A segunda geração do movimento literário denominado Romantismo, já havia acabado a pouco mais de dois séculos. Porém na gelada Inglaterra dos anos setenta do século XX, um garoto tímido da cidade de Manchester resolve responder ao anúncio de dois rapazes da mesma cidade para uma vaga de vocalista da banda que queriam montar, esse rapaz chamava-se Ian Curtis e os outros Bernard Summer e Peter Hook. Nascia então no ano de 1976 o Warsaw primeiro nome dado a banda que dois anos depois adotaria o nome definitivo de Joy Division. Com influências de The Doors, Velvet Underground, David Bowie, Iggy Pop, Kraftwerk.
Chet Baker nasceu na região do Oklahoma nos EUA. herdou a paixão pela música do seu pai, que era guitarrista, aos dez anos ganhou de presente do seu pai um trompete, iniciando ai um romance que durou todo o resto da sua vida, bem cedo começou estudar teoria musical e logo em seguida foi convidado a tocar na banda de ninguém menos que Charlie Parker, logo depois Chet tocou com todas as grandes Big Bands, se tornou uma lenda viva do Cool-Jazz, possuia um estilo extremamente pessoal cheio de charme e dor. Chet esteve no Brasil em 1985 na primeira edição do Free Jazz, na banda estavam músicos Brasileiros e Americanos, a apresentação ficou na história como uma das melhores de Chet, no final do show sozinho em um quarto do Maksude Plaza, Chet abriu a mala de seu médico onde estavam diversos remédios usados para sua abstinência em heroina, tomou diversos indo parar no hospital por conta de uma overdose. certa vez Chet perdeu quase todos os dentes da arcada dentária depois de ter tomado uma surra de traficantes de heroina, por conta de dívidas, alguns criticos acreditam que esse fato deva ter levado as suas performances mais pessoais e intimistas, segundo eles Chet precisou buscar novos caminhos no uso do instrumento por conta de deficiências nas cavidades da arcada deixadas pelas lesões. Chet morreu em 1988 na Holanda depois de cair do quarto de um hotel, as causas da morte ainda não são precisas, alguns acreditam ser suicidio outros overdose.
Felipe Catto, de Porto Alegre dono de um timbre raro, lembra vozes femininas, mas existe algo mais. proveniente de uma familia de músicos, Felipe chega pra ocupar o lugar deixado por Eliz Regina, Cassia Eller e o próprio Jessé, que na minha opinião é a voz masculina nacional mais próxima da dele, arranjos sofisticados, adoráveis interpretações, perfeita presença de palco, além disso tudo escreve muito bem, 'Saga' música integrante do seu primeiro álbum (Fôlego) ja diz o naipe do artista que acaba de marcar sua voz misteriosa no seletivo palco da música brasileira.
Um ambiente sombrio de filme noir e que cheira a adultério, nicotina e crimes carnais... Um mundo de refúgios alcóolicos para noites infernais, devassidões inundadas com complexos de culpa, jogos de bilhar em salões decadentes, desmaios de porre em noitadas solitárias, serenatas sombrias que se estendem em bares suburbanos, ascensões drogadas a outras dimensões... São as imagens que vem a minha cabeça quando escuto Morphine. formado em 1989 nos E.U.A com Mark Sandman no baixo (de duas cordas) e vocais, Dana Colley no saxofone e Billy Conway na bateria. Aí vocês devem estarem se perguntando; falta algo? cadê a guitarra? Sim, a famosa guitarra, com certeza prezados; o Morphine não possuia esse instrumento na sua formação, quem fazia, às vezes, era o sax barítono pontuado pelo baixo de duas cordas chapadão de Mark Sandman. O Morphine era uma junção de Blues com Jazz transformado em uma banda Rock Alternativo única, tudo isso guiada pela voz rouca sorvida a boas doses etílicas e algumas carreiras de cocaina. Mark nunca escondeu sua predileção pela literatura Beat, retirava dos romances Beatnicks as nuances para suas letras.
Mark Sandman chegou a morar no Brasil no começo dos anos 90. a banda durou até 1999 com quatro álbuns festejados por critica e público, nesse mesmo ano em um derradeiro show na Ítalia Mark sofreu um ataque cardiaco fulminante em pleno palco, com certeza motivado pela famosa união de álcool e cocaina. O legado ficou através de um som autoral e moderno, um caminho a ser seguido pelo blues e jazz que o rock, ou mais precisamente, que a música pop desconhecia.
Sexta feira passada, dia 23 de setembro fez 20 anos do lançamento do Nevermind do Nirvana, principal banda, do movimento Grunge. A história trágica todos já conhecem, o ídolo jovem que além de muito talentoso, cedo se foi por exagerar em drogas.
O Rock está cheio dessas histórias, mas resolvi escrever o texto para falar da coincidência misteriosa, de sempre acontecer assim. Este estilo musical sempre foi pertubador.Quando as coisas estão sem graça a mesmice imperando nas rádios, nos ouvidos da galera, o showbizz vem com uma novidade e coloca tudo de cabeça para o ar, e com o Nirvana não foi diferente.
