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quinta-feira, setembro 12

Devotos de Riba - Entrevista com o vocalista Alex Soares.

Devotos de Riba fazendo um Som no Odeon

Quem é a Devotos de Riba e como a banda se formou?
Em 2000, depois de 12 anos afastado da ilha, voltei de Recife com umas letras e uns riffs de guitarra. Já tinha umas coisas na minha cabeça, como estéticas, texturas e, uma premissa principal, tocar músicas fáceis para todo mundo se divertir. Mas eu sozinho, não me bastava. Foi aí que comecei a procurar  parcerias. Tarefa árdua. Esse lance de parceria requer sintonia entre os integrantes. Depois de anos procurando e sem obter resultados, acabei desistindo. Então, reencontrei um amigo que estava morando em Belém e, assim, surgiram os primeiros sons da Devotos de Riba. Na época tocávamos com uma bateria eletrônica, depois convidamos alguns bateras, até chegar o Marcelo, que entendeu a proposta e deu uma harmonização de bateria mais orgânica. Na guitarra e vocal, eu, Alex Soares. No baixo e vocal, Dárcio Souto. Na bateria, Marcelo Lennon. Hoje, é assim que a banda toca.

O quê significa o nome da banda?
É uma brincadeira com as coisas de São Luís. Essa terra é marcada por crenças e poder. São devotos de todos os santos, entre eles São José de Ribamar e de outro José de Ribamar (risos). Isso é a cara de São Luís.

Quais as influências musicais da banda?
As influências da banda vêm desde os rocks clássicos (Led, Black Sabatth, Deep Purple, The Who, Doors) e de outros mais modernos (Black Keys, Queens Of The Stone Age, MGMT), além de uns brasileiros como Raimundo Soldado, Roberto Carlos, Ronnie Von, Demétrius, Júpiter Maçã e Odair José. Outras influências vieram do reggae, do jazz e de qualquer coisa que seja legal, ou não.

Vocês já têm algum material gravado?
Estamos nos preparando para gravar nosso primeiro EP. Acredito que em outubro ou novembro deve estar pronto. Aguardem.

Gostaria de agradecer pela entrevista e o espaço é de vocês.
Obrigado pelo canal de comunicação e viva o rock alternativo! São Luís precisa de muitas bandas autorais, então, você que toca alguma coisa, saia da garagem e vem pra rua.

Dá um play nessa Música ( Barbie) 


domingo, dezembro 23

Tammys e o Fim do Mundo


Por Izabel Cannuto do Domicilio Literário




Numa sexta-feira quente do dia 21 de Dezembro - que aliás, foi o Fim do Mundo e meu aniversário - aconteceu na Tabacaria e Cafeteria Lebara, o show Tammys e o Fim do Mundo, com músicas selecionadas e algumas de sua autoria para passar o tão esperado e épico fim do nosso amado planeta.

Foi um repertorio rico, que fez o pessoal cantar junto. Entre The Cure, The Smiths, Raul Seixas, Mumford & Sons, The Beatles, Leonard Cohen, Babyshambles e Vanguart. Posso dizer - na minha mais humilde experiência - que o Tammys é um compositor e cantor em potencial. A sua voz arrastada e um jeito pouco tímido e sincero, o moço me fez ficar radiante ao ouvir The Smiths - Please, Please, Please, Don't Let Me Get What I Want de um jeito só seu e que me fez ficar arrepiada ao ouvir uma de suas composições que ele ousou - e ousou bem - ao cantar. A produção ficou por conta do Ponto-Continuando, que é uma galera muito boa por sinal. Durante o show, rolou duas homenagens, uma para Kiki, namorada do Tammys, com uma canção sua - calma meninas, não se desesperem - e para mim, com uma canção de uma das minhas bandas favoritas, Mumford & Sons. Por fim, teve Fernando Atallaia com suas letras leves