domingo, outubro 28

Eleições 2012 em São Luís: análise do debate na TV Mirante.


Esse artigo era pra ter sido postado no sábado após o debate na TV Mirante, infelizmente não pode. Nós editores e contribuintes do blog tomamos um posicionamento critico em relação aos dois candidatos  porém assumidamente contra Castelo. Estávamos decididos em votar nulo, porém seria uma grande besteira, pois poderíamos ajudar a tirar um governo oligárquico da ilha e por isso decidimos votar em Edivaldo. O Castelo perdeu a eleição e esperamos que o novo governo cumpra suas promessas de mandato. 

Ontem o debate na TV Mirante foi muito diferente na difusora, pois prevaleceram os ataques um a outro e deixando as proposta em segundo plano. Mas o debate foi melhor a da difusora, pois os candidatos estavam bem mais preparados para o último debate a véspera das eleições.

E aqui faço a análise de cada um.

Edivaldo Holanda Júnior – PTC (Partido Trabalhista Cristão): ao contrário no debate na Difusora, não demonstrou nervosismo, estava muito bem preparado, deu respostas bastante seguras e fez chacota com o seu adversário quando era atacado.
E apelou durante todo o debate pra se discutir propostas para a cidade, e deu uma resposta bem mais firme a respeito do vídeo em que estava na reunião com os militares, e trouxe um documento do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) assinado por um juiz para afirmar que o dito vídeo era montado e sabotado, deixando o seu adversário em repleto silencio. E o deixou mais em silencio ainda quando acusaste em bater estudante, relembrando a greve estudantil em 1979 quando era governador.

João Castelo – PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira): agiu como em outros debates e no horário eleitoral politico no rádio e tv, atacar sistematicamente o adversário em todas as formas possíveis e impossíveis.
E a novidade é que o candidato apelou ao extremo, numa forma desesperadora, acusou um dos seus apoiadores Flávio Dino de comunista e ateu, só faltou chamá-lo de comedor de criancinhas.

Quando se achava que não havia mais como apelar, deu a ultima cartada, acusou o adversário em acabar com os festejos populares como o carnaval e São João, no fato de ser evangélico, esquecendo que o seu vice Neto Evangelista é evangélico.
Mediante a essas circunstancias que ocorreram no debate, o Edivaldo Holanda Júnior saiu vencedor sobre o seu adversário João Castelo.

Só resta aguardar o resultado nas eleições de domingo para ver se realmente sai vencedor.

sábado, outubro 27

Péssimo dia para os Super Heróis



Quem  está enjoado de ver os Super Heróis em ótimas Performances vai gostar dessa animação feita por Junaid Chundrigar e Davor Bujakovic onde vemos os super heróis metendo-se em gafes, piadas e muita zoação. O seriado é chamado de Bad Days.

Homem - Aranha

Quarteto Fantástico
Lanterna Verde
Os Vingadores

Magdalene and The Rock and Roll Explosion




Mas calma, calma ai Bahia terra do Axé Music, de Caetano e Gil, Novos Baianos. Sim é verdade se convencionou a pensar assim, culpa da TV despejando na galera coisas que não fazem tão bem aos ouvidos mais refinados, mas vamos esclarecer um pouco as coisas, a Bahia não produz só esses citados acima, não podemos esquecer que de lá veio Camisa de Vênus nos anos 80, Pitty nos 2000 e claro o pai de todos eles o maior artista desse país, Raul Seixas. Bem depois de explicado o tremendo engano, vamos ao que interessa. Magdalene and The Rock and Roll Explosion é uma banda de rock genuinamente Bahiana, ou melhor, Soteropolitana, que lançou recentemente o seu primeiro álbum de mesmo nome. A banda tem uma formação de quatro músicos sendo que os vocais fica a cargo da morena Magdalene. Senhores imaginemos o seguinte, se existisse um dia uma (Universidade Mundial do Rock na Roll), onde entre seus diversos cursos existisse um chamado (o bom e velho rock and roll). Pois bem sem dúvidas os integrantes do MTRE estariam entre seus formandos, essa turma na adolescência devia dormir e acordar com os clássicos álbuns do Black Sabbath debaixo dos braços, e logo depois no inicio da fase adulta devem ter chorado com a apresentação do Queens of The Stone Age no Rock in Rio de 2001.

