sábado, maio 31

O balanço dos campeonatos estaduais 2014

Alguns campeonatos estaduais já encerraram, e o que se vê é o fortalecimento e organização ao comparar com os anos anteriores e o descrédito de outros marcados por sucessivos erros principalmente por parte da arbitragem.

O campeonato maranhense deste ano pode ser considerado o melhor nos últimos 20 anos, porque primeiramente seguiu o calendário da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), não prejudicando os clubes locais, como no caso o Sampaio Correa que vai disputar além do maranhense, a Copa do Brasil e o Brasileiro da Série B.

O Moto Club após disputar a série b do maranhense do ano passado (2013) e por ter montado o seu elenco as vésperas do inicio do campeonato, foi a grande novidade apesar de ser um grande, tradicional e maior rival do Sampaio Correa, mas em campo fez por merecer ao fazer uma grande campanha a ponto de tá em disputa pelo título, o que acabou ficando com o seu maior arqui-inimigo.

O campeonato maranhense e os demais estaduais no nordeste receberam a cobertura televisiva e jornalística do Esporte Interativo e outros canais por assinatura e teve o patrocínio da montadora GM (General Motors)/Chevrolet que já vem sendo patrocinado desde 2012.

E para valorizar ainda mais o futebol, o Sampaio Correa e o Moto Club são representantes maranhenses da Copa do Nordeste no ano que vem (2015), considerado o mini brasileiro organizado pela CBF e federações estaduais, o que aumenta a competividade do campeonato nos anos seguintes.

Os campeonatos estaduais da região norte e nordeste passaram a ser mais valorizado em virtude dos grandes clubes locais não estarem sequer na série b do brasileiro, no caso Paysandu – PA que foi rebaixado do ano passado (2013) para a série c e o Clube do Remo seu maior rival não disputou sequer a série d de 2013 e disputará de 2014.

O Santa Cruz – PE, Sampaio Correa – MA, Vila Nova – GO e o Luverdense – MT subiram para a série b do brasileiro de 2014, os dois primeiros são do nordeste e dois últimos são do centro-oeste que também não é valorizado em relação a sul e sudeste, exceto o Goiás que tá na série a, isto fortalece o futebol nordestino e também do centro-oeste que o Goiás deixa de ser o foco da grande imprensa esportiva.

Devido a valorização dos estaduais e o fortalecimento do futebol regional, a série b do brasileiro poderá ser o campeonato mais disputado nos últimos anos, dando trabalho para os grandes que está na luta pra voltar a série a como o Vasco da Gama, rebaixado pela segunda vez a série b em 5 anos, e na segunda rodada perdeu para o Luverdense no estádio Arena Pantanal de Cuiabá – MT que será o palco da copa do mundo FIFA (Federação Internacional de Futebol e Associações), mostrando o nível de disputa e o grau de dificuldade que terá para voltar a elite do futebol nacional.

E o Luverdense assim como o Sampaio Correa, Santa Cruz e Vila Nova que disputaram a série c de 2013, poderão dar grande dor de cabeça aos clubes que já estão habituados a disputar a série b, como o Ceará – CE, América – RN, ABC – RN, Náutico – PE, América – MG, Bragantino – SP e os demais clubes.

Os estaduais mais chamativos e atrativos que são o mineiro, carioca, paulista, gaúcho, paranaense e catarinense também se valorizaram mais, isso se deve os investimentos que os clubes pequenos e medianos tem dado para o campeonato, enquanto os grandes não tem dado importância para o torneio.

A prova disso são os grandes clubes que disputam a elite do campeonato brasileiro, a série a, e a libertadores que são realizados todos os anos e esses clubes como o Atlético – MG, Cruzeiro – MG, Santos – SP, Palmeiras – SP, Corinthians – SP, São Paulo – SP, Fluminense – RJ, Botafogo – RJ, Vasco da Gama – RJ, Flamengo – RJ, Grêmio – RS, Internacional – RS, Atlético – PR e Coritiba – PR estão sempre disputando o campeonato da elite do futebol nacional e o torneio continental.

