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segunda-feira, julho 8

Sem Pé nem Cabeça ( The Thomas - Tammys Loyola)

Pede pra mim
que eu te convenço a sair
mesmo com teu quarto assim
tão desarrumado

Pensemos depois
largar tudo e caminhar sem medo
sabemos que não temos segredos
Além de nós dois

Já são três da manhã,
jajá desembarco
Façamos um trato
de buscar bons ares

E jamais se esqueça,
na nossa bagunça a gente se arruma

Sem pé nem cabeça,
fazer coisa alguma, pensar e agir

Sem nenhuma certeza,
Serei seu herói, seu valente cowboy

E você, minha princesa,
Mas faça o favor de aceitar os clichês

Não, não vamos voltar
Eu posso morrer antes de acabar

E se o tanque esgotar
Eu pago o teu táxi de volta pra lá

Eu só quero acordar
Descobrir o teu rosto do lado de cá

Mas quando você me chamar
Prometo que volto só pra te buscar



quarta-feira, março 20

Livre Como um Pirata - Final



Pirata, meu amigo, nada pode descrever o medo que eu estou tendo agora de voltar pra casa e não te ver mais. Há uns meses atrás, você sempre corria ao portão com o ímpeto ou de nos receber ou de expulsar as visitas. Você não possui mais forças para isso agora... Mal consegue se manter de pé. E eu nem consigo imaginar que tipo de dor você sente. Se pudesse, a compartilharia contigo, velho amigo. E eu fico pedindo para Deus que tenha me enganado quanto ao sangue na sua saliva, afinal estou mesmo precisando trocar os meus óculos. Mas você está tão fraquinho... Mal abre os olhos. Eu só queria que você se sentisse amado por mim, então, se puder, por favor, me envie algum sinal, mesmo que seja do além, para dizer que me perdoa e que eu não te magoei tanto assim... Eu não quero ter que te enterrar, mas assim o farei se for preciso.
Disseram que seria melhor recorrer a eutanásia. Que você estava sofrendo demais, que você não merece isso. Ponha-se no meu lugar, meu amigo. Num peito amigo sempre há esperança. Se o pior acontecer, eu não poderei estar ao seu lado nos seus últimos momentos, e muito menos registrá-los por escrito. E nesse exato momento os meus fones tocam “To Wish Impossible Things” do The Cure. Isso não é nada animador, eu sei. Mas mesmo que seja impossível, eu desejei te ver bem antes de tudo. Eu nem me importaria mais com a sua baba, nem com o seu mau cheiro, se você simplesmente se curasse e suas forças retornassem e com certeza seria uma festa lá em casa. Eu te abraçaria como nunca te abracei e choraria nos seus ombros e você ficaria com cara de besta sem entender nada, mas também não iria se incomodar com a situação. Mas eu tenho aquele pressentimento terrível de que quando eu chegar no teu quarto eu não vou mais sentir a tua presença e vai ficar um vazio só, não apenas no quarto, mas na casa, na rua, no bairro e na minha triste vida.


Tammys

quarta-feira, março 13

Livre Como Um Pirata - Cap. 7


Lembranças contigo eu tenho de sobra, e desde já peço perdão por estar te matando antecipadamente. Lembro de quando você ainda era um bebê e engatinhava pela casa da vovó, e eu estava no meu quarto fazendo algum trabalho até que eu te ouvi gritar e chorar e saí correndo em desespero para ver o que havia te acontecido. Você tinha machucado o dedo mindinho na cadeira de balanço, e eu fiquei muito puto com a minha tia por que eu disse para ela tomar conta de ti. Teu dedinho sangrava e a unha tinha caído. Só me lembro de te pegar nos braços e te fazer um curativo. Então eu te levei pro meu quarto pra cuidar de você enquanto ficava fazendo alguma coisa no computador e, não sei por que, botei pra tocar umas baladinhas de rock’n’roll e você adormeceu como um bebê que era. A unha nunca mais cresceu, mas você também nunca se importou com isso.

