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segunda-feira, abril 30

Lamentos


Segunda feira (23 de abril) morre o jornalista DÉCIO SÁ, é conhecimento de todos que ele era ligado ao grupo político (família SARNEY) que governa o nosso ESTADO, e fazia um tipo de jornalismo que servia aos interesses desse grupo político.


E esse fato bárbaro contra o mesmo não deve só ser repudiado, mas também investigado com todo rigor pelas autoridades. Eu era o leitor assíduo do seu blog, lia para saber do que ocorre na política maranhense e também que do falam e pensam o grupo político pelo qual ele era o porta-voz da imprensa maranhense.

Mesmo com a postura política repugnante, que eu mesmo discordava, é inegável que ele tinha muitas informações e sabia demais. Era dele as denúncias vindas da Assembleia Legislativa principalmente sobre os altos salários dos deputados que foram repercutidos no programa da Rede Globo aos domingos no Fantástico.

E as últimas antes de sua morte trágica, havia dado a cobertura sobre o envolvimento de funcionários do Tribunal de Justiça em atos de corrupção e foram presos e também sobre o julgamento de pistoleiros que seriam julgado na morte de um líder camponês no interior do Maranhão.

Décio Sá fazia muitas denúncias de corrupção em todas as esferas da sociedade maranhense, que ia do Legislativo atacando inclusive os aliados da governadora, do Executivo onde alguns secretários da governadora eram criticados, do Judiciário, empresarial e outras esferas.

A Vale, alguns empresários (quem não lembram do caso de um empresário que foi acusado de pagar 1 milhão de reais a um deputado que levasse o projeto de lei que acabou sendo aprovado pela Assembleia Legislativa do Maranhão que dava a concessão da derrubada dos babaçuais pra beneficiar as grandes construtoras como a Franere, por exemplo, para construir edifícios/condomínios?) eram alvo de denúncias.

Ele fazia fofocas na vida pessoal de muitos políticos e empresários, no qual era chamado de Décio “Rubens”, essa atitude incomodava muita gente, até mesmos os próprios aliados do grupo Sarney.

Não se trata aqui de defender um jornalista-sarneista, mas alertar mais um atentado contra a imprensa do nosso estado como também em todo o mundo, o mesmo era blogueiro além de jornalista, como todos nós sabemos, os blogs tem influencia muito significativa da nossa sociedade e principalmente na formação de opiniões e fazer um debate acerca de qualquer assunto desde que surgiu a internet e a popularização dos últimos anos.

E espero que esse crime seja elucidado, não só do Décio Sá, mas também todos os jornalistas independentes de posicionamento político e ideológico e de líderes como FLAVIANO PINTO NETO (líder quilombola que foi assassinado no povoado do município de São Vicente de Ferrer por pistoleiros).

Deixo aqui a minha SOLIDARIEDADE e REPÚDIO a esse crime bárbaro que afronta a liberdade de expressão, opinião, pensamento e denunciar o que é de interesse a toda sociedade.

sexta-feira, setembro 30

MINHAS SINCERAS CONDOLÊNCIAS À EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Meus amigos, é com muito pesar que digo: A Educação brasileira está morta ! E, ops! Não fui eu que matei. È de lamentar as cenas que vi hoje pela manhã dos professores do Ceará. Como não dá para descrever aqueles policiais, puxando, agredindo quem um dia ensinou eles. È triste, meus amigos! Não tenho nenhum adjetivo agora que melhor qualifique tal ato. Logo, eu uma professora de língua portuguesa, mas minha língua parece que calou-se em meio ao caos da Educação Brasileira, me desculpem.