Em razão disso, não têm dado importância para o campeonato de seus estados, a prova disso e que este ano (2014) o campeonato paulista pela primeira vez em 13 anos (desde 2001) nenhum clube paulista disputou a libertadores, e fez que os grandes focassem mais o campeonato, mas tiveram que enfrentar os clubes do interior que são bem organizados taticamente e administrativamente, e sempre focaram o estadual.

O Corinthians não passou da fase de grupos para o mata-mata, o Palmeiras não passou do Ituano da cidade de Itú – SP, o São Paulo não passou do Penapolense da cidade de Penápolis – SP que bateu o Santos na fase de grupo pelo placar de 4 a 1 e deu trabalho para o time santista se classificar na final, já que disputavam a semifinal.
A final do campeonato paulista foi Santos e Ituano, dois times do interior sendo que o primeiro é o grande clube e o segundo time pequeno, mas que vem em ascensão nos últimos anos e se colocando entre os times intermediários, e o campeão acabou sendo o time da cidade de Itú, prova que os clubes pequenos e do interior sempre usaram o campeonato estadual como planejamento e meta dentro e fora de campo.

Outro feito ocorrido foi no campeonato paranaense este ano, após uns 20 anos dois times do interior disputaram a final do campeonato, que foi entre o Londrina e o Maringá, despachando os grandes da capital, o Atlético – PR, Coritiba e Paraná, sendo que este último esteve disputando a série b do estadual no ano anterior em virtude do rebaixamento.
Isto tem ocorrido em virtude das federações estaduais ter implantado o modelo de disputa paritário entre todos os clubes para que haja igualdade na disputa e seja decididos dentro de campo, com a pressão das torcidas, dirigentes de clubes principalmente os pequenos e da imprensa esportiva, não está havendo tanto beneficiamento para os times grandes e as arbitragens estão sendo mais fiscalizados.

A valorização e a disputa acirrada dos estaduais está levando ao rebaixamento os grandes clubes, o último agora foi o Vila Nova que está disputando a série b após disputar a série c e ter conseguido o acesso, mas foi rebaixado do campeonato goiano deste ano (2014) para disputar a série b do estadual ano que vem, a primeira vez de sua história, isso não é nenhuma novidade, os outros grandes já tiveram o gosto amargo de disputar a série b do estadual, o Moto Club por duas vezes, o tradicional Rio Negro – AM, CSA – AL, Flamengo – PI, Rio Branco – ES, Guarani – SP e Portuguesa – SP.
Esses clubes já foram rebaixados nos estaduais, são clubes de grandes torcida em seus estados, coleciona diversos títulos locais e por ser mais vezes campeão estadual, no caso o Rio Branco da cidade de Vitória – ES que tem 36 títulos estadual no currículo e que atualmente disputa a série b do campeonato capixaba, como foi dito anteriormente.

A tendência é os campeonatos estaduais serem mais valorizados, não pelos grandes clubes em que alguns dirigentes, técnicos e jogadores pregam o fim dos estaduais, que pra mim seria um desastre e a completa elitização do futebol, que obrigaria muitos clubes pequenos a fecharem as portas e muitos jogadores a ficar desempregado, o que seria um total desastre.
Os estaduais passaram a ser valorizados justamente por clubes pequenos que planejam e passam a pré-temporada para os campeonatos estaduais antes mesmo do fim do campeonato brasileiro que quase sempre acaba na segunda semana de dezembro.

As federações estão dando maior atenção por esse campeonato e sua importância, a prova disso é o campeonato paulista que vem se destacando nos últimos anos pela sua organização feita pela Federação Paulista de Futebol (FPF) e o modelo de disputa que permite os grandes e pequenos clubes disputar de forma paritária e em campo decidem quem é o melhor.

