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sábado, junho 29
sexta-feira, novembro 9
Retalhos
O tempo é o que nos
expande, mas ao mesmo tempo é o que nos limita.
O tempo em si é intangível, mas ele deixa suas marcas e se expressa por toda a parte. Nas ferrugens, nas linhas de idade no rosto de alguma senhora, nas manchas nas mãos de algum senhor, na tinta descascando de alguma casa antiga e abandonada, no amarelado das páginas de algum livro ou jornal, no mofo de pães deixados de lado.
O tempo em si é intangível, mas ele deixa suas marcas e se expressa por toda a parte. Nas ferrugens, nas linhas de idade no rosto de alguma senhora, nas manchas nas mãos de algum senhor, na tinta descascando de alguma casa antiga e abandonada, no amarelado das páginas de algum livro ou jornal, no mofo de pães deixados de lado.
Também se expressa de formas não tão concretas:
na maturidade que progressivamente um alguém conseguiu ter, no progresso que
alguém obteve ao conseguir continuar com sua vida após algum trágico
acontecimento (o tempo passa, tira o foco das coisas que já aconteceram porque
não para de fazer com que novas coisas aconteçam, além de permitir uma nova
perspectiva sobre os acontecimentos).
Enxergo o tempo como essa coisa que me
possibilita a enxergar as coisas de forma diferente, quando olho para trás no
tempo e analiso o que já me ocorreu percebo como a minha visão tornou-se mais
clara graças ao passar do tempo.
É como se ele que desfocasse nossa mente dos acontecimentos e nos permitisse enxergá-los verdadeiramente para aí
aprender com os mesmos ao invés de simplesmente nos tornar mais amargurados por
eles. Acho que o tempo ameniza a intensidade e a irracionalidade do momento
presente. Mas o tempo é o que você faz dele. Você pode passar pelo tempo ou
deixá-lo passar por você. É complicado. E delicado...
segunda-feira, novembro 5
terça-feira, outubro 30
Robôs
Não vejo vida..
Estamos cegos, estou perdido.
A rotina me apodrece..
O tempo se quebra e se refaz a cada amanhecer.
Relógio no ponteiro, correndo rotineiro, café na mesa.
Ônibus lotado, esqueletos ambulantes tomam conta das avenidas.
Silêncio.
O que sinto é dor.
O que respiro é poluição.
O que vivo? Vida?
segunda-feira, julho 30
Olhar Flâneur..
Olá, esse é meu primeiro post no ponto continuando. Então, aqui vão algumas de minhas fotografias e aproveitando o espaço gostaria de comentar o título ''Flâneur.'' Bem, olhar Flâneur é como um olhar observador, esse termo foi criado por Baudelaire, não exatamente um olhar observador, mas, segundo ele:
“uma pessoa que caminha pela cidade a fim de experimentá-la.”
“uma pessoa que caminha pela cidade a fim de experimentá-la.”
É um caminho filosófico completo de viver e pensar. Desde criança já gostava da tal fotografia, sempre que posso dou uma passada naquele mar de fotos antigas pra relembrar sorrisos. Ganhei minha primeira câmera aos 15 anos, dai pra frente fui ser feliz. Minha companheira de momentos, gosto de fotografar natureza, animais e pessoas... No geral é isso.
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