O que posso, apenas, dizer é que nos meus pequeninos oito anos, como professora, nunca sentir tanta vergonha em dizer: SOU PROFESSORA Por que recordo-me de meses atrás quando, nós professores do Maranhão, fizemos greve e fomos reprimidos, não com tamanha violência como nossos colegas cearenses. Mas, pudemos sentir na pele os olhares dos policiais e das autoridades governamentais lançarem para nós um olhar de quem fala: BANDIDOS! MALANDROS! VAGABUNDOS! È verdade! E tudo por causa de uns míseros 1, 187 reais e alguns centavos que me recuso a escrever. È por isto que lutamos, por este pequeno piso para alguém que ENSINA, que EDUCA, que leva CONHECIMENTO a toda uma nação. E como disse nossa colega potiguar em um discurso visceral no palanque da câmara em Natal, que esta pequenina remuneração, não compra se quer um paletó, um terno e uma gravata de um excelentíssimo deputado brasileiro. Que me desculpem, mais uma vez, um parlamentar (que não são todos), que esquenta a bunda em Brasília, enquanto, nós professores estamos à mercê de sermos mortos, mutilados, espancados por policias. Estes, meus amigos, recebem um talzinho de não sei o que insalubridade e um acrescimuzinho no salário porque é uma profissão de risco. E nós professores? Podemos trabalhar em escolas que o nível de insalubridade nem se pode medir? Podemos ser assassinados (e olha que nem temos colete à prova de bala e nem porte de arma), ou até mesmos correr o risco de a escola vir abaixo em nossas cabeças?

È lamentável! É urgente, meus amigos, não somos bandidos. Somos professores! Será que alguém tem um dicionário ai para saber o que significa PROFESSOR? Minhas sinceras condolências à Educação brasileira.



Cris Lima.

domingo, agosto 7

Antônio Almeida, o inço das artes no Maranhão

Como planta daninha que se agarra despretensiosamente ao solo modificando a paisagem natural, saiu do Jacaré, em Barra do Corda, desbravando caminhos até alcançar São Luís, onde denunciou sua vida e a de milhares de famílias do interior do Maranhão sem deixar escapar o amarelo que queimava o verde e secava o azul, o colorido da cultura e a palidez do sofrimento que lavrava a terra árida de fome e seca por onde passava.

Do chão infecundo, fez brotar arte. Nunca aceitou sair de sua terra para viver uma cultura solitária avessa a sua natureza de homem simples. Suas mãos colhiam da natureza inspiração como raízes que buscam no âmago da terra os nutrientes necessários à sobrevivência. Indiferente ao dinheiro, o enriquecimento que desejava era intelectual e artístico, trabalhava pelo valor que a arte tinha pra si mesmo: a busca pela perfeição, no entanto, com ela pagava o leite e a boemia: nutria seus dez filhos, e quando dava, rematava a conta do bar.

Sobrevivente da seca castigado pelo sol, a escuridão tomou conta de seus dias. As madrugadas, companheiras de insônia, ouviam-no em silêncio, enquanto travava discussões com seus próprios pensamentos. No dia seguinte... prosas e poesias com o cheiro de terra através do olhar de um menino autodidata de nascença que crescera sob instrução de seus instintos, mas, sobretudo, de um artista nervoso que desafiou até a cegueira tateando pensamentos e redesenhando palavras, sementes essas lançadas no chão fértil de suas limitações criativas, esse era o Almeida: uma raiz amarga difícil de ser tragada, mas que se ramificava.

Aos 27 de maio deste ano completaria 89 anos, se não tivesse sido desentranhado da terra em Janeiro de 2009, a facão! Sua sede de viver era tamanha que teimou com a vida agarrando-se a cada sopro dos ventos até o silêncio pintar o leito de paz. Hoje, suas estirpes ainda permanecem entranhadas na terra que amou, ilustrou, pintou, xilografou... verdadeiras barrigudeiras espalhadas pela cidade, murais que deveriam ser tombados pelo valor histórico e cultural, testemunhas sol a sol do caminhar de um homem franzino e inquieto que germinou arte no Maranhão.