O campeonato paulista é o mais competitivo do país e mais valorizado entre todos os estaduais, não por ser do estado de São Paulo, mas pela nível de disputa dentro das quatros linhas sem muita interferência externa, ao contrário do campeonato carioca, que há muito tempo perdeu a graça e o brilho por causa da desorganização da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ).

A última final realizado no campeonato carioca é a prova viva aos olhos de todos que acompanham o campeonato e torcem pro seus times, a verdadeira desorganização e o descrédito em virtude da má conduta dar arbitragens, os dois realizados na final, sendo a ultima e grande final entre Vasco da Gama e Flamengo, foi uma aberração aos amantes do futebol.

O titulo conquistado pelo Flamengo através do roubo da arbitragem num lance em que o jogador estava completamente impedido e mesmo assim o gol foi validado, elevou a revolta e ainda mais a crise do futebol carioca que já vem com a imagem arranhado em virtude do escândalo no ano passado em que o Fluminense foi rebaixado para a série b e no tribunal de justiça de desportivo, conseguiu se manter na primeira divisão.

Os campeonatos quando são menos intervindos dentro de campo, mais disputados se torna quanto mais disputado é, mais chama atenção do público e consequentemente de torcedores, quanto mais se chama atenção, mais valorizado se torna e assim sucessivamente.

O campeonato paulista é a prova disso, e o campeonato carioca é a prova do fracasso nos últimos anos com os sucessivos roubos de arbitragem, os estaduais devem ser valorizados devidamente, e as federações devem intervir menos dentro de campo e deixar que os resultando aconteçam e permaneçam dentro das quatros linhas com total imparcialidade e coerência, só assim todos os campeonatos de forma geral terão o sucesso de público e de torcida.


quinta-feira, maio 29

Pingado

O meu amor pingou,
No teu café,
Aroma do meu suor

Eu me faço de leite, esperando ser pingado contigo, embebida aos goles pela sua língua, e saboreada com todo teu prazer pelas suas papilas. Degustada, devorada e deglutida, passo pelo seu sistema digestivo e sou absorvida em escalas no teu corpo. E desta forma, torno-me sua: torno-me a cafeína ligada em seus pensamentos, torno-me o açúcar, torno-me a gordura. Até o momento em que completamente mastigada, reinicio o ciclo.
No teu café,
Fiz risos e vapor
Perfumei.

O calor da minha fervura e o sabor integral do meu leite combinam com seu aroma arábico. Seu sabor marca a minha boca e lava meus dentes, aguçando meus sentidos, para desejar mais e mais goles da tua poção. Seu café é irresistível, e minha gula, inexorável. Exalo seu perfume no ambiente, e estimo seu gosto no meu gosto.

Je t'adore. 