O nome já dizia para que eles tinham vindo. Kurt Cobain um gênio, como John Leenon foi, Ian Curtis, Joe Ramone, Neil young e outros. Era muito inteligente porque estudou o que era feito no rock do início até ali, e criou a sua marca, deu o seu grito no grande alto-falante do rock. Kurt sabia que ele havia criado um estilo, foi instantâneo depois que o vídeo de Smell Like teen spirit, estreou na MTV americana, no dia seguinte diversos moleques no mundo inteiro estavam vestindo as camisas de flanelas, pegando de novo o velho all star que estava esquecido embaixo da cama e saindo por ai com seu estilo despojado e seus cabelos meio sujos.
Demorou um pouco para o barulho chegar aqui, eu lembro do dia que ouvi o álbum pela primeira vez, foi numa tarde no começo dos anos 90. Ouvi o álbum umas quatro vezes sem parar, quando acabou a quarta vez eu não era mais o mesmo moleque inseguro, que tirava sempre boas notas na escola, depois daquele dia o mundo havia se descortinado na minha frente e eu queria ser livre e me vestir e ser invencível como meus heróis dos quadrinhos, que agora eram de verdade ,como, Kurt Cobain. Enfim, nunca mais fui o mesmo, depois daquele disco. Talvez o rock, a música em geral, a indústria fonográfica não foram mais as mesmoas, depois do lançamento de Nevermind.
O ano de 1997 é um desses anos diferenciados na cronologia da música pop sem dúvidas, assim como o ano de 1977, o ano de 1980, o ano de 1989 e não posso esquecer de citar do ano que para o showbizz e todos nós nunca acabou, o ano de 1968. Esses anos foram marcados pelo lançamento de grandes álbuns da história do rock: em 1997 poderia citar aqui além dos outros, o magistral (Ok Computer) do Radiohead mas estou aqui parafalar This isMy Truth Tell Me Yours, doManic Street Preachers, lançado já em 1998, o álbum trouxe como primeiro single a música If You Tolerate This Your Children Will Be Next, alçada rapidamente a primeiro lugar das paradas, somente essa música salvaria o resto do álbum se as outras canções não atingissem o alvo certo, mas o Manic existia desde 1986 no Pais de Gales, com influencias do Punk, principalmente do The Clash, o Manic sempre usou muito bem o marketing para propagar suas ideias, as letras sociais e politicas sempre foram sua principal marca. em 1995 o letrista e guitarrista Richey James após um surto fugiu do hospital, onde estava internado por conta de problemas psicológicos, seu carro foi encontrado num local conhecido por ser palco de suicídios, o corpo nunca foi encontrado as canções dos álbuns seguintes estão envoltos com a áurea de sua personalidade, nos anos noventa o Manic passou de uma sonoridade punk/Hard Rock para um rock/pop com influências descaradas de Beach Boys e outras bandas dos anos sessenta, esse detalhe fez com que os álbuns atingissem o público consumidor do então Britsh Pop. naquele ano comprei uma revista especializada em musica e li uma entrevista do Michael Stipe do R.E.M num pub em Londres e ele respondeu uma das perguntas dizendo que não parava de ouvir esse álbum, os irmãos Galahger do Oasis fizeram criticas não entendendo o motivo de tanto buchicho em cima no Manic, dois milhões de álbuns justificavam a voz dos fãs, foi essa a quantidade de álbuns vendidos ao redor do mundo. o Manic Street nunca escondeu suas posições socialistas, eles podem se gabar de ser a primeira banda ocidental a tocar em Cuba, uma das canções politicamente corretas tocadas no teatro da Ilha foi Baby Elian, com a letra falando do polêmico caso do garoto cubano levado ao states sem consentimento do Pai, na plateia estava Fidel Castro, o vocalista James Brad avisou que o show seria um pouco barulhento ele disse, "Não será mais barulhento que a guerra". honras como essa poucas bandas possuem.
Paciência meu anjo enfeitado, paciência minha criança perfumada, um dia eles realmente amarão você... Fish em 1979 largava sua vida de jardineiro para entrar no Silmarillion, uma homenagem ao fascinio que os integrantes tinham pelo livro do J. R Tolkien, ó nome durou pouco tempo em 1980 após serem acionados na jústiça pela familia do escritor os integrantes reduziram o nome para Marillion somente. a critica os enquadrou como neo-progressivo, o primeiro album obteve sucesso com belas canções como Marquet Square Heroes, porém foi com Chelsea Monday que todos se renderam a genialidade de Fish como letrista, de fato sua voz lembra muito a de Peter Gabriel do Genesis, ele mesmo nunca escondeu sua admiração, a métrica das letras, a indescritível presença de palco, as fantasias usadas no show, tudo lembrava o Genesis, mas com o passar do tempo o ex-jardineiro e ator, fugia da nobre semelhança artistica e deixava sua marca no panteão dos grandes poetas do rock, em 1988 Fish sai em carreira solo, cantando e contando aos fãs suas histórias introspectivas com verdade e poesia, assim como no inicio numa Segunda Feira em Chelsea.
