidade e calcular o faturamento anual, obviamente não chegará a 1 bilhão, mas poderá chegar na casa dos 100 milhões, com os ônibus constantemente lotados bem mais que as latas de sardinha, o faturamento dos empresários é alto com a prestação de serviço precaríssimo.

Como eu não sei exatamente o faturamento destes empresários, já está na hora do poder público e o sindicato patronal revelar para a população os dados do faturamento anual, para aí sim concluir se é plausível ou não esse aumento, porque a prefeitura mais uma vez vai garantir a renovação da frota com aquisição novos ônibus até o fim do ano que vem, ou seja, os empresários praticamente não gastarão nenhum centavo do seu bolso na compra de novos ônibus.

E para melhorar pro lado deles, a prefeitura acabou com a domingueira, ou seja, aos domingos o valor da tarifa era cobrado pela metade do que era cobrado de segunda a sábado de forma integral, garantindo assim o lucro dos patrões, o “aumento” para os trabalhadores e deixando o passageiro padecer com os serviços prestados que pioram gradativamente todos os dias e sem sinal de melhora.

Até quando isso será resolvido? O que tá se esperando? É esperar que aconteça uma tragédia? Quando vejo aqui nas cidades do Maranhão que eu percorro a trabalho, as caminhonetes D-20 pau de arara transportando pessoas, pias, vasos sanitários, botijão de gás, sacos de arroz, milho e feijão e outros qualquer mercadoria e ficam tudo num só lugar, na carroceria, eu me lembro logo dos ônibus de São Luís que ficam constantemente lotados, em que as pessoas ficam amontoados um em cima da outra. Acho absurdo o transporte de pau de arara de maneira precária e rústica, mas não difere muito no transporte das grandes cidades, especialmente em São Luís. 

Portanto, eu exijo a abertura da caixa de pandora já no sistema de transporte da capital maranhense para saber verdadeiramente o porquê da precariedade do transporte público prestado pelos empresários na cidade, e entender se o aumento é justificável ou não e saber os caminhos e as diretrizes em busca de melhorias.

segunda-feira, outubro 21

HITLER no Maranhão



Por Natan Castro

No ano de 1944 começou a correr pelo interior e também pela capital maranhense, a lenda do “Monstro da praia de Guimarães” Tal monstro estaria aparecendo numa praia do Município de Guimarães sempre a noite durante alguns dias. A época foi solicitada o auxilio das forças armadas com navios e similares com o intuito de verificar o que de fato estaria acontecendo, nada foi comprovado sobre a existência de um monstro marinho ou algo parecido.

Recentemente a revista alemã chamada Der Spiegel em uma reportagem citou o diário de bordo de um submarino alemão o SS-199, nesse diário está contido informações de um destino que esse submarino teria tomado no dia 04 de Agosto daquele ano, com as seguintes coordenadas: 2°o7′57” de Lat. S e 44°36′04” de Long. W. Seriam essas as coordenadas do município de Guimarães no Estado do Maranhão. Dias antes Adolf Hitler teria sobrevivido ao atentado conhecido como operação “Valkyrias” A bomba que deveria explodir junto do seu corpo explodiu próximo de alguns generais de sua inteira confiança, um desses generais antes de morrer avisou a Hitler que tinha preparado um submarino que estava a sua espera, onde o mesmo deveria embarcar fugindo da conspiração indo rumo a um destino incógnito.


A matéria do Der Spiegel cita ainda a informação de um pescador chamado Coutinho, segundo a reportagem o mesmo estava em uma das dez noites que o submarino esteve submerso na praia, ele teria presenteado os tripulantes, dentre eles Adolf Hitler e sua amante Eva Braun com dois cestos contendo peixes e camarões. O encontro da tripulação com o pescador se deu porque em uma das noites Eva Braun sentindo-se entediada no interior do submarino pediu que a levasse a praia, ela foi colocada num bote junto de um dos tripulantes. Por conta da escuridão no espaço entre o submarino e a praia, o mesmo emergia e focava suas luzes rumo à praia ajudando o bote no caminho correto, esse fato fez surgir à lenda do “monstro da praia de Guimarães”. No inicio do décimo primeiro dia em águas maranhenses o submarino tomou o caminho de volta ao seu país de origem a Alemanha Nazista.


quarta-feira, junho 26

Mais fácil que tirar doce da boca de criança: a força armada policial e suas ações incoerentes nas manifestações atuais em São Luís do Maranhão.