Alice Almeida, Nascimento

Há muitos anos atrás, eu e meu avô, em sua casa no Monte Castelo, guardiã de seus dias de vida 



Quase Epitáfio
No meio do caminho que caminho
a cova
Em que me planto regermino sonho
Que é vida sempre sol a sol a caminhar
Antônio Almeida
( 1922-2009)

(Texto publicado no Jornal Pequeno revelando o descaso das obras do falecido Almeida pelo poder público, como o Painel em Azulejo do antigo Banco do Estado do Maranhão; murais no Parque do Bom Menino, dentre muitas outras obras.)

sexta-feira, julho 15

protesto ao futebol!

Percebi que quase ninguém ler minhas crônicas sobre futebol (choro). E olha que faço uma correlação com conjetura economica politica social do país ou com grandes autores da literatura (risos). Não é só fubebol galera. Não é uma coisa alienada. Pra mim a bola (aquele negócio redondo que pode ser de meia, de leite, ou da penalti ou mesmo a jabolania falsicada que vc encontra por 17 pilas) se transforma em arte na perna da molecada da periferia que nem tem uma pincel pra pintar um quadro ou um piano pra tocar chopin daí surge nossos dribles mágicos como os de Neymar (isso não é sensacionalismo). É um pablo Picasso do futebol ( risos ). Quem nunca bateu uma peladinha atire a primeira pedra. Quem não vibrou com esse ultimo jogo da seleção (risos), vocês viram o maikon pela direita, como ela avança bem, toque preciso, objetivo, sem medo, saca a moral do cara. Pô! vamo ler minhas crônicas sobre futebol (fico de mal). 

terça-feira, julho 5

Parabéns - EXATOS DA UFMA!!!

Por Natan Castro

São luis, 05 de Julho de 2011. Um dia atípico, histórico, importantissimo no meu modo de ver,  foi exibido hoje em rede nacional pelo Jornal da Globo, uma reportagem do caso horroroso de racismo sofrido pelo estudante do curso de Engenharia Quimica da UFMA o Nigeriano Nahu Ayuba. O professor da disciplina de cálculo vetorial o Clóves Saraiva, teria comentado que o aluno não era civilizado como nós Maranhenses, teria feito em seus comentários alusões aos leões da África, de fato, lamentável e inadmissível. mas venho aqui parabenizar e dizer que esse comentário vem junto desde já de uma profunda admiração aos estudantes do curso de Engenharia Química, esses alunos fizeram um abaixo-assinado na rede que teve quase quatro mil assinaturas pedindo o afastamento do professor racista, parabenizar mais precisamente as alunas que deram seu depoimento na reportagem, uma delas chamada Loydi Santos que de forma clara e indignada esclareceu nas suas palavras os motivos pelo qual o professor não deveria mais estar "ensinando" a disciplina no curso. com esse texto quero registrar a coragem e o sentido de justiça, com um traço de engajamento meio inédito em se tratando da UFMA e dos alunos desse curso especificamente, Universidade essa que possui nos seus cursos da área de humanas alunos que se julgam ultra-engajados e esclarecidos politico e socialmente, mas que suas idéias nunca conseguiram ultrapassar as salas mofadas daquela instituição. diferente dos corajosos alunos da área exatas que se empenharam em protestar e registrar a ridicularização que o Nigeriano, infelizmente, teve que passar em nosso estado.

quinta-feira, junho 30

Nuhu Ayuba

CARTA ABAIXO-ASSINADO

Nós, estudantes do curso de Engenharia Química da Universidade Federal do Maranhão/UFMA, matriculados na disciplina Cálculo Vetorial, informamos que o professor Cloves Saraiva vem sistematicamente agredindo nosso colega de turma Nuhu Ayuba humilhando-o na frente de todos os alunos da turma.

