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sábado, maio 19

A CARTOMANTE


Adaptação do conto a Cartomante de Machado de Assis de Luis Ferreira para o Teatro.


Personagens
Camilo


Vilela


Rita


A Cartomante
Mas é tarde.

(...) amor floresce, floresce,

e depois desfolha.

                                                                                                                                                                                                  Maiakóviski


sexta-feira, abril 27

Bom Apetite


Foi um dia comum como qualquer outro, as mesmas praças, mesmas pessoas e o mesmo clima de sempre. Nada era tão novo que desrespeito ao ingênuo semblante da cidade de São Luis. Confesso que ganhei o hábito de beber, mas não beber por beber, cada gole de álcool tem o seu devido pensar filosófico, um olhar de mudança, como um jovem pobre; cheio de sonhos preciosos que se mantém vivo as recordações da infância.

Repetem as más línguas que no inicio do mundo havia um olho azul mergulhado no fundo do mar, olho este pertencente a uma alma feminina entrepostas entre as falanges dos corais marítimos, e o homem que o encontrar torna-se valente de todos os homens, verdade ou mentira, tenham certeza amados leitores o medo fora quebrado e a imortalidade está a um passo, entretanto essa singela narrativa não nos convém falarmos, ponha atenção nos fantasiosos ditos transcritos para o papel. Grande conquista soa a voz da verdade. Medo e suas letras formam mais uma vez o duelo de existência, cavalga a noite e meu passo continua lento, mas uma vez em busca do inevitável, da a sensações que foram só sensações, nunca antes o álcool me dera tanto prazer, nunca antes sentir prazer onde não há prazer, em busca de prazer minha boca se traduz. Como podem ver, estou à inércia desta existência, meu tempo torna-se cada vez ainda mais atemporal. Corram para as salas, liguem as TVs, mandem recados..., voltei! E sofro por não sofrer. Minha voz escapa... , preciso fugir onde me encontrem, sou mal, frio..., amo as novelas e os programas com prostitutas..., que se foda! Essa é a minha vez..., descarregar palavras sem pensar nas suas ações e seus tormentos..., em meio às flores surge Maria, mulher doce, de nariz fino, sempre tive certeza que mulheres de nariz fino tinham bom sexo, olhar castanho puxado para o azul! Quem é está? De onde vem?


- Italiana, ela disse...

Estava desde as sete da noite aprofundando meus pensamentos com um amigo escritor, entre cervejas e cigarros exorcizávamos nossos demônios. Seu nome e bastava, Maria, ela disse, sentou-se a mesa com seu namorado..., bebíamos e conversávamos... , os olhares entre eu e Maria tornavam-se mais constantes! As conversas ganhavam forma e cores, nada me parecia tão singular, o olhar frenético e o dilatar de seus lábios ganhava o enroscar de minhas pernas, o fato de não tomar uma atitude de imediato é devido ao fato de seu namorado está ao meu lado direito, o que se diga de passagem não pareciam tão namorados assim, o sexo entre eles devia ser raridade, continuava eu a imaginar-la sem roupa com seus lábios beijando meu peito e indo direto ao meu membro sem timidez, hora ou outra escutava e treinava meu italiano ainda muito fraco. Com grande esforço de aprendizagem autodidata. Ações simultâneas ocorriam envoltas da mesa, cervejas e mais cervejas, tomavam a mesa, o olhar de Maria tornava-se mais intenso sobre o meu, comia-me com os olhos como se fosse uma cadela em cio, meu corpo gozava de tanto imaginar seu rosto coberto de desejo.

- Parabéns pela apresentação, disse.          
- Obrigada, com o português típico de um estrangeiro, meu amigo escritor e o namorado de Maria logo ganharam amizade; riam de tudo, conversávamos aos berros, Maria e eu fazíamos amor somente no olhar, o gozo da italiana parecia vibrante grande de mais para quatro paredes. Excitação, seus dedos entre o copo me dava, a queria ali mesmo encima daquela mesa, com todos em volta a nos olhar.