Ocupação é o ato de ocupar, tomar conta de um território ou lugar. Esse é o processo que vem ocorrendo na sociedade brasileira atual. A ocupação das ruas através das manifestações foi um processo que acabou se espalhando e generalizando¹.

Mas, quanto ganham os militares para bater em pessoas desarmadas? Na manifestação desta Terça-Feira, 25 de Junho de 2013 na cidade de São Luís do Maranhão, com início situado na chamada "Praça do Rodão” no bairro da Cohab, após caminhada pela Avenida Jerônimo de Albuquerque ² ("herói" que depois da Batalha de Guaxenduba adotou o sobrenome de "Maranhão" em homenagem a bela terra que acabara de conquistar, pois mal sabia ele no que a mesma viria a se tornar quatro séculos mais tarde), centenas de manifestantes, obstruíram o transito na altura do “Retorno da Forquilha” sem danificar qualquer veículo ou patrimônio público ali presentes. Pois os mesmos ali se encontravam, com o único objetivo de expressar sua insatisfação para com a gestão municipal, estadual e federal vigentes. No entanto a presença de policiais com uma postura inadequada, extremamente violenta, e segundo relatos portando armas de fogo, torna-se contraditório com o que consta na CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, texto promulgado em 05 de outubro de 1988, onde o Artigo 5º nos Incisos III e IV ³ respectivamente, dizem o seguinte: “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante” e “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”. Portanto, a manifestação era legitima.

No entanto, o que cabe aqui colocar é a seguinte questão: os militares certamente muito se contentam quando entram em greve e a sociedade aprova seu posicionamento, tendo em conta que também são proletários e sua reivindicação por melhores salários, e consequentemente por melhores condições de vida é legitima. Então por que cargas d’água o “cidadão comum” não pode fazer o mesmo? Será que o último reajuste salarial da classe foi suficientemente confortável para que os mesmos hajam de tal maneira? Os militares tem adotado um comportamento extremamente violento, com o foco errado. Se a priori eles deveriam exercer o papel de “guardiões” da integridade do corpo social, tem se tornado os maiores vilões desta.

O comportamento que “teoricamente” deveria ser censurado é o de saqueadores, tanto de ônibus de lotação, quanto de cofres públicos. Mas no entanto é mais fácil que tirar doce da boca de criança, lançar sprays de pimenta nos já ardentes olhos cansados dos assalariados e estudantes, e bombas de efeito “moral”, além das rotineiras pancadas de cassetete nas suas cabeças, mas é claro, tudo isso para manter a ordem e integridade da sociedade. Hoje dentre as muitas incoerências por parte dos militares, presenciamos uma jovem ser agredida por um policial, na tentativa de intervir a ação incoerente que eles tiveram ao levar um amigo que segurava uma faixa, parado e em silêncio, isso mesmo, foi preso por protestar pacificamente, ação que inclusive foi registrada em vídeo. O que mais teremos amanhã? E depois? Se esquecem senhores, que no final das contas estamos todos afundando no mesmo barco, todos suados, roucos, tensos e alguns de nós até mesmo machucados, enquanto nosso real “inimigo” está neste momento no ar-refrigerado, rindo de todos nós, de tolos que somos.

¹ VIANA, Nildo. Da ocupação das ruas à ocupação da vida: uma análise das manifestações populares no Brasil atual. In: Territorial - Caderno Eletrônico de Textos, Vol.3, n 1, 20 de junho de 2013. [ISSN 22380-5525].