Na entrega da primeira nota o professor não anunciou a nota de nenhum outro aluno, apenas a de Nuhu, bradando em voz alta que “tirou uma péssima nota”; por mais de uma vez o professor interpelou nosso colega dizendo que deveria “voltar à África” e que deveria “clarear a sua cor”; em um outro trabalho de sala o professor não corrigiu se limitando a rasurar com a inscrição “está tudo errado” e ainda faz chacota com a pronúncia do nome do colega relacionando com o palavrão “no cu”; disse que o colega é péssimo aluno por que “somos de mundos diferentes” e que “aqui diferente da África somos civilizados” inclusive perguntando “com quantas onças já brigou na África?”.

Nuhu não retruca nenhuma das agressões e está psicologicamente abalado, motivo pelo qual solicitamos que esta instituição tome as providências que a lei requer para o caso.

Favor divulgar em todas as redes, pois o que está acontecendo aqui é comum em outras Instituições.

Cristina Miranda
Coordenadora do CEN/MA

sábado, junho 11

Até quando?

Por William Washington de Jesus *
Desde a ocupação da reitoria em 2007 que foi encerrado num acordo na Justiça Federal com a presença do Reitor Fernando Ramos (reitor na época), que garantiu que construísse uma casa no campus e outras que foram estabelecidas nesse acordão.
Com a chegada do Natalino Salgado (sucessor), a casa que estava em fase de construção foi interrompida, sendo que havia verba destinada através do Ministério da Educação que fez o repasse para construção.
Hoje passado 4 anos, a tão sonhada casa do Campus ainda é um sonho, a obra paralisada com forte indícios que será a outra finalidade, ou seja, não ser mais a casa de estudante, o atual reitor foi releito, sem dar garantias concretas que concluirá a casa no campus.
E o mais triste é que os próprios moradores das casas de estudantes em sua grande maioria são coniventes com essa situação, pois não reivindicam e aceitaram passivamente que as casas perdessem autonomia, porque hoje quem faz o processo seletivo é a própria universidade através do NAE (Núcleo de Assuntos Estudantis) e a própria reitoria.
Sendo que antes quem fazia eram as próprias casas de estudantes, a reitoria como forma de calar a boca dos estudantes, principalmente na CEUMA (Casa de Estudante Universitário do Maranhão), está colocando ar condicionado nos quartos, bebedouro, grades de proteção pra conter assalto de ladrões e muitos outros benefícios.
Nada contra esses benefícios, mas uma pessoa esclarecida sabe bem que todos esses benefícios é em troca de seguir as determinações que a mesma impõe. Só o ingênuo acha que não seja isso. Mas teria que ser realmente dessa forma sem trocas ou benefícios, porque é o dever das universidade garantir o acesso e a permanência dos estudantes durante a graduação, principalmente com as casas de estudantes, com a moradia digna e de qualidade.
Mas isso é o sonho distante, a tão sonhada casa do campus da UFMA que o diga, que até hoje não foi concluído. E a verba destinada para esse fim o que fizeram? Até quando os moradores de casa ficarão calados? Quando o Vosso Magnífico Reitor Dr. Natalino Salgado Filho irá concluir a obra da casa e obedecendo a determinação da Justiça Federal?   
* Graduado em História na UFMA e ex-morador de casa de estudante (CEUMA)

sexta-feira, maio 27

UFMA

Alguns dos contribuintes do .continuando se formaram nesta universidade e com certeza tiveram influência de seus professores e daquele mundo e ganham dindim com o diploma. É de dar dó e nó na garganta de como se encontra a estrutura da universidade hoje e a complacência dos professores e funcionários. A indignação dos atuais estudantes com a gestão do doutor tecnocrata Natalino Salgado estão nas suas bocas . Gente é só ir lá e bater um papo na imensa fila do RU com eles. Com um DCE cooptado pela reitoria e por isso conivente que só faz horríveis caloradas e vestir a camisa de uma ótima malha do reitor para sua campanha de releição. Abaixo segue um vídeo do Jornal da Globo expondo um pouco do que tá acontecendo.