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terça-feira, outubro 30

pueril


Eu queria muito você agora, aqui em casa, comigo, pra que eu não me sentisse de castigo, pra que cumpríssemos o papel de melhor amigo, pra que você entendesse o que eu mal digo. Eu gostaria muito de recompor as minhas forças e fazer o meu melhor. Esta noite eu estou só, esta noite eu estou pior, já fui sua pequena alegria, mas esta noite estou menor, você poderia entender mais facilmente o que sinto se estivesse aqui
Você pode vir, pode me ouvir, pode me preferir
Você sabe por aonde ir, sabe me impressionar
Mesmo sem pensar nisso
A saudade me cuspiu mal estar. Essa noite te engoliu no sumiço.


sábado, outubro 13

Descaso


Nenhuma visita. Nenhum jeito. Nenhuma coragem me fita. Nenhum coração nesse peito. Nenhuma voz além da minha. Nenhum pensamento dito tão sufocante. Nenhuma conversinha, em nenhum instante. Nenhuma expectativa. Nenhum descompasso. Descrença de mim deriva, cai fora desse corpo escasso. Bebo alguns contratempos e todo desconsolo, não tenho nem a mim por pura apatia. Meu íntimo está distante, intimo brega, intimo tolo. Nenhuma surpresa, nenhuma alegria. Alma vendida, ser humano sem preço, não se lembra dos compradores ou de troco algum. Alguém duvida? Ninguém aqui conheço. Não há mais valores, não há mais nenhum.