² - LACROIX, Maria de Lourdes Lauande. Jerônimo De Albuquerque Maranhão: Guerra e Fundação No Brasil Colonial. São Luís: Editora UEMA, 2006. 

³- CONSTITUIÇÃO, Da República Federativa do Brasil. Senado Federal – Secretaria Especial de Informática. Texto promulgado em 05 de outubro de 1988. Brasília: 2013. Disponível em < http://www.senado.gov.br/legislacao > Acesso em 25 de Junho de 2013.

quarta-feira, outubro 3

São Luís 400 anos: Comemorar o que? Pra que?


Final

A capital maranhense é rica culturalmente e com os seus artistas variados, mas infelizmente a maioria deles não tem apoio do poder público, seja municipal e/ou estadual. Hoje o tambor de crioula é patrimônio imaterial, ou seja, patrimônio nacional, quem é 2008 foi tombado pelo Ministério da Cultura e IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

O mesmo ocorreu com o bumba-meu-boi em 2011, tornando-se patrimônio nacional, titulo dado pelos mesmos órgãos da União a tambor de crioula. Mas, contudo, as manifestações não são devidamente valorizadas, e lamentavelmente as pessoas ligadas a essas manifestações estão atrelados a classe política, seja municipal e/ou estadual.

Um dos grandes cantadores boi, o Coxinho, morreu na extrema pobreza e miséria, pedia esmola na rua Grande e ainda hoje de forma lamentável é desconhecido pelos maranhenses, e isso não é um fato isolado, existem muitos artistas com o talento impar que não são reconhecidos.

O caso do Coxinho, o mesmo infelizmente não produziu nenhum disco, mas há hipóteses que muitas de suas musicas interpretada por outros cantores e cantadores de boi tenham sido plagiados, negando a sua autoria, e faz grande sucesso em eventos juninos.
E ressaltar que o tambor de crioula e bumba-meu-boi durante séculos foram caso de policia, sendo fortemente reprimido pelo estado por ser uma manifestação de negros escravos, ex-escravos, alforriados, mestiços, pobres e livres, no qual a elite o via como perversão.

E hoje a mesma elite que reprimia aceita essas manifestações, mas para isso, as brincadeiras de cultura popular tiveram que se adaptar de acordo aos interesses da classe dominante, a começar que hoje grande parte é realizada em eventos patrocinado pelos governos municipal e/ou estadual.

Uma coisa que eu sempre falo aos meus amigos em rodas de conversa, o Maranhão tem bons artistas, mas infelizmente deverão ir embora do estado por falta de perspectivas e oportunidades, muitos artistas locais dependem do apoio e patrocínio do governo estadual e municipal, o que acaba criando um vínculo politico.

sábado, setembro 29

São Luís 400 anos: Comemorar o que? Pra que?

V L T

Parte III

No quarto - centenário de São Luís, mais uma vez os governos principalmente o estadual vem na contramão na questão do trânsito e transporte, São Luís com mais de 1 milhão de habitantes e sendo uma metrópole (mas que está longe de ser tornar de fato) tem o sistema de trânsito e transporte público caótico, e está bem longe de ser resolvido.

A construção da Via Expressa e da Ponte Quarto – Centenário são importantes, não irei negar a sua importância. Mas é o problema solucionado em imediato, mas voltará com o passar dos anos devido ao aumento populacional e de carros também.

A Via Expressa irá beneficiar de fato as construtoras e especulações imobiliárias, porque no local há uma imensa área verde desabitada que está sendo desmatado, e o fator mais agravante, é o despejo dos moradores na comunidade do Vinhais Velho, que há séculos vivem no local e são descendentes diretos dos índios Tupinambás, e foi fundada e habitada pelos franceses no mesmo ano (1612) após a fundação de São Luís, e tem uma igreja que foi construída no séc. XVIII, e hoje resistem bravamente a arbitrariedade do governo através da Polícia Militar.

