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quarta-feira, junho 8

Mas o Mr.Donegan tinha swing

Por Eduardo Monteiro

John Lennon sempre é citado como um dos caras que mais influenciaram músicos ao longo das décadas; suas idéias, sua personalidade e suas loucuras serviram de inspiração para gente como Bono Vox e até mesmo Pe Lanza. Mas, quem influenciou o Lennon? Além de Little Richard e Chuck Berry, poderíamos citar o nome nem tão conhecido de Lonnie Donegan. Isso mesmo! Mr. Donegan foi considerado por muitos o primeiro astro pop britânico, sendo também conhecido como “Rei do Skiffle”. Já sobre o Skiffle acho melhor deixar que tirem suas próprias conclusões do que tentar explicar. Só posso dizer que nós brasileiros, ritmistas de nascença, só podemos reconhecer que o cara tinha swing.

Vejam Lonnie Donegan em seu song My Old Man’s a Dustman:


domingo, junho 5

Canastra

Por Eduardo Monteiro

Lembro que logo que ouvi o Canastra só pensei em uma palavra: “familiar, é um som muito familiar. Já ouvimos algo parecido em algum que não lembramos... mas. calma não falo de plágio, isso sim seria injusto. O Canastra é uma banda que consegue tocar jazz, surf music, e ritmos latinos com uma pegada bem brasileira. Destaque para “Chega de Falsas Promessas”, “Chevette Vermelho” e “Dois Dedos de Conhaque”. Plagiando a crítica poderia dizer que é “música antiga com uma pegada nova”, mas quem sou eu pra plagiar a crítica?

quinta-feira, junho 2

Pra quem gosta de vampiros

Por Eduardo Monteiro*

Quatro caras de Nova York tocando músicas que misturam Bach, Afro Pop e mil outras  coisas...  ah, e o mais importante, fazendo um trabalho divertido e de qualidade. Acho que assim já é possível apresentar os caras. Calma lá, apresentar? Claro que não, o Vampire Weekend já não é novidade há algum tempo. A banda começou em 2006 e teve seu primeiro disco lançado em 2008, o qual rapidamente se tornou um sucesso. Não era para menos, nesses tempos de bandas sérias, cantando músicas sérias sobre dor de cotovelo, nada melhor do que o Vampire Weekend (que também canta sobre dor de cotovelo, é claro, porque ninguém é de ferro).
Encerrando por aqui com “a-punk”, um clipe simples e divertido para alegrar qualquer hora do dia:


* Filho caçula, formado em letras, baixista de coração, interessado em música em geral, professor.  www.myspace.com/pedrapolida

domingo, maio 29

James Jamerson

Por Eduardo Monteiro

Eu, meu baixo, um método de contrabaixo aberto e as faixas no computador. Exercícios legais, alguns bem difíceis... lá pelo exercício setenta e dois os sinos tocam, ou melhor, ouço uma linha do James Jamerson. Os leitores baixistas devem conhecê-lo, mas, para quem nunca ouviu falar, posso apresentá-lo utilizando a primeira coisa que me vem à cabeça quando ouço seu nome: “My Girl” do Temptations. Essa faixa, que já foi cantada no chuveiro, dançada na sala e balbuciada em diversas outras situações, foi e ainda é um grande hit, um clássico, parte desse sucesso pode ser atribuída a essa linha envolvente criada pelo grande James, que também tocou com nomes como Steve Wonder, Marvin Gaye e Jackson Five, deixando a sua marca em canções que não nos saem da cabeça.

Deixo-os, não com o clipe da música, mas com um dos milhões de admiradores do James tocando “My Girl” (ah, é claro que você lembra do filme “Meu primeiro amor”, pois é):