Outra vez, você mais crescido, lembro que em São Luís já não chovia há séculos e o calor tava de matar. Já era madrugada e eu não conseguia dormir, então, de repente, começou a chover e nos levantamos meio que por instinto e fomos sentar no quintal. O Negão ficava com aquelas brincadeiras chatas de ficar esfregando o nariz na gente e você ficava só do meu lado, olhando a chuva como quem acabara de presenciar um fenômeno sobrenatural. Às vezes esses momentos se repetiam, quando o sono me faltava. Eu tentava enganar vocês dois, caminhando na ponta dos pés, mas nunca consegui passar despercebido. O que vocês não têm de juízo, compensam na audição. É tocar os pés no chão para atiçar a maldita curiosidade da dupla.

Também lembro de uma vez que você foi brigar com o Negão e tentou pronunciar algumas palavras. A reclamação me soou como uma piada. Eu ri tanto e tive a infeliz ideia de ficar te imitando até que você me lançou aquele olhar desapontado fazendo brotar um sentimento de culpa terrível no meu peito. Então te pedi perdão e você me perdoou.

quarta-feira, março 6

Livre Como um Pirata - Cap.6


No primeiro dia do ano eu te vi feliz como nunca quando o Negão, com um grama de inocência e um quilo de espírito de porco arrastou a picanha dos meus pais da churrasqueira e começou a comer sozinho. Eu não consigo mais me imaginar fritando um bicho e comendo-o, você sabe. Mas era dos pais e da visita, poxa! Aí nós o pusemos de castigo e te demos aquele pedação de carne para comer sozinho. Nunca imaginaríamos que conseguiria.

Com seus poucos dentes, mas paciência de sobra, em pouco menos de uma hora você conseguiu terminar o jantar e depois foi deitar no quintal, feliz da vida. Você nunca teve a oportunidade de comer nada em paz, já que o Negão ficava te enchendo o saco, mas dessa vez eu te vi com um sorriso grande estampado no rosto depois da refeição. Nós profetizamos:

- Eita que 2013 vai ser o ano do Pirata!

Só começou bem mesmo. Mais uma vez nos equivocamos na profecia.



Tammys

quarta-feira, fevereiro 27

Livre Como um Pirata - Cap.5


Eu estou escrevendo essas coisas por que se você vier a falecer, talvez eu não tenha ânimos para escrever nada... E eu também não sei se você vai estar vivo quando eu chegar em casa, então eu preciso terminar logo esse negócio. O que fode é essa incerteza. Ela assusta. E como...
Você adoeceu outra vez assim que começou o inverno. O papai notou que você não estava mais engatinhando normalmente. As pernas estavam pouco flexíveis. Chamamos o doutor:

- Infelizmente não tem cura.
- Como assim, não tem cura?
- É uma doença crônica... Ele sente muitas dores nos ossos. As pernas vão atrofiando com o passar do tempo.

E o infeliz só receitou uns analgésicos, pra amenizar a dor e acabar com as esperanças. Também não me vem à memória a porra do nome impronunciável da doença que te acometeu.

Eu estou muito preocupado, e não sei o que fazer para te tirar dessa, meu amigo. Eu só posso escrever... E esperar. O maldito pessimismo veio quando você negou o pãozinho que eu te dei hoje, coisa que nunca faria. Eu te olhava deitado e triste, mal abrindo os olhos, resolvi te fazer um carinho nas costas e você gemeu de dor. Então fiz só um cafuné, e você parecia estar sentindo um alívio imensurável, como quando alguém chora de sofreguidão, mas possui um colo para se debruçar. Levantava um pouco o olhar, com o mínimo de disposição que te restava, e me fitava com olhos moribundos, sem proferir uma palavra, mas já dizendo tudo.

- Dessa vez eu não escapo, meu amigo.