Somos uma juventude que não acompanhou o aparecimento sussurrado de João Gilberto, não vimos quando Bethânia gritou carcará aos quatro cantos, não vimos na tevê Sérgio Ricardo quebrando o violão, nem apareceu no nosso jornal do café da manhã as fotos da passeata contra a guitarra elétrica. Não fomos testemunhas das pernas de Gal Costa, nem dos joelhos da Nara Leão. A cor de Milton Nascimento não tocou nosso coração africano. As vaias para Nana Caymmi não causaram nenhuma inquietação na gente. A bunda de Ney Matogrosso não provocou despudor. Não apanhamos na costela pra ver peças de teatro. Não conversamos no dia seguinte sobre a delícia que foi ver aquela cantora Marina Lima arranhando nosso tesão. Não quisemos ser tão gay quantoCazuza ou Caio Fernando Abreu ou Ângela Rô Rô. Não corremos da polícia pela Rua do Sol para garantir um direito estudantil. Não vimos a empolgação de Gilberto Gil com as radiolas de reggae na praia da Ponta D’Areia.
Somos uma geração pós-coca-cola. Experimentamos da sensação contemporânea da música que se fragmenta e é compartilhada com a velocidade da dispersão do pensamento. Queremos saber tudo e não aprendemos nada. Apesar de tudo isso, nada me tira o prazer do agora, a lucidez de quem vê a produção criativa dos nossos artistas jovens de hoje. O brilho e a beleza de quem te dá um abraço, abre as portas da sua casa e deita na rede contigo pra depois correr e subir ao palco abrindo as penas de pavão com a exuberância de sua arte. E tudo isso no espaço de uma ilha, que tanto reclama quanto surpreende.E a surpresa aqui em São Luís tem sabor exótico, particular, com tendência ao sotaque, ao improviso e à inteligência de uma tradição própria. Tudo isso se evidencia na obra final e a gente nem se dá conta. Passa o tempo e lá vamos nós nos surpreender com gente que dividia conosco o mesmo banco da praça ou o mesmo espaço no Mercado das Tulhas. Quem não era aquele Zeca Baleiro que ninguém prestava atenção na voz rouca, grave, cantando coisas diferentes, meio desafinado, meio transgressor, feio, lá pela Faustina. Quem não era aquele Ferreira Gullar que escrevia no jornal palavras desarrumadas. Quem não era aquela piquena saliente que brincava de improvisar notas no meio da canção da banda do maestro da Escola Técnica. Quem não era aquela moça que cantava no coral de Chico Pinheiro com aquela voz aguda e que sonhava estrear no Teatro Artur Azevedo seu show Cunhã. Quem não era aquele menino que inventava um mundo de fantasias e histórias para desfilar em três dias de Carnaval. Quem não era aquela vocalista de banda de reggae cheia de atitude e olhar mystical..
E quem não era aquela nega de turbante encarnado nas noites do Bar Odeon fazendo ‘suspirar a assustança’ no corpo da gente com seu canto divino?
"Ah, ele está em Woodstock, mas eu posso trazê-lo!"
"Do it!" (Faça!), mandou John do outro lado da linha.
Foi assim que se iniciou a transa que deu origem a um negócio chamado logo depois de música pop, era dia 28 de agosto de 1964, Lennon havia sido entrevistado pelo jornalista Al Aronowitz e teria dito a esse que Dylan era seu “ego igual” após a informação o jornalista tratou de realizar o encontro, no primeiro contato no hotel em Manhattan na Park Avenue em meio à roadies, jornalistas, policiais, os Beatles ofereceram a Dylan algumas pílulas e Mr. Bob aos Fab Four um baseado recém acendido, Lennon tragou e passou a Paul que tragou e passou a Ringo que iniciante nas artes do fuminho bom, tratou de fumar todo. Até então os Beatles eram a banda mais incendiária do rockabilly inventado por Elvis, Eddie Crocanne, Fats Domino, Juck Berry e outros, cantando sobre amores e desamores, Dylan era fruto do Folk de raiz bebendo volta e meia no copo dos compositores marginais de nova York, seu nome de nascença era Robert Zimmerman mudando para Bob Dylan por conta de seu fascínio pelo genial poeta Galés Dylan Thomas. De fato as coisas mudaram depois daquele 28 de Agosto, os caras de Liverpol lançaram Rubber Soul, Revolver e Sargent Peppers, do outro Mr. Tamborine eletrificou o som influenciado talvez pelas guitarras stratocasters dos ingleses para loucura dos universitários ultra-cabeçoides, lançando entre outras coisa uma obra prima chamada Blonde in Blonde que este vos escreve irá falar um pouco sobre dentro em breve. Thank you and good night!
Lembro que logo que ouvi o Canastra só pensei em uma palavra: “familiar, é um som muito familiar. Já ouvimos algo parecido em algum que não lembramos... mas. calma não falo de plágio, isso sim seria injusto. O Canastra é uma banda que consegue tocar jazz, surf music, e ritmos latinos com uma pegada bem brasileira. Destaque para “Chega de Falsas Promessas”, “Chevette Vermelho” e “Dois Dedos de Conhaque”. Plagiando a crítica poderia dizer que é “música antiga com uma pegada nova”, mas quem sou eu pra plagiar a crítica?