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quarta-feira, agosto 27

DISCRETO OLHAR



Por Michael Delacroix

Se ao meu lado
                         Sexo e sons
Um bater de coxas na contraluz e esse ardor nos meus sentidos
Pra que teu partir
    Permita-me mais emoções
Deixa que meus olhos
                                         Em tuas curvas
                              Tomem tantos rumos
E se decerto meu barco
                                      Em teu porto não atracares
Devolverei assim
                                      Um suspiro de outrora
Que será de lábios e luas
E um mero apelo sempre haverá
                  De garotos que em esquinas que se prezem

Uivam por prazer.

quarta-feira, outubro 9

Medusa



Por Michael Delacroix

Quantos anjos terão que me transformar?
Quantas asas terão que quebrar?
Quantos sois, quantas luas?
E somente assim deixar que caísse sobre mim
                                          Todo o rútilo pó das tuas quimeras
Se das tuas entranhas
Não me cabe tão pouco veneno
Teus mistérios desvendar trocando passos no escuro
Pois são juvenis meus anseios perante teu andar de labaredas que viram serpentes

Como é sutil existir para si
E como é complexo esse mergulho rumo aos teus infernos
Antevejo corvos, sobrevoo túmulos e dos teus lábios,
                                                                            Pingando estão tão profanos desejos
Como continuar?
Se te como de olhos fechados e abertos ao teu bel-prazer
O que resta a mim criança insolente nessa estrada da perdição?
Tens pernas e anéis
Tens indignos pensamentos bailando por detrás do teu olhar
É somente a noite que parece revelar

                                                      Essa parca imagem que desde sempre quis encerrar. 

sexta-feira, agosto 24

Um discurso sobre putas.

Uma puta sozinha
Pode deflagrar um verão
Antes de qualquer coisa
Uma puta é uma mulher

Ou melhor, três mulheres.
Uma que sonha
Outra que chora
E por fim uma que trepa
Porque sem grana
Puta nenhuma se apetece.






quarta-feira, julho 20

Segunda Feira em Chelsea, Marillion

Paciência meu anjo enfeitado, paciência minha criança perfumada, um dia eles realmente amarão você... Fish em 1979 largava sua vida de jardineiro para entrar no Silmarillion, uma homenagem ao fascinio que os integrantes tinham pelo livro do J. R Tolkien, ó nome durou pouco tempo em 1980 após serem acionados na jústiça pela familia do escritor os integrantes reduziram o nome para Marillion somente. a critica os enquadrou como neo-progressivo, o primeiro album obteve sucesso com belas canções como Marquet Square Heroes, porém foi com Chelsea Monday que todos se renderam a genialidade de Fish como letrista, de fato sua voz lembra muito a de Peter Gabriel do Genesis, ele mesmo nunca escondeu sua admiração, a métrica das letras, a indescritível presença de palco, as fantasias usadas no show, tudo lembrava o Genesis, mas com o passar do tempo o ex-jardineiro e ator, fugia da  nobre semelhança artistica e deixava sua marca no panteão dos grandes poetas do rock, em 1988 Fish sai em carreira solo, cantando e contando aos fãs suas histórias introspectivas com verdade e poesia, assim como no inicio numa Segunda Feira em Chelsea.

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