Eu senti que você já respirava com dificuldade e até dava para ouvir um chiado no teu peito, mas o choque veio quando na já costumeira baba, percebi tons de vermelho. Era sangue...

Tammys





quarta-feira, fevereiro 20

Livre como Um Pirata - Cap. 4

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Eu quero ver você dizer na minha cara que a sua amizade com o Negão não é estranha! Ele tem umas brincadeiras muito imorais e, eu sei que você não gosta, mas também brinca da mesma forma, meio que pra se vingar. Ele se importa contigo, cara. Ele só é bobo demais para entender que você está doente, e é por isso que ele ainda não se lamentou. E eu sei que você também se importa com ele, desde o início. Ele foi o único que você não enxotou pra fora de casa. Amigos desde o início. Rivais, em alguns momentos. O Nego sempre adorou ser o centro das atenções, mas você nunca foi disso. Quando sentávamos à mesa, ele ficava perturbando nosso sossego, e você sempre espirrava e jogava baba em todo mundo. Isso não é coisa que se faça, cara. Sagrada é a hora de comer. Mas eu sei que não era de propósito. O Negão, nunca se importou com essa sua condição. Ele te abraça mesmo babado e fedido. Daí toda vez que eu ia te dar banho, você nunca deixava que eu te molhasse a cabeça. Ficava puto. Revoltado. Daí eu te pegava pelas mãos e te fazia caminhar um pouco sobre duas pernas, e aproveitava pra passar mais tempo contigo e, como após o banho você cheirava bem por algumas horas, eu te fazia um chamego pra tentar compensar a falta de carinho e te fazer esquecer a solidão por uns instantes. 

Tammys

quarta-feira, fevereiro 13

Livre Como Um Pirata - Cap. 3


Então chegou o inverno. Você quase bateu as botas, meu amigo. Todos ficaram preocupados, achando que sucumbiria. Foi aí que os seus problemas começaram de vez... Até então, lembro de você perfeitamente saudável. Com o frio, veio aquela infecção, você mal rastejava e eu tentava te cobrir pra te proteger do frio, mas a febre te fazia delirar e recordo bem que várias vezes você tentou me agredir. Eu entendo que você não regula muito bem da cuca, essas coisas eu relevo. Chamei o doutor. Ele te aplicou um monte de injeção e, com o tempo, você foi se recuperando, mas acho que a doença deixou muitas marcas. Foi daí que você começou a babar e a cheirar mal, e as pessoas passaram a te evitar e etc. Aí você foi ficando magro e também perdeu a maioria dos dentes, de forma que demorava muito a comer, e mal. De visitas você nunca gostou. Até um tempo atrás colocava todo mundo pra correr lá de casa. Demorou muito pra você se acostumar com a menina que ajuda a mamãe nas tarefas do lar. Pirata, pra ser sincero, acho que fui um desnaturado contigo.


Tammys

quarta-feira, fevereiro 6

Livre como um Pirata - Cap. 2



Eu me lembro de quando a gente se mudou e eu fiquei puto por que a vovó tinha te deixado com outra família. Isso não se faz! Os infelizes cobraram vinte reais para te devolver. Vinte reais! Como se você fosse comprável (ou vendável)! Mas enfim, nós fomos juntos no caminhão da mudança, e você ficou nervoso e confesso que me machucou um bocado com seus ataques, mas nada que eu não pudesse suportar. Daí, pela primeira vez, você pôde ter um pouco mais de espaço para esticar as pernas, já que aquele quartinho que a gente morava não foi feito para acomodar tanta gente. Foi nesse momento que você conheceu aquele menino negrinho, que ninguém sabia o nome, nem de onde vinha, e acabou ficando para morar com a gente. Daí eu tentei colocar vários nomes nele, mas ele só respondia por Negão. Pode soar preconceituoso, mas você sabe que ele não liga. Ao contrário de você, Pirata, o Negão era um menino forte, comilão e meio abobalhado também. À medida que você crescia, ia ficando mais rabugento, mas eu acho que é por que ninguém te dava muita importância, apesar de ser o único valente da casa. 