A avenida irá beneficiar a classe média consumista e a elite ludovicense porque irá ligar os shoppings da cidade, a construção de mais prédios e condomínios irá saltar o preço dos imóveis em São Luís, principalmente nessa região.

Enquanto isso, sofremos diariamente com o transporte público cada vez mais calamitoso, em que o poder público municipal não conseguiu resolver a questão, a construção do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) ou metrô de superfície é uma incógnita, porque está sendo feito em período eleitoral e a construção pára em frente ao posto de gasolina, no qual a prefeitura terá que indenizar milhões, porque o dono do posto não irá aceitar indenização irrisória.

Sem contar que o dono desse posto é Afonso Ribeiro, 1º suplente do Senador Epitácio Cafeteira, irmão do Deputado Estadual Manoel Ribeiro e do Deputado Federal que atualmente é secretário de estado das cidades no governo Roseana Sarney, o Pedro Fernandes, ou seja, o dono desse posto é aliado do grupo político da governadora do estado.

Não se trata de acreditar ou não a construção do VLT, porque ao longo do mandato, tanto o governo estadual e municipal não fizeram parcerias ou aliança institucional de fato para o bem estar da população ludovicense devido as desavenças políticas, a governadora ao assumir o governo em 2009 após a cassação do Jackson Lago vetou o convênio do estado e prefeitura na prolongação da avenida Litorânea até a praia do Olho D água, construção dos viadutos no Calhau e Forquilha, que foram assinados pelo Governador Jackson Lago antes de deixar o governo em virtude da cassação pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o Prefeito João Castelo.

terça-feira, setembro 4

São Luis 400 anos: comemorar o que? Pra que?


                                                      Fonte: 180graus.com



Parte I

Por pressão dos ministérios público estadual e federal, há dois anos o governo do estado decretou a interdição nas praias de São Luís por estarem poluídas, ou seja, impróprias para o banho. Mas nada foi feito para reverter o problema, e a situação piora gradativamente, sendo que não é de hoje e já dura há anos.

Todo o dia vê na imprensa, principalmente a do Sistema Mirante de Comunicação que é controlado pela família Sarney que também governa o nosso estado, colocarem a culpa nos banhistas que frequentam o local.

Está certo que os banhistas podem ter uma parcela de culpa, mas essa culpa é bem menor em relação ao descaso do governo que presta os serviços precários através da CAEMA (Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão).

Mas a grande culpada pela poluição das praias de São Luís, são as empresas/ construtoras do ramo imobiliário que constroem os prédios/condomínios nas áreas litorâneas marcadas por dunas e manguezais.

Essas construtoras são grandes responsáveis pelas degradações ambientas em São Luís nos últimos 20 anos que resultou no desmatamento de mangues, erosão e doformação nas dunas em praias, o caso bem visto de todos é a construção da avenida litorânea que teve o projeto iniciado na década de 1980 no governo de Luiz Rocha e foi executado nos anos 1990 (mais precisamente em 1993) pelo governo do Edison Lobão.

domingo, julho 15

Joacy Jamys



A primeira vez que ouvi falar dele foi através do meu amigo Angelo Ribeiro, que é Desenhista, Cartunista e Professor de Artes, que me mostrou a HQ FUSÃO do grupo Singular-Plural, produzida aqui na Ilha, fiquei muito surpreso só por isso, me lembro bem, por termos um HQ daqui da área apesar que com traços da Marvel Comics. E depois o tempo foi se passando e fui ouvindo mais seu nome e me caindo as minhas mãos mais materias seus; ilustrações, cartuns, tirinhas e pinturas. E fui sacando seu outro lado, politico, anarquista, ácido e seu traço peculiar. Não gosto de usar o termo gênio, mas o cara era um gênio. Morou no bairro do Cohatrac e imagino que deve ter feito a cabeça de muita gente em São Luís. E daí fiz pesquisas na internet procurando saber mais sobre o Joacy Jamys. E me deparei com páginas e páginas falando sobre ele. Sites brasileiros e Gringos. Ele contribuiu para revistas na Espanha, Portugal, França entre outros países. O Joacy já não está conosco fisicamente ( morreu em 2005 aos 35 anos), mas seu material continua vivo, além de está na memória de muita gente e é necessário sempre citá-lo quando se quiser falar em quadrinhos, não só aqui do Maranhão e do Mundo ( E imagino que eu não esteja sendo pretensioso).

