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sábado, outubro 27

Magdalene and The Rock and Roll Explosion




Mas calma, calma ai Bahia terra do Axé Music, de Caetano e Gil, Novos Baianos. Sim é verdade se convencionou a pensar assim, culpa da TV despejando na galera coisas que não fazem tão bem aos ouvidos mais refinados, mas vamos esclarecer um pouco as coisas, a Bahia não produz só esses citados acima, não podemos esquecer que de lá veio Camisa de Vênus nos anos 80, Pitty nos 2000 e claro o pai de todos eles o maior artista desse país, Raul Seixas. Bem depois de explicado o tremendo engano, vamos ao que interessa. Magdalene and The Rock and Roll Explosion é uma banda de rock genuinamente Bahiana, ou melhor, Soteropolitana, que lançou recentemente o seu primeiro álbum de mesmo nome. A banda tem uma formação de quatro músicos sendo que os vocais fica a cargo da morena Magdalene. Senhores imaginemos o seguinte, se existisse um dia uma (Universidade Mundial do Rock na Roll), onde entre seus diversos cursos existisse um chamado (o bom e velho rock and roll). Pois bem sem dúvidas os integrantes do MTRE estariam entre seus formandos, essa turma na adolescência devia dormir e acordar com os clássicos álbuns do Black Sabbath debaixo dos braços, e logo depois no inicio da fase adulta devem ter chorado com a apresentação do Queens of The Stone Age no Rock in Rio de 2001.

O MTRE é sem sombras de dúvidas atualmente umas das melhores coisas que aconteceram no cenário rock desse país, as músicas são cantadas em inglês e interpretadas por Magdalene com a propriedade de uma diva de uns trinta anos de carreira. Com uma sonoridade absurdamente crua, o álbum tem um produtor, mas em minha singela opinião pouca coisa foi mudada daquilo que eles tinham na cabeça para um primeiro álbum. O que se ouve ali é Stone Rocker, mas com pitadas de algo novo que de repente eles estejam sendo os primeiros a fazer, chamo a atenção para a terceira faixa chamada Evil Eyes, com riffs sabbathianos e vocais ala Janis Joplin a música lembra muito aquele momento que precede o orgasmo, depois do solo de guitarra entra um sax mostrando toda coragem e propriedade típico de grandes bandas de rock. O álbum está disponibilizado no site da banda para download. E como diz um velho bordão, o que que a bahiana tem? Na Bahia tem Magdalene and The Rock and Roll Explosion com uma bahiana candidata a grande diva do rock nacional.

sábado, julho 7

Camus fundiu a Cuca de Zeca e Zeca Fundiu minha Cuca

O título não é só parafraseando Caetano quando defendeu Gil naquele Festival da RECORD (não lembro o ano ao certo, mas era ano de chumbo) em que foram desclassificados pelo júri "simpático, mas incompetente" e caetano canta “...é proibido/probir...” sobre vaias do público e solta seu rugido sobre a juventude.


O Zeca em varias entrevistas suas li ele citando Camus. Diz que leu O Estrangeiro com 14 anos e parece que ficou meio pirado da cabeça por dias e talvez até hoje. Eu com 14 anos não li Camus, mas escutei Zeca, o Zeca Baleiro, pois andava com balas ( doces e não de chumbo) no bolso e acabou pegando esse apelido e adotando como nome artistico. ( Na revista UMDEGRAU lançada aqui na ilha com uma única publicação, a qual foi um dos editores usava somente o nome Zeca – Data de 1989 e imagino que andava já com as balas no bolso - não só de doces e tb de outras besteiras )


Após um mudança de Bairro me cerrei dentro de um quarto na nova casa nova e em solidão me caiu nas mãos o album Por onde andará Steven Fry? E de cara me identifiquei e fiquei lá escutando todas as faixas daquele álbum e principalmente duas faixas: Bandeira e Scap. Dali em diante larguei de escutar metalica, the cure, smashing pumpkins, sepultura, e tudo que foi me jogado pela MTV e de um célebre programa de uma rádio daqui chamada TIME ROCK. Zeca havia fundido minha cuca, já era outra coisa, fazia todo sentido, era o que eu queria.

Um dia ainda tomo satisfações com Zeca que descobri outro dia que a irmã do meu avô foi casado com uma das irmãs de seu pai. Minha familia parte de mãe é toda de Arari e a Familia de Zeca tb – só que eles são provenientes da Síria – Carcomânos como diziam ou árabes e a minha sei que vieram de Anajatuba e de lá num sei mais...portugueses da silva provavelmente.

Entonce... Vou deixar o clipe da Música Bandeira e o poema Belo Belo do Manuel Bandeira.

Belo Belo
Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero.

Tenho o fogo de constelações extintas há milênios.
E o risco brevíssimo - que foi? passou - de tantas estrelas cadentes.

A aurora apaga-se,
E eu guardo as mais puras lágrimas da aurora.

O dia vem, e dia adentro
Continuo a possuir o segredo grande da noite.

Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero.

Não quero o êxtase nem os tormentos.
Não quero o que a terra só dá com trabalho.

As dádivas dos anjos são inaproveitáveis:
Os anjos não compreendem os homens.

Não quero amar,
Não quero ser amado.
Não quero combater,
Não quero ser soldado.
......


sábado, maio 26

O samba cool de Adriana Calcanhotto

                                                                        Divulgação - Site Adriana Calcanhotto

Aquela vontade insistente de sair pra sambar, cometer um desatino e experimentar um amor de carnaval é narrado pelas letras e pelo violão de Adriana Calcanhotto no disco O Micróbio do Samba (2011). Bichinho danado, cheio de ritmo, que incentiva os sentidos para cantar o mesmo tema de sempre: o amor e suas desventuras brejeiras. O micróbio multiplicou-se rápido e, antes mesmo de ser lançado, já era motivo de comentários, expectativas e boas críticas dos ouvidos mais atentos espalhados nas redes sociais.