Tammys

quarta-feira, janeiro 30

Livre como um Pirata - Cap. 1




Lembro de quando te vi pela primeira vez. Alguém havia lhe abandonado e lá estava você: ainda com os olhos fechados, enrolado nuns panos velhos, cheirando a leite. Na época a gente nem tinha uma casa pra morar, vivíamos de favor nos fundos da casa da vovó. Ninguém sabia o seu nome, daí fiquei lhe chamando de Pirata, não me pergunte o porquê. Todos te paparicavam muito, por que você era bem gordinho e engraçado e logo você aprendeu a engatinhar e nunca mais esqueceu: até hoje, só anda sobre duas pernas quando eu te pego pelos braços.  Nunca te faltou mamadeira, e as visitas te achavam lindo e profetizavam que você seria um garotão grande e forte quando crescesse. Bem, não foi o que aconteceu. De uns anos pra cá você teve aquela doença crônica que te enfraqueceu e você passou a babar muito e a cheirar mal. Hoje as pessoas te evitam por conta disso, e eu sei que você fica triste. Eu mesmo evito te fazer carinho quando você vem ansioso e carente me receber assim que eu chego do trabalho, correndo pra cima de mim, mas eu preciso usar essa farda por mais alguns dias e, por isso, fujo de você. E quando eu troco de roupa, me sinto meio culpado, e então volto pra te fazer um cafuné.

TODAS AS QUARTAS-FEIRAS

sexta-feira, agosto 3

Robotizando

Desenho da capa do livro Neuromancer do William Gibson

Schhhhh...
Vuuuu...
É o som que sai quando respiro.

Tchin-Tchun, Tchin-Tchun…
As batidas do coração.

Ãããhhn…
Uuuhhn…
Preciso de óleo nas juntas…

Tchuc, Tchuc, Tchuc…
Engrenagens no meu peito.

Meu cérebro computa maquinalmente tudo absolutamente.
HD lotado. Preciso de um backup.
No fim, o único órgão orgânico que me restou foi a pele.

Mas ainda é cedo.
Eu continuo robotizando.

terça-feira, julho 3

Refúgio




 Ilustração de Klyssya Martins

Hoje eu decidi visitar aquele nosso refúgio. Aquele quartinho dos fundos carregado com tralhas e lembranças...

    Estou nesse exato momento acomodado num canto daquela cama ortopédica desconfortabilíssima, mas você parece não se importar e dorme como um anjo bêbado, enquanto eu reclamo de dor nas costas e ameaço ir dormir no chão, pra variar.

         Quando entrei, fiz questão de deixar a porta entreaberta e a luz apagada. Notei que, muito curiosamente, o ventilador apontava para o teto, como se detectasse algo suspeito. Agora ele está no local de onde nunca deveria ter saído: sob a tábua de passar roupas. Ligado sempre na velocidade dois, já que a três é forte demais e me irrita profundamente ao jogar as folhas de papel à mercê da gravidade. A velocidade um me irrita também porque é tão ridiculamente fraca que me faz desejar um leque de senhora.

        Falando no ventilador, o café fica acomodado fora do seu ângulo de alcance, para que sua temperatura se mantenha alta e agradável por mais tempo. Lembra do cheiro do hálito impregnado com o café? É exatamente esse o que toma as dimensões do quarto a cada exercício de respiração que eu faço. O aroma forte e marcante, exatamente como o gosto.  Assim como tudo deveria ser: forte e marcante. Como em DayTripper.

           

sábado, junho 23

Famintos



Ilustração de Tammys 

Em frente a minha casa, monstros enormes derrubam árvores, destroem casas e erguem montanhas de terra vermelha.

Algumas vezes os vemos levando nossa terra nas costas. Outras vezes a levam entre os enormes dentes de aço.