Vou deixar alguns materias seus que achei na Net.






E uma foto sua com outros desenhistas (o primeiro da esquerda pra direita e desculpa não saber o nome da outra galera) no Jornal O Imparcial.




Mais informações no site: http://dbbanner.vilabol.uol.com.br/joacy_jamys.htm e seu site oficial ( sendo que o mesmo tb era (web) designer) foi desativado. 

quarta-feira, junho 27

Imperatriz do Maranhão tem Humor e Cinema – Tele - Morte – Disque para Morrer


Basta está vivo para morrer. Essa máxima não vale 1 crédito no curta Tele Morte de Roberth Nunes*. No início do vídeo uma voz rouca e macabra e várias imagens numa TV nos remete ao FIM DOS TEMPOS e logo depois o personagem Fredson aparece ( que é o próprio Roberth Nunes, ratificando que aqui no Brasil já é uma constante se fazer direção/atuação/roteiro e o diabo escambal)  surge como um dos sobreviventes discutindo via cel com uma telefonista e depois com um telefonista como se fosse pra colacar o plano infinity pré da TIM ou resolver um problema qualquer no Banco do Brasil, ele quer morrer, simples, ou “bater as botas” como o próprio Fredson diz. 

A trama se desenrola com a conversa entre Fredson e o tele atendimento e as peripécias vão se formando perante a burocracia pra se morrer. É impossivel não rir da situação do cliente com sua atuação bastante séria e irritada (que rendeu-lhe o prêmio de melhor ator categoria vídeo no 34º festival Guarnicê de Cinema) diante da dificuldade de conseguir um "plano de morte", após mais de 189 anos de vida, e várias doenças acumuladas. O tempo seria obviamente o Futuro, mas o cenário e o figurino deixa a desejar, não consegue nos deslocar em outro tempo/espaço ou para a proposta de um contexto pós-apocalíptico, é apenas uma simples casa de qualquer conjunto habitacional com vários eletrodomésticos dentro, mas o código de barras tatuado no dorso do pescoço do protagonista foi uma grande sacada para a Ficção

No fim, depois de vários minutos e maus entendidos com os telefonistas, ele consegue  uma "morte indolor" e vai a uma espécie de sotão e se enforca, mas que pena,  ainda assim não morre, mesmo  com a ausência da cabeça (um efeito especial sem lógica nenhuma).

                             


* Cineasta Independente nascido na cidade Açailandia – MA em 19 de Abril de 1983, atualmente reside na cidade de Imperatriz – MA, onde trabalha como professor de língua inglesa.

Não tenha medo do pós-apocalipse - aperte play




segunda-feira, junho 11

Falta de EDUCAÇÃO?



Ontem (09/06/2012) eu tava andando pelo centro resolvendo uns problemas pessoais, tive a necessidade de ir ao banheiro, passei no supermercado e procurei informações ao funcionário do estabelecimento, o mesmo me disse que o banheiro é restrito apenas aos funcionários, fui ao banco, o segurança falou que estava fechado, passei na praça do Pantheon que fica em frente a praça Deodoro, onde fica os funcionários da prefeitura, me disseram que estava fechado, o único banheiro público que existe na área que é administrado por uma empresa privada e ainda cobra uma taxa a quem quer utilizar, e só encontrei o banheiro dentro de um dito “shopping”.

segunda-feira, maio 28

O PRAZER em ANDAR de ÔNIBUS

imagem do facebook

Todo domingo eu viajo a Balsas – MA, pra lecionar na Universidade Estadual do Maranhão através do Programa Darcy Ribeiro pelo curso de História as segundas e terças a noite na instituição da cidade.