sábado, maio 17

Rashomon e o Cinema Universal de Akira Kurosawa

Por Paulo Dias
"Essas são histórias comuns nestes dias.
Ouvi dizer que o demônio vive aqui em Rashomon,
fugindo com medo da ferocidade do homem"
     É inconteste o gênio cinematográfico de Akira Kurosawa para críticos e entusiastas da sétima arte. Dono de uma técnica soberba que beira o perfeccionismo, o cineasta japonês foi flagrantemente influenciado pelo cinema ocidental: desde D. W. Griffith a John Ford. Inicialmente, com o desejo expresso em se tornar artista plástico, Kurosawa enveredou no mundo do cinema incentivado pelo irmão mais velho. Como uma herança definitiva do seu passado nas artes plásticas, sua marca latente era a preparação de inúmeros "storyboards" que desenhava a punho antes das filmagens.
    Em sintonia fina com a literatura (uma verdadeira paixão para Kurosawa), principalmente com as obras de Shakespeare e Dostoiévski, seus roteiros magníficos transbordam lirismo e teor universal. O diretor de "Os Sete Samurais" sabia, como ninguém, criar obras arrebatadoras e cativantes, fazendo um escrutínio minucioso de cada quadro do écran e de cada movimento dos atores no cenário com grande detalhismo. Era recorrente o trabalho com os atores Takashi Shimura e Toshiro Mifune, como colaboradores nos filmes mais extraordinários e importantes de Kurosawa, que encantam cinéfilos de carteirinha.
     O legado e influência cinematográfica de Kurosawa é indiscutível no cinema ocidental, onde filmes como "Rashomon" (1950), "Viver" (1952), "Os Sete Samurais" (1954), "Trono Manchado de Sangue" (1957), "A Fortaleza Escondida" (1958), "Yojimbo" (1961), "O Barba Ruivo" (1965), "Derzu Uzala" (1975), "Kagemusha - A Sombra de um Samurai" (1980), "Ran" (1985) e "Sonhos" (1990) o colocam entre os mestres supremos do cinema mundial ao lado de Ingmar Bergman, Alfred Hitchcock e Stanley Kubrick. No documentário "It's Wondeful to Create", é descrito o episódio em que Kurosawa rasgou cinquenta páginas do roteiro inicial de "Viver", que estava escrevendo com Shinobu Hashimoto, após o roteirista Hideo Oguni (contratado para realizar a análise crítica do roteiro) afirmar "Kurosawa, isto não está bom!", sendo que em seguida Kurosawa retruca irritado "tudo porque você não veio mais cedo!". De fato, isso mostra o grau de virtuosismo por parte do cineasta nipônico, que eleva sua obra atemporal e sem fronteiras ao posto de patrimônio cultural da humanidade.
      O excepcional "Rashomon" de 1950 - uma obra-prima ímpar - tem um dos roteiros mais inventivos da história do cinema. O filme tem como pano de fundo o assassinato de um samurai e o suposto estupro de sua jovem esposa, num bosque isolado, por um bandido chamado Tajomaru. Na pele de Tajomaru está o fantástico ator Toshiro Mifune em uma atuação esquizofrênica e demente. Num portal em ruínas quando ocorre uma forte tempestade, a história do assassinato e do estupro é narrada por um lenhador (Takashi Shimura) para um plebeu (Kichijiro Ueda) e para um sacerdote em crise de fé (Mineru Chiaki). É assaz notável como Kurosawa entrelaçou o interrogatório dos envolvidos no crime, onde nem as vozes dos interrogadores são escutadas e nem seus rostos são vistos (o papel dos interrogadores fica a cargo dos espectadores), de tal maneira que as várias versões do crime são contadas pelo bandido, pela esposa e pelo lenhador que testemunhou os acontecimentos escondido no bosque. A alternância dos pontos de vista - baseada em flashbacks e flashbacks dentro de flashbacks - é engenhosamente elaborada: do portal Rashomon para o interrogatório, e do interrogatório para a cena do crime. Cada personagem narra uma história contraditória, que entra em conflito com a dos demais personagens; até um médium empossado com o espírito do samurai assassinado se faz presente no interrogatório para narrar sua versão do crime. Em última instância, para Kurosawa importa esculpir um estudo dilacerante sobre o ser humano, compondo assim um painel preciso sobre os valores humanos em cheque diante de tanta barbárie. Convém destacar a trilha sonora de Fumio Hayasaka (majoritariamente pautada em tambores) e a fotografia de Kazuo Miyagawa com uma câmera bastante fluída, que ressalta a beleza do bosque ante os raios solares penetrantes. O roteiro magistral de "Rashomon" é baseado, em parte, nos contos de Ryunosuke Akutagawa. Vale também salientar que o longa-metragem japonês ganhou merecidamente o Oscar de melhor filme estrangeiro de 1950 e o diretor nipônico recebeu, nesse mesmo ano, o Leão de Ouro do Festival de Veneza.
Video

terça-feira, maio 13

segunda-feira, maio 12

A garrafa

Meu coração foi engarrafado, socado dentro de um vidro de cerveja. Meu coração virou conteúdo de um continente sujo e alcoolizado. Preso pelo recipiente, meu coração dá tímidas batidas pedindo indulto, meu coração dá tímidos gritos pedindo socorro, meu coração dá tímidas lágrimas prendendo o choro. Minha garrafa de cerveja preta não agradou.