Enfrentá-los? Quem ousaria?
Apenas aguardamos pacientemente...
O ar vai ficando cada vez mais rarefeito.

À noite é impossível dormir com os rugidos famintos dos monstros. Eles nunca ficam satisfeitos e nunca pararam pra pensar nas pequenas criaturas que habitam a região.
Estamos reunidos e muito assustados, rezando para que isso um dia acabe. Nossas árvores, nossa terra, nosso ar... Alguém os trará de volta um dia? E será que viveremos esse dia?


Enquanto isso, os rugidos famintos anunciam o fim dos tempos.

sábado, junho 9

Amigos Valem mais do que Asfalto


Era uma vez uma cidade muito, muito pobre, onde asfalto era sinônimo de desenvolvimento.

- A minha rua tem mais asfalto que a sua! – Diziam os meninos burgueses que tinham o privilégio de morar numa rua devidamente pavimentada...Mas as casas ali custavam muito caro. Enquanto isso, os mais pobres tinham que arrastar seus tênis velhos pelas ruas de piçarra, impróprias para o trânsito dos skates. O skate era uma paixão comum entre eles todos.

terça-feira, maio 29

Velha nova Marca


Ilustração de Tammys

Sempre tive o hábito (ou mania, chame como quiser) de me observar por longos instantes no espelho, principalmente antes de entrar no banho. É importante conhecer a si mesmo: apenas eu e meu reflexo. Corpo e mente.

Mas eu me pergunto: realmente me conheço?
E a resposta veio outro dia quando eu fui surpreendido enquanto me observava após ter cortado o cabelo e, num baque, descobri uma marca fincada em minha testa. Uma suave lembrança que a catapora me deixou... Durante quantos anos ela esteve lá, escondida, fazendo parte de mim sem ao menos ser notada?
Nos meus cálculos, uns dezesseis.

quarta-feira, maio 23

Alguns Segundos


Alguns minutos... Talvez segundos.
Então...  Alguns segundos e falta de coragem, ânimo e até motivos para dirigir alguém à palavra.
É essa a linha tênue entre a solidão ou uma noite de sexta-feira num bom lugar, com uma boa conversa e em ótima companhia.

É chato esperar.  Todo mundo já sabe e certamente já passou por isso. Então, por que esperar por algo que não conhecemos? Ir direto ao assunto não seria mais simples? Apenas um “olá” e, de repente, você é surpreendido vendo o rumo das coisas mudando para algo infinitamente mais interessante.

O fato de não conhecer não implica exatamente em não sentir falta. Às vezes o que você não conhece é exatamente o que você precisa.

E depois de três cervejas, tudo começa a ficar claro.

sábado, maio 19

Depravado (naquele sentido)




Afinal, o que é depravação?
Gostar de sexo é ser depravado?
Apreciar o corpo é ser depravado?
Buscar o prazer é ser depravado?

Ser depravado não é nada disso...

Para um homem, ou mesmo um garoto como eu, reconhecer a beleza do feminino, a pele, os seios, a boca, a fala, o toque, as deixas, e toda aquela sabedoria instigante das mulheres que acaba com os homens.
A carne e o espírito.
Reconheça, é maravilhoso o poder que elas tem.

quinta-feira, maio 10

♫ Do me a Cigarette ♫


Se por acaso você me perguntasse onde está a verdade...
A verdade está na ponta do teu cigarro, eu diria.
Na tua última tragada, a tua vida.

“Oh  do me a favour,  and stop asking questions.”

Tudo passa pela ponta do cigarro e tudo está prestes a cair. Ela deve cair, para que o resto se consuma em seguida. Ela deve cair, pois já lhe foi sugada toda a verdade, e não há mais nada para mantê-la presa.  Ela deve cair, não porque é descartável, mas porque ela precisa se libertar.

“Become a heavy load, too heavy to hold.”