Numa dessas minhas viagens a cidade e observando bem (que de interior mesmo não tem nada, diga-se de passagem), é uma espécie de eldorado, por ser uma grande produtora de soja voltada pra exportação em que o agronegócio corre a todo vapor, atrai muita gente de fora.

segunda-feira, maio 21

VERBENA E LIMÃO - Lucas Sá


FICHA TÉCNICA:

Direção/Roteiro/Produção/Edição:
Lucas Sá e Lucas Kurz
Com: Verbena Régina, Laura Sá, Victor Cunha, Sarah Kurz
* Versão de 4 minutos. O curta foi realizado com uma câmera digital fotográfica de 9.0 mp.











QUEM VAI COMPRAR A COCA E O LIMÃO?

Fundo Do Poço sem FIM



O Moto Club de São Luís, um dos mais tradicionais clubes de futebol no Estado do Maranhão, foi pela segunda vez rebaixado a 2º divisão do futebol maranhense em 3 anos (a 1º foi em 2009), o rebaixamento de um dos grandes clubes que já viveu os seus dias de glória e ter revelado grandes jogadores que se destacaram no futebol brasileiro e no exterior como Kleber Pereira por exemplo, é o retrato do futebol local ao longo destes anos.

O ex – presidente Alberto Ferreira que comandou a FMF (Federação Maranhense de Futebol) durante mais de 20 anos foi o grande responsável da falência do nosso futebol que afastou os torcedores nos estádios até mesmo nos dias de jogo, como Sampaio Correa e Moto, por exemplo, o maior clássico do estado.

terça-feira, maio 15

YOU BITCH DIE! - LUCAS SÁ


Sinopse  - Violência! Sangue! E um estranho amor! Uma homenagem aos filmes B (trash) dos anos 70/80.




Direção, Produção, Roteiro, Montagem: Lucas Sá
Atores: Laura Sá, Gabriel Coelho, Igor Franco, Verbena Régina
Festivais e Prêmios:


* MELHOR CURTA FICÇÃO - 10° MOSTRA NACIONAL DE AUDIOVISUAL UNIVERSITÁRIO
* MELHOR VÍDEO DE BOLSO - CURTA-SE
* MELHOR VÍDEO DE CÂMERA DIGITAL - FESTIVAL CULTURAL SÃO SIMÃO
*3° LUGAR PELO JÚRI - II MARANHÃO VÍDEO DE BOLSO
* MOSTRA CARTAZ DE CINEMA DO NOVÍSSIMO AUDIOVISUAL NORDESTINO
* FESTIVAL VIVO ARTE.MOV
* III FESTIVAL CINEMA DA FRONTEIRA
* VII MOSTRA INTERNACIONAL DE CURTA-METRAGENS DA UNIOESTE
* II FEST CINE MARACANAÚ
* FESTIVAL CURTA TAQUARY
* II FESTIVAL CURTAAMAZÔNIA
* 16º FCBU – FESTIVAL DE CINEMA BRASILEIRO UNIVERSITÁRIO (RJ e SP)
* 10º MOSTRA DO FILME LIVRE
* IV MOSTRA CURTA AUDIOVISUAL DE CAMPINAS
* FESTIVAL ESTUDANTIL DE CINEMA DE GUAIBA
* 4° CURTA FANTÁSTICO (CineFantasy)
* FESTIVAL MARANHÃO NA TELA 2009
* 5° MOSTRA TRASH
* FESTIVAL DE CINEMA DIGITAL DE JERICOACOARA
* FESTIVAL MINI CURTAS
* FESTIVAL TR3S MINUTOS (SE)
* FESTIVAL ESPANTOMANIA
* FESTIVAL ART DECO 2011
BRASIL/SÃO LUÍS-MA 2010

