quinta-feira, junho 28

Calma


AGORA EU TENHO UM EMPREGO!

Charles Chaplin - No filme Tempos Modernos 



Arrumei um emprego, finalmente depois de um longo tempo pegando mosquitos no saco, consegui um emprego, a correria agora dita meu prazer e sinto o cansaço no fim do dia expulsando por definitivo a insônia que assolava as minhas noites inquietas de corpo quente, de cama quente, de cabeça quente com o que fazer na próxima manhã.

Agora eu tenho um emprego, para que minhas dívidas sejam honradas, que possa passar pela rua de peito aberto, tendo aquele prazer efêmero de pegar um ônibus lotado com uma camisa social molhada de suor rindo de um bêbado no banco de trás, fedido, falando merda olhando pras pernas de uma ninfeta.

Agora eu tenho um emprego, pra minha vizinha parar de falar da minha vida, voltando até me cumprimentar com um “bom dia”, excluindo aquele olhar de reprovação por eu estar agora bem produzido, dando aquele ar de batalha, de partir pra labuta.

quarta-feira, junho 27

Imperatriz do Maranhão tem Humor e Cinema – Tele - Morte – Disque para Morrer


Basta está vivo para morrer. Essa máxima não vale 1 crédito no curta Tele Morte de Roberth Nunes*. No início do vídeo uma voz rouca e macabra e várias imagens numa TV nos remete ao FIM DOS TEMPOS e logo depois o personagem Fredson aparece ( que é o próprio Roberth Nunes, ratificando que aqui no Brasil já é uma constante se fazer direção/atuação/roteiro e o diabo escambal)  surge como um dos sobreviventes discutindo via cel com uma telefonista e depois com um telefonista como se fosse pra colacar o plano infinity pré da TIM ou resolver um problema qualquer no Banco do Brasil, ele quer morrer, simples, ou “bater as botas” como o próprio Fredson diz. 

A trama se desenrola com a conversa entre Fredson e o tele atendimento e as peripécias vão se formando perante a burocracia pra se morrer. É impossivel não rir da situação do cliente com sua atuação bastante séria e irritada (que rendeu-lhe o prêmio de melhor ator categoria vídeo no 34º festival Guarnicê de Cinema) diante da dificuldade de conseguir um "plano de morte", após mais de 189 anos de vida, e várias doenças acumuladas. O tempo seria obviamente o Futuro, mas o cenário e o figurino deixa a desejar, não consegue nos deslocar em outro tempo/espaço ou para a proposta de um contexto pós-apocalíptico, é apenas uma simples casa de qualquer conjunto habitacional com vários eletrodomésticos dentro, mas o código de barras tatuado no dorso do pescoço do protagonista foi uma grande sacada para a Ficção. 

No fim, depois de vários minutos e maus entendidos com os telefonistas, ele consegue  uma "morte indolor" e vai a uma espécie de sotão e se enforca, mas que pena,  ainda assim não morre, mesmo  com a ausência da cabeça (um efeito especial sem lógica nenhuma).

                             


* Cineasta Independente nascido na cidade Açailandia – MA em 19 de Abril de 1983, atualmente reside na cidade de Imperatriz – MA, onde trabalha como professor de língua inglesa.

Não tenha medo do pós-apocalipse - aperte play




o quarto da mari

Não teremos o Quarto da Mari hj.

terça-feira, junho 26

Sua incelênça, Ricardo III






Rolou na praça São Pedro no Bairro da Madre Deus – São Luis- MA -BRASIL a adaptação da Tragédia Ricardo III ( que diga-se de passagem nunca li) do nobríssimo FALECIDO Shakespeare.

Fui lá ver a peça do GRUPO DE TEATRO CLOWNS DE SHAKESPEARE  do RN - BRASIL a qual a proposta é levar o inglês (que dizem inventou o homem moderno revelando suas contradiçoes) trazendo seu universo lúdico as ruas com figurino CLASSE MEDIA ALTA, ou melhor, aristocrático do reinado elisabetiano e atuações como num filme de TIM BURTON. Mostrando AINDA como é possivel ter uma EXCELENTE* trabalho de gogó quando se falta energia e se PERDE o áudio do MICROFONE e de nos lembrar que a CEMAR continua uma VILÃ do consumidor maranhense em MOMENTOS CULTS E ACULTS.

A peça faz um ANTROPOFAGIA (lembre-se daquelas aulas daquele professor perturbado sobre semana da arte moderna) com o Nordeste com CENAS com acentos cantados arrancando risos dos nativos na platéia (IDENTIFICAÇÃO?), ou melhor, sentados no concreto da escadaria e, além disso, ladies and gentlemen, referências (paródias, acho melhor) a ícones pops como FRED MERCULES e MICK JACKER mostrando como SHAKESPEARE é ATEMPORAL e devora tudo e todos ( acho que tentei ser um tanto dramático, agora).

Pra mim levar shakespeare a uma PRAÇA  já é uma REVOLUÇAO (entendam como quiser esse palavra) e rodar o chapéu com ou sem patrocínio da PETROBRAS é necessário.

E no fim entre palmas e risos e a bunda coçando ouço de uma criança do meu lado:
- O rei é MAU.
Fazer o que, né? Foi pelo poder menina que ele matou... quando você “crescer” vai entender, ou, não. 

* Nesta parte do POST tentei FAZER UM TROCADILHO FRUSTADO COM A palavra INCELÊNÇA ( As  palavras são sinônimas sendo que o TÍTULO da adaptação é o verbete que indica hierarquia SEGUIDO de um vocativo.

Rio + ou – 20



Ontem oficialmente encerrou a conferência Rio + 20 organizada pelas Nações Unidas, e como nos anos anteriores, não deu em nada, o fundo de 30 bilhões proposto pelo Brasil e China pra combater a devastação ambiental no mundo não foi posto em prática porque os países do G-7 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Inglaterra, França, Itália e Canadá) ou G-8 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Canadá e Rússia) não dispuseram em colaborar financeiramente.

E muitas outras proposta não foram firmadas pelos chefes de estado, enquanto estava acontecendo a Rio + 20, estava no México ocorrendo a conferência do G-20 (incluindo o Brasil), que são os 20 países mais ricos do mundo. Discutindo a crise econômica mundial que afeta os Estados Unidos e a União Européia. É interessante que sempre quando ocorre uma conferência que aborda os temas como o meio ambiente, fome, pobreza e desigualdades sociais, ocorre uma conferência ou fórum econômico.