- A sua também foi ótima, ela disse.
- Que bom que gostou, respondi completamente tímido. A verdade é que eu e Maria já havíamos nos conhecidos, nos apresentamos juntos na noite anterior em um teatro da cidade infelizmente o tempo não nos deixou nos aproximar, mas o olhar vele- jante de Maria escorria sobre meu corpo...

A conversa da mesa de bar continuava, sem pressa a noite ia embora, a vontade de ir para casa havia passado. Preocupava-me somente que aquelas seriam as derradeiras horas da linda italiana aqui na cidade. O presente fato que obtive em minhas andanças de vida é que a mulher pode obter o prazer com um homem sem entregar sua alma para ele, o momento da copula, a eternidade limitada natural do desejo equivale ao pequeno suicídio, individual e depressivo. As inertes horas de posições, beijos, carícias e gemidos resumem-se em apenas três segundos da pré-morte: a respiração pára e o corpo gela; individual, sozinho e mais nada. Entretanto, o olhar perfurante da ragazza movimentava a atmosfera do ambiente, os sinais eram visíveis até demais, os lábios finos secavam a cada segundo que antecipava nosso sexo.

- Tenho que ir não me sinto muito bem, disse meu amigo escritor.
- O que te passa, disse o namorado de Maria.
- A boemia tem me custado o estomago, e os pulmões pressentem a minha deixa.

O belo italiano não compreendeu o sentido das palavras que o escritor disse, mas fez o favor de se fazer-se compreender.

- Melhor ir se não tiver bem, completou Maria.
- Não, já tive noites piores.
- O mundo traz a sina, exclamei.
- A sina traz o mundo, acrescenta o meu amigo escritor.

De certa forma para o poeta a noite é sua amada perfeita, seu chapéu; o templo de sabedoria, sua sabedoria; seu deslize último e verdadeiro. O que preenche as lacunas efêmeras da solidão é o perceber da obra que ganhou vida, perfurar com palavras desejando a imortalidade. Imortalidade que não vale mais nada nos dias de hoje, levando-se em consideração a realidade pela qual a sociedade vive uma fábula afirmando-se somente na aparência e no recado informativo, então de que valeria o surgimento de novos boêmios de nossa era? Somente por lembrança. E nada mais, em outras palavras o herói está morto e seu luto profanado. De nada mais vale estas e noites e está embriaguez, o sentido de tudo isto caminha para o vazio, a menstruação arrependida guardada pela puta virgem em seu deleite de ética e moral. Fedendo assim caminha o aparente mundo social destas personagens que atuam em busca do exagero construindo o material da ilusão religiosa esperando o advento do status. Neste liquidificador ao fundo do esgoto onde se encontra a reciclável sociedade aparece o inimigo indesejável, marginal que rapidamente precisa ser expelido.    

A gostosa conversa entre nós quatro tornava-se ainda mais empolgante, risos frenéticos, reflexões profundas e certezas filosóficas. O que não era tão visível para o meu querido escritor e o belo italiano era que não percebiam o suspiro selvagem de Maria ao perfurar meus olhos, por mais que as mulheres sejam previsíveis, esta possuía uma formula peculiar de me controlar e decifrar meus signos. As cartas estavam lançadas, a decisão era minha de possuí-la ou de apagar de uma só vez a sua existência da memória. O que me perturbava era somente como? Ela lia meus pensamentos.