Crítica de Cid Nader

Brincadeirinha de Lucas Sá – o diretor talvez seja uma novidade maranhense surgindo para ser a vanguarda de mais uma cinematografia regional surgindo, e revelando-se com evidente característica urbana, ao compilar informações que extrapolam as distâncias de seu Estado -, filmado mais para ser vista na Internet do que numa telona. O tratamento é em cima da linguagem, dos filmes trash dos anos 70, com os típicos exageros necessários para tal reverência (falta de cuidado, hiper-cores, hiper-cafonices, seres estranhos habitando a tela e sangue, de preferência), e feito de modo bastante ligeiro, para que não se necessitasse muito espaço e tempo demais demandado para a conclusão. 
Para tal ligeireza vista na telona, a ideia de representar um trailler revelou-se boa sacada. Mas, muitos trabalhos similares já foram vistos (aliás, há até uma certa moda no estilo se repetindo), e muitos, também, com melhor desempenho numa sala escura de cinema: o que faz notar o quanto esse deve ter sido pensado mais como uma ação para divertir amigos, nas madrugadas diante da telinha do computador. 


 Lembre-se daquelas LOVE STORY...





quarta-feira, maio 9

ABATE - Lucas Sá

Sinopse: Abate. Lembra corte, extenuação, redução, retirada quase abrupta da vida do orgânico... Matança.
Direção, Produção e Roteiro: Lucas Sá
Produção Executiva: Raissa Baldez
Atores: Nilana Fróes, Raissa Baldez, Carlos Cezar

Festivais e Prêmios:
* MENÇÃO HONROSA – I MOSTRA DE CINEMA UNIVERSITÁRIO DA UNICAP
* 16º FCBU – FESTIVAL DE CINEMA BRASILEIRO UNIVERSITÁRIO (RJ)
* 10° MOSTRA NACIONAL DE AUDIOVISUAL UNIVERSITÁRIO
* III FESTIVAL CINEMA DA FRONTEIRA
* 9º FESTIVAL ESTUDANTIL DE GUAIBA (RS)
* II FESTIVAL CURTAAMAZÔNIA (AM)
* I FESTIVAL ESPANTOMANIA (SP)
* KINOOIKOS – II FESTIVAL DE VÍDEO NAS ESCOLAS (SP)
* MOSTRA SETE IMAGENS - Teatro 7 de Abril (RS)
* MOSTRA CURTA NO BOTEQUIM (RJ)
BRASIL / SÃO LUÍS - MA
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Crítica de Cid Nader *

“Uma novidade vinda do Maranhão (talvez indicando mais um polo difusor lá no nosso Nordeste), esse Abate bebe nitidamente da fonte dos filmes pernambucanos para contar uma história de revolta feminina por opressão machista: algo tão comum ainda no mundo, mas que toca muito mais profundamente em uma região de tradição absolutamente masculina.  
Só que beber da fonte, somente, poderia resultar em cópia de estilo, vazio no mote e no modo. Negativo. Lucas Sá demonstra ter noção bastante complexa e bem elaborada de estética e técnica. O filme é de fotografia não conformada, que busca o inusitado nos ângulos (enquanto o momento “comum” subserviente da mulher existe, filma-se seus pés a caminho do açougue, para a inversão do ângulo quando uma outra possibilidade de continuidade de vida é pensada, por exemplo), e também bastante atenta às possibilidades de contrastes emprestadas pelo bom uso da iluminação.  

