quarta-feira, junho 27

Imperatriz do Maranhão tem Humor e Cinema – Tele - Morte – Disque para Morrer


Basta está vivo para morrer. Essa máxima não vale 1 crédito no curta Tele Morte de Roberth Nunes*. No início do vídeo uma voz rouca e macabra e várias imagens numa TV nos remete ao FIM DOS TEMPOS e logo depois o personagem Fredson aparece ( que é o próprio Roberth Nunes, ratificando que aqui no Brasil já é uma constante se fazer direção/atuação/roteiro e o diabo escambal)  surge como um dos sobreviventes discutindo via cel com uma telefonista e depois com um telefonista como se fosse pra colacar o plano infinity pré da TIM ou resolver um problema qualquer no Banco do Brasil, ele quer morrer, simples, ou “bater as botas” como o próprio Fredson diz. 

A trama se desenrola com a conversa entre Fredson e o tele atendimento e as peripécias vão se formando perante a burocracia pra se morrer. É impossivel não rir da situação do cliente com sua atuação bastante séria e irritada (que rendeu-lhe o prêmio de melhor ator categoria vídeo no 34º festival Guarnicê de Cinema) diante da dificuldade de conseguir um "plano de morte", após mais de 189 anos de vida, e várias doenças acumuladas. O tempo seria obviamente o Futuro, mas o cenário e o figurino deixa a desejar, não consegue nos deslocar em outro tempo/espaço ou para a proposta de um contexto pós-apocalíptico, é apenas uma simples casa de qualquer conjunto habitacional com vários eletrodomésticos dentro, mas o código de barras tatuado no dorso do pescoço do protagonista foi uma grande sacada para a Ficção

No fim, depois de vários minutos e maus entendidos com os telefonistas, ele consegue  uma "morte indolor" e vai a uma espécie de sotão e se enforca, mas que pena,  ainda assim não morre, mesmo  com a ausência da cabeça (um efeito especial sem lógica nenhuma).

                             


* Cineasta Independente nascido na cidade Açailandia – MA em 19 de Abril de 1983, atualmente reside na cidade de Imperatriz – MA, onde trabalha como professor de língua inglesa.

Não tenha medo do pós-apocalipse - aperte play




Um comentário:

. disse...

Não posso falar muito, pois não vi o curta, mas uma coisa afirmo, esse galera de Imperatriz sabe mexer com filmes, conheço alguns projetos muito bons. Como o documentário "Camelo", o projeto cinema no teatro, organizado pelo meu nobre amigo Renan, todas as segundas filmes no teatro municipal e debates sobre filmes que levam para uma discussão sólida. Enfim... Eles realmente trabaham essa veia de forma concreta com fundamentos e estudos, talvez a logística deve ter afetado cenários, não sei... pq como disse eu não vi o curta. Mas temos que nos atentar tb que sem verbas e olhos para certas partes da culura maranhense, não há muito o que se julgar, ou esperar....

Jorge Bastos (Escritor da coluna Fumaças no Espelho)