O MTRE é sem sombras de dúvidas atualmente umas das melhores coisas que aconteceram no cenário rock desse país, as músicas são cantadas em inglês e interpretadas por Magdalene com a propriedade de uma diva de uns trinta anos de carreira. Com uma sonoridade absurdamente crua, o álbum tem um produtor, mas em minha singela opinião pouca coisa foi mudada daquilo que eles tinham na cabeça para um primeiro álbum. O que se ouve ali é Stone Rocker, mas com pitadas de algo novo que de repente eles estejam sendo os primeiros a fazer, chamo a atenção para a terceira faixa chamada Evil Eyes, com riffs sabbathianos e vocais ala Janis Joplin a música lembra muito aquele momento que precede o orgasmo, depois do solo de guitarra entra um sax mostrando toda coragem e propriedade típico de grandes bandas de rock. O álbum está disponibilizado no site da banda para download. E como diz um velho bordão, o que que a bahiana tem? Na Bahia tem Magdalene and The Rock and Roll Explosion com uma bahiana candidata a grande diva do rock nacional.

sexta-feira, outubro 26

Eleições 2012 em São Luís: análise do debate na TV Difusora (PIPOCA E REFRIGERANTE)






O debate de ontem foi um circo montado para o público/telespectador/eleitor rirem bastante com direito a muita pipoca e refrigerante.

Ainda mais com o formato do debate, numa mesa em que os candidatos ficaram cara a cara, olho a olho e testa a testa, com o mediador para ministrar as discussões. E as propostas que os candidatos deveriam apresentar ficaram no 2° plano.

E aqui irei fazer a analise dos dois candidatos ao pleito.

Edivaldo Holanda Júnior – PTC (Partido Trabalhista Cristão): aparentemente nervoso do debate, devido ao fato de ser candidato pela 1° vez ao cargo e por estar num debate por qual não é habituado, até aí natural ao marinheiro de primeira viagem. Mas se saiu bem nos ataques e ironias do seu adversário. Mas pecou por não ter dado uma resposta convincente e segura na reunião que participou com os militares, apesar de afirmar que esteve presente, e poderia ressaltar a importância dos militares afirmando que não houve crime deles por darem o apoio a sua candidatura.

João Castelo – PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira): experiente em debates agiu da forma como esperavam os telespectadores, atacar sistematicamente o adversário, explorar o máximo o suposto vídeo que estava o candidato no intuito de associá-lo a um crime por suposta formação de milícia.

Na tentativa de comover o telespectador, apelou por estar sendo discriminado por adversário no fato de usar um aparelho no ouvido, acusando-o de agir com preconceito ao falar que não está “ouvindo direito”.

No mais, o debate foi de baixíssimo nível, foi bom pra rir bastante regado a muita cerveja, churrasco, pipoca e refrigerante. Só não foi melhor porque logo assim que acabou o debate, houve o apagão em toda a região nordeste e uma parte da região norte do Brasil, deixando todo mundo às escuras, a ponto de se pensar que foi sabotagem e que é a milícia espalhando terror na cidade (rs).

E o debate hoje na Mirante será determinante para decidir os rumos das eleições nesse domingo, e quem errar menos, pode-se consagrar o vencedor.


quarta-feira, outubro 24

Coronéis: Eu Quero, Eu Posso e Eu Mando.


     Subordinados: sim senhor, sim senhor, sim senhor...
Coronéis: mandam porque tem poder.
Subordinados: obedecem porque tem medo.

Nessa reta final de campanha da Eleição pra prefeito de São Luís para o próximo quadriênio (2013-2016), ganhou um clima de terror e pânico na cidade por conta da divulgação de um vídeo em que os policiais militares e bombeiros estavam numa reunião em apoio ao candidato a prefeito (não vamos citar o nome porque é conhecimento de todos e esse artigo não se trata dos candidatos ao pleito).

E a repercussão foi imediata, espalhando a ideia de uma suposta formação de milícia em favor do candidato que estava presente na reunião, voltando aos tempos do coronelismo e da ditadura militar em plena democracia e o estado democrático de direito.  O vídeo pode ser real e não uma montagem, mas com certeza foi uma sabotagem para prejudicar não só o candidato, mas também os policiais e bombeiros que estavam presentes na reunião.