No corte, na edição (e novamente lembrando alguns outros filmes de Pernambuco), o contar a história ultrapassa a “simples” barreira da fluidez, para que interferências intrometidas até na marra se façam responsáveis pelo adensamento do clima. Desde o início, a montagem não permite a acomodação do espectador, e a tela se enche de variações cromáticas ou de ritmo. Portanto, as invenções e tentativas que resultaram um curta bem interessante não são resultado – o que seria até razoável de se imaginar - de acumulação crescente, mas de ritmo imposto desde os primeiros instantes: algo bem mais difícil de ser mantido e obtido”

 Cid Nader Jornalista e crítico de cinema. Editor e
umdos idealizadores do site de cinema
Cinequanon. Colaborador da revista Paisá
e do site Omelete. Edita também o
Cidblogwww.cinequanon.art.br/cidblog.
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Respire Fundo e Aperte Play



domingo, maio 6

Urbanismo Turístico, Crescimento Urbano e Impactos Sócio-Ambientais na Laguna da Jansen e Áreas de Entorno


RESUMO

O presente estudo aborda o urbanismo turístico e os impactos sócio-ambientais e a suas relações com o indivíduo, bem como suas dificuldades oriundas da laguna da Jansen. A análise dessa área de estudo é algo bem relevante, pois além de ser um ponto turístico, é um ambiente que sofre com fatores do tipo degradativo, com derramamentos de águas residuais e a eutrofização, deixando-a imprópria para o consumo, são, entretanto fatores burlados e escondidos à população da capital. O trabalho contou com métodos dialéticos, caracterizando e analisando os tipos de ocupação bem como suas conseqüências para o âmbito que se insere cada realidade As autoridades tentam de forma desesperada promover eventos e urbanismos (construção de conjuntos habitacionais para classe média alta) relatando um falso “bem-estar” demográfico e ambiental da serena pútrida laguna. Além do problema ambiental, vale ressaltar também o contraste social nítido nos calçadões da laguna, pois, por ser uma área turística, é muito utilizada pela classe média alta para o lazer, passeios. No entanto essa “comodidade” entra em paradoxo com a realidade do outro lado da avenida tangente à área estudada, pois se trata de uma ocupação desordenada, onde o cotidiano desses é totalmente diferente ao cotidiano dos “privilegiados” que transitam às margens da laguna.

Palavra-Chave: Crescimento Urbano; Turismo; laguna da Jansen (São Luís-MA).

sexta-feira, maio 4

O Membro Decaído - Lucas Sá

Ficha Técnica:


Elenco: Gabriel Sá, Laura Sá, Verbena Sá, Guilherme Borges, João Marcus, Gabriel Magalhães e Seu Mingau
Direção e Roteiro: Lucas Sá
Produção: Rayssa Ewerton e Lucas Sa



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Os Caminhos do Processo Criativo


(O autor só disponibilizou estes desenhos do storyboard por questões sinistras)

O projeto O Membro Decaído surgiu nas aulas de roteiro ministradas pela professora Cintia Langie, no curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).  

Essa história já permeia em mim há algum tempo, quando meu tio de Salvador, me contou a um ano atrás  sobre um caso de extrema violência urbana. Eu anotei essa história bizarra e a partir daí comecei a criar a minha versão do ocorrido, colocando fatos que me interessavam tanto esteticamente quanto narrativamente, além de ser uma invenção do que poderia ter ocorrido pela mente de outro autor. Não sei se esse fato ocorreu realmente ou se foi só mais uma das mentiras que espalham por ai, mas está “mentira” me interessou muito.   

O roteiro é denso e se estende mais na imagem do que nas palavras, buscando ser explicado por auxilio apenas da imagem, independente do texto ou dos diálogos, sendo guiados, sobretudo, pelas ações. O personagem protagonista é sempre o centro dessas ações, mas ao mesmo tempo ele é o mais distante do meio que o cerca e que o encaminha para ocasiões indesejáveis.   

O clima das cenas busca uma áurea de tensão e naturalidade tanto dos atores quanto do comportamento da câmera. Esta se mantém como uma observadora das ações, ela não interfere no espaço cênico, só nos encaminha à medida que o personagem central, o homem, se move. Os quadros na maioria das vezes são fixos e nos remetem a uma fotografia de enclausuramento do homem em relação ao espaço urbano, utilizando uma coloração fria contrastada com a laranja e o vermelho, que intensificam a violência gráfica e o clima de fim de tarde.   




Dá um sacada no Trailer Siô