Meu coração foi adormentado em meio ao resto preto da garrafa, mas depois ele acordará e se conformará. E meu coração virou drink!

quinta-feira, maio 8

Patricia Careta


Ela não bebe
não fuma 
não cheira
mas é cheio de graça
quando pinta na praça
como um estrela  de outra galáxia

Fiz essa versos  pra impressioná-la e tentar deixar la em casa já que era de outro bairro e tirar um sorriso do seu  rosto que descreveria meigo, legal e cor de jambo maduro. Patricia como me foi apresentada por sua amiga que parecia um Hipopótamo de óculos de grau. Nunca vi aquela mina fazendo um flash back na minha memória sequelada apesar de ela ter me visto na praça onde estávamos em outros dias. Eu tinha acabado de chegar de um pedágio pelas ruas do bairro de um lance para arrecadar fundos para compra de um equipamento de som e ainda tava no pique da alegria. E Patricia sua amiga ia descer para um sarau de poesia em outra praça. Convidei elas pra fumar um beck com meus amigos, mas ela disse que não fumava e dai fiz os versos na hora. Sua amiga disse que fumava e Patricia disse que nos acompanhava até o terraço da fumaça: um espaço onde a galera se reúne para confraternizar uma diamba, na praça mesmo, só que em cima de um auditório com uma vista panorâmica da praça. Vamos eu, ela, sua amiga, mais Dio e Ratinho que bolou o beck e tava do lado dela um tempão.

Eu e Dio tentávamos colar uma melodia nos versos como um samba com back vocal e tudo, ela ria e disse que esqueceríamos aquilo no outro dia. Enquanto isso o beck ia na paulista, pois era miado, um salve apenas.

E nesse tempo sacava ela melhor. Usava um vestido florido com uma pegada alternativa e brinco de artesanato, puxei assunto. Perguntei de que Bairro vinha. Bequimão, respondeu . E percebi o olhar que Rato atirou em mim. Acho que não tava gostando muito daquilo, ou melhor, acho que ele tava afim dela. Putz... não ia forçar nada. O Rato era hardcore podia muito bem acabar com minha vida... hehehehe e tb era meu amigo. Então deixei pra lá e tentei me concentrar nos versos e no samba junto com Dio.

Ela não bebe
não fuma 
não cheira
mas é cheio de graça
quando pinta na praça
como um estrela  de outra galaxia

quarta-feira, maio 7

Pequena Receita contra o Embrutecimento

Cufuné muito cafuné
Cante enquanto vai ao mercadinho
banhe de chuva
chore
ande de bike no fim da tarde
pegue um onibus vazio e sente perto da janela
feche os olhos e lembre de coisas boas
visite amigos e abraçe um inimigo desprevenido
troca ideia com um velho bêbado na praça
lave as louças
ouça o silêncio

terça-feira, maio 6

"Angústia" (Arthur Rimbaud)

Será possível que Ela me faça perdoar as ambições continuamente esmagadas, – que um final feliz compense os anos de indigência, – que um dia de sucesso adormeça sobre o vexame de nossa fatal incompetência.
(Ó aplausos! diamante! – Amor! força! – maiores do que glórias e alegrias! – de qualquer jeito, por toda a parte, – demônio, deus – Juventude deste ser; eu!)
Que os acidentes de feitiços científicos e os movimentos de fraternidade social sejam queridos como a restituição progressiva da sinceridade primeira?...
Mas a Vampira que nos faz gentis nos manda divertir com o que ela deixa, ou então que fiquemos mais malandros.
Rolar até ferir, pelo ar e mar exaustos; até os suplícios, pelo silêncio do ar e das águas mortais; até as torturas que riem, em seu silêncio atrozmente encrespado.

* este poema está em Illuminations (painted plates), com tradução de Rodrigo Garcia Lopes e Maurício Arruda Mendonça.