Cochichou por dois segundos ao ouvido de seu namorado, ele respondeu: Benne. Ela enroscou suas pernas por debaixo da mesa, levantou-se e direcionou-se para as escadas do bar onde estávamos. Era minha chance, logo pensei, deixei que a subisse, fiquei alguns segundos entretendo o tempo com pouca conversa até a coragem suplantar o medo e levar minhas pernas em direção da bela italiana, subi ao seu encalço sem saber para onde este sentido primata me levaria não hesitei e fui. Ao termino das escadas não há avistei, estava errado e sentia-me envergonhado por tanta loucura pensada abrir a porta do banheiro lavei o rosto e contemplei minha derrota. No entanto uma pancada seca abriu a porta, Maria surge igual qual um fantasma sedento de vingança, empurra-me contra a parede e em um só fôlego beija-me, semelhante ao ultimo suspiro de vida de qualquer mortal, não hesitei, retribuir na mesma medida o forte beijo, minhas mãos enroscaram em seus cabelos compridos e escorregavam até suas nádegas. Surpreendentemente para este momento a minha surpresa foi que minha mão firme em seu quadril não lhe agradou, o meu ato lógico foi respondido com uma veemente tapa, e os suspiros secaram ficando apenas o diálogo do olhar quente e faminto da ragazza invadindo o meu, a comunicação estabeleceu um símbolo pelo qual não interpretei. Sua mão direita desceu milímetro por milímetro até chegar a minha calça onde estava meu pênis, desabotoo o zíper ainda com a flecha em meus olhos e segurou com sua mão direita com tanta força como se quisesse arrancar, ajoelhou-se e colheu os colhoes a boca com sua língua, frenética e ofegante abusou–me até minha explosão orgástica, minhas mãos quase que arrancavam seus cabelos, chupou-me como se fosse um mendigo que encontra o pão. O tempo, não contei, se demorou? Não lembro. Ao final de seu prazer direcionou-se ao espelho e do bolso de sua calça vermelha tirou um batom, arrumou seu cabelo e desceu as escadas em direção em nossa mesa. Não tive outra ação, apenas um pênis  vivo, e coragem de gemer. 

Descia as escadas agindo como se nada houvesse acontecido, e por dentro signos de medo a decifrar. Como me comportar à mesa após uma quase cópula com a adjuntora de um dos conhecidos a mesa?Ao final das escadas vejo ao longe com suas mochilas o casal de italianos deixando esta inerte cidade sem olharem para traz.

-Demorou, disse meu amigo escritor. Respondi com apenas um sorriso tremulo entre os dentes. Ele continuou:
-A garota beijou seu namorado e deixou este bilhete para você.
Sentei-me, abrir o bilhete e estava escrito:

“Ora sono bravo ragazzo, vengono a mangiarti”

sábado, abril 7

Uma Pétala para Safira


Menina mulher ou Mulher menina, com olhar indeciso, esta era Safira. Nome pelo qual o mundo havia lhe dado devido às circunstâncias imateriais da vida, habitava em seu coração os mais loucos sentimentos humanos, que rodeavam o sentido da razão, impregnavam os desejos da alma. Quem não se recorda de Safira? Que até ontem entre nós esteve. Quem não presenciou seus deliciosos momentos! Nada no mundo retrata com tanta veemência a constante substancial do destino desta mulher menina e da menina vivente no corpo de mulher.
 Durante muito tempo recordo-me o mistério que rodeava sua fase, de poucas palavras creio que ela talvez acreditasse que ouvir é o ouro e falar seria a prata, levando-se ao pé da palavra, só e a si mesma batava. Morava aos fundos de um cabaré, um dos mais freqüentados da cidade, dinheiro, luxo, orgias, escândalos, tudo permeava o ambiente, em meio a tanta repressão, a felicidade estava ao escondido, era o que se via no contexto da memória. O quartinho estreito guardava a vontade de dançar, pairar pelo éter, subir ao palco e transforma-se em purina que brilha no corpo da bailarina e abala o amor de quem a ver, entretanto a angústia equilibrada pela paixão fazia-lhe ter os pés voltados para liberdade, liberdade de sair daquele lugar tomado por ilusões, de viajar pelo mundo com sua polêmica e verdade, mas nada era tão natural quanto sua paciência, assumia calado os erros que não cometia, deixava-se abusar em troca de alguns trocados que sustentavam o conhecimento de novas criações. E chegou a chance! O grande dia de vermos Safira brilhar, não se sabe eventualmente de que forma uma simples servente de cabaré se apresentaria em um palco luxuoso, talvez a servidão como bailarina desviasse seu destino do terrível abuso por trocados que se ressaltavam pelas escadarias e percorriam os corredores lagrimais de saudade, da vida na qual não sabia se queria. Mas se fosse fugir do mundo, do próprio mundo seria, nada deixaria de fazer  e viver intensamente cada momento de sua vida, a mesma não saberia.
É o dia, a grande hora, Safira sobe ao palco, pouco desajeitada conturbada com o momento, com o publico nada agradável cansado de tanta libertinagem observam em Safira a mudança, reconhece-lhe o talento e a presença da partitura de sentidos de uma deusa envolvente. Safira não pára na vida, só para criar, não tem medo de encarar as pessoas.
E foi assim, eu ali sentado ao fundo da pobre platéia deixei-me envolver pelo mais louco amor que pude sentir, olhar envolvente, imaginei meu corpo junto ao dela que bom seria se a possuísse, linda! Nascida para está entre as mais lindas era o que sabia de melhor fazer, eu quero­, meu coração dizia, está ao seu lado, dentro dela, somente com ela; uma paixão súbita e platônica me consumia aos poucos ao ver seus movimentos sedutores como se estivesse na janela chamando-me ao encontro do seu amante,e foram-se as noites; uma após a outra e em seguida uma após uma, por dias e dias, me enlouqueci e descobri em seus olhos o espelho da alma,contudo inconscientemente a chaga do ciúme doentio inclinava-se perante a mim e nada me fazia retroceder, meus presentes eram devolvidos, meus recados, juras de amor eram colocadas ao lado o que fazia nada lhe agradava.Outro! Minha mente gritou se diante de tanta paixão meus sentimentos não poderia está largados ao vento, outro! Novamente minha mente gritou só que mais forte Outro! Outro! Outro! Não deixava de crer em tal possibilidade, quem seria tal outro a tomar meu lugar, Não me dei por vencido minha presença fazia-se presente ao olhar de Safira. Decidir a morte como solução, Se não fores minha de nenhum outro mais alguém será. Em uma de suas ultimas apresentações Safira seduz platéia com o brilho de seu nome, mas não adiantava cada momento o ciúme me permeava o sentido.
Acabada a apresentação sigo–a até seu quarto, pelos estreitos e longos corredores, andava como se caminhando para o seu céu, seu paço curto e suave dava brilho ao chão. “tão inocente” – Pensei! E chegava-se a ultima escada que antecipava seu misterioso quarto. Incrível era que não me percebia, abriu a porta do quarto e sentou-se a penteadeira, observei-a pela porta entreaberta, penteava seus cabelos com carinho, mas nada me fazia esquecer-se de meu planejamento. Só a morte seria a solução, mesmo sem ter a certeza de seu prazer já estivesse em outros braços, à vingança vinha átona como um prazer bebido em vagarosos tragos. Seu olhar encontrou o meu pelo reflexo do espelho, não tive pena, ergui o punhal escondido na mão, a serenidade de seu semblante me fazia desistir, não esmoreci, em um só golpe atravessei-o com tanta força, ela não resistiu, mas o normal seria que sangue viesse descer ao chão, mas não, de sua garganta surgiam rosas de todas as cores, rosas, rosas e mais rosas percorriam todos os corredores deixando seus perfumes nas paredes e pouco a pouco ela desaparecia.
O relógio despertou, em um pulo cai da cama, era um sonho, quase real era ainda um sonho, devagar tentei entender em meu estreito quarto de cabaré o que me fazia ter tal lembrança? Como presente mulher aparecia em meus sonhos? Em um súbito susto observei que ao lado de minha cama havia um bilhete, dentro do bilhete um pétala de rosa com o aroma de retroceder os sentidos e parar no tempo. Ainda molhado com as lágrimas de sangue estava escrito;

Nunca fui de ninguém, só tenha a mim. Estamos nessa vida para nos tornarmos, talvez quem sabe, mais humanos” (Safira).

Ano de 2009

terça-feira, abril 3

Inacabado

Meu álcool é o sabor do teu beijo
Tentei fumar, achei bonito, mas é chato
Descubro-me  todos os dias um novo ser, um antigo homem
Um aspirante velho atordoado por amores nunca resolvidos

Hoje já tentei me matar
Ontem antecipei minha ressurreição
Não sei aonde tudo isso um dia vai dar.

É foda! Às vezes é difícil, não consigo entender
Os livros comprados e não lidos, paginas lidas e não entendidas
Roupas parcelas e não vestidas.

Dói uma dor que não entendo
Hoje já tentei me matar
Mas é Foda!
Ninguém quer me comprar...

domingo, julho 10

A ponte do Tempo

Por Luis Ferreira

As palavras do nosso saudoso conterrâneo José Tribuzi Pinheiro Gomes, conhecidos por alguns como Bandeira Tribuzzi, construiu a maior estrada concecida até hoje  em sua cidade natal, liganndo o passado e o futuro, imortalizando assim a cidade de São Luis com  seu desejo vibrante de ler assim como ele memso falou : Quero ler nas ruas, fontes, escadarias , torres e mirantes, igrejas e sobrados nas lentas ladeiras que sobem angustia sonhos do futuro e glórias do passado”. Entretanto, o futuro hoje não é de sonhos e as glórias cada vez mais nos buracos.
Conhecida por muito como patrimônio cultural da humanidade a cidade de São Luis tem se transformando lentamente em ruínas sustentadas pelo descaso de gestores públicos transformando-se num imenso lixão. Observado todos os dias por quem passa pelo Projeto Reviver, pode-se testemunhar a falta de manutenção, falta de políticas publicas, os imensos buracos, casarões que faltam desabar em nossas cabeças, desta forma, um grito revoltoso ecoa de uma pouca parcela ludovicense que luta para mudar esta situação. Entretanto o conformismo, que sempre esteve em seu elemento na social-democratica, não condiciona apenas suas táticas políticas, mas sim suas idéias econômicas. Vale ressaltar que a nossa democracia ludovicense é apenas um aparate de destaque para o imenso coronelismo resistente até hoje, uma democracia nascida nos berços da ditadura, uma política local que sempre se trata de um discurso geral soberbo que está maquiada pela mídia, aonde chega a convencer outra parte da população em troca de um pão, neste caso, festas e bebidas de graça.
A memória do povo maranhense está definhando ao poucos e de forma visível. A nossa construção imaterial dá lugar ao odores e ao risco de desabamento. Os casarões de São Luis garantem a continuidade do tempo e a manutenção da cultura, merecem ser respeitados e lembrados. Não sei se a boa cama e a boa mesa de nossos pseudo-políticos enfraquecem as pernas e lhe cegam os olhos que não os deixam perceber que o nosso produto turístico e econômico está prestes ao fim. Cada azulejo que cai, cada tijolo que se fragmenta são perdas notórias da nossa cidadania. Próxima de seus 400 anos a Ilha de Upaon Açu. Comemora com luto a forma grotesca como é liderada. Não deixemos de lembrar, de nossas acomodações dos habitantes que por sua vez permanecem apáticos ao perceberem tudo e não enxergarem nada.
Nestes 400 anos a cidade esqueceu-se das palavras de Tribuzi, quem sabe elas não foram parar em qualquer buraco por aí! Ou então caiu junto com algum casarão, continuando assim apenas o que sobrou, um azulejo, longe de sua terra, chorando de angustia, contrabandeado por algum turista.