E que resultou na prisão de alguns, entre eles o Cabo Campos que foi candidato a vice na chapa da Deputada Estadual Eliziane Gama, uma total afronta ao regime democrático em que supostamente vivemos.  Até quando teremos a Polícia Militar a serviço da repressão e da Ordem? Historicamente a PM sempre esteve a serviço da elite politica e das classes dominante.

O Maranhão que há séculos é governado por grupos politico-oligárquico, a polícia sempre foi usada para os interesses desses grupos, infelizmente em pleno regime democrático, as instituições militares como a polícia e bombeiros não tiveram mudanças significativas pra se adequar ao novo regime vigente, as concepções e práticas são análogas no período da ditadura militar e ao modelo oligárquico no estado. Não é a toa que os militares não podem fazer greves, criar sindicatos e nem participar de atividades politicas, em que a ordem, hierarquia e disciplina são regras cumprida a risca.

A prisão das principais lideranças que estavam na reunião em apoio ao candidato a prefeito e que foi filmada de forma bem tendenciosa, foi à resposta dada pelo governo do estado numa forma de vingar-se dos mesmos. Mas porque essa vingança?

Esses líderes que estavam na reunião em apoio ao candidato, são os mesmos que comandaram a histórica greve da Policia Militar, Corpo de Bombeiros e Policia Civil, em que passaram mais de uma semana ocupando as dependências da Assembleia Legislativa do Maranhão, dando um basta as humilhações imposta por seus superiores dentro dos quarteis e do próprio governo do estado.

A Sereia da Fonte das Pedras.



Possidônio era um mendigo que perambulava pelas ruas adjacentes ao mercado central, era tolerado por alguns e repelido por muitos dos feirantes que trabalhavam por ali.

O motivo era quase sempre seu estado alcóolico e sua bebedeira constante, que dava à sua carcaça magra e suja, ares ainda mais medonho e repulsivo.  Mas Possidônio não ligava, pra ele não importava o que eles pensavam dele, já havia de certa forma, acostumado com a repulsa de todos e isso não o incomodava mais.

Ninguém sabia de onde ele veio, o que fizera antes na vida e o que o levara para as ruas. Ele, da sua parte, também nunca contara sua história pra ninguém, talvez por fazer questão de não querer saciar a curiosidade alheia. Sua vida resumia-se a perambular pelo mercado central e esmolar pelas adjacências, todo dinheiro arrecadado era convertido em cachaça, comia das sobras da feira e da caridade alheia, quando lhe davam.  Mas também era prestativo, alegre e se não fosse à embriaguez constante, seria até melhor tratado pelos feirantes.

Certo dia Sr. Tobias dono de uma venda no mercado ficou meio atarefado porque o rapaz que trabalhava com ele faltou, já estava de tardezinha e quase todos os feirantes já haviam fechado suas bancas, mas Sr. Tobias sozinho penava pra da conta de tudo.  Foi então que apareceu Possidônio e logo se ofereceu pra ajudar o velho feirante na sua exaustiva tarefa de fechar o seu comércio. Ele agradeceu e aceitou a ajuda do mendigo, depois de terem fechado toda a loja, em sinal de agradecimento, Sr. Tobias pegou uma garrafa de ‘tiquira’ estendeu em direção a Possidônio.  -“Toma, como gratificação por ter me ajudado com a loja”.

Possidônio agradeceu, pegou a garrafa com os olhos brilhando, destampou, deu uma golada e soltou no ar num assovio, franzindo a cara. - “Eita que essa é da boa! obrigado seu Tobias, essa é de qualidade!”. E saiu pelas ruas desertas do mercado central, com a garrafa de tiquira debaixo do braço, vez por outra tirando a tampa e toando um gole.

A noite já ia alta, e agora, sozinho sentado em um canteiro no final da Av. Magalhães de Almeida, Possidônio estava embriagado, na garrafa ainda resistiam uns dois dedos do líquido arroxeado exalando seu cheiro característico. O frio incomoda, Possidônio que levanta e sai a passos trôpegos, cambaleando com a garrafa debaixo do braço em busca de um abrigo para aquela noite gelada. Atravessa a avenida e segue rumo ao mercado, senta na calçada, mas ao se dar conta que ela também está fria, levanta-se, olha ao redor e em meio às imagens distorcidas, embaçadas e giratórias, consegue divisar um possível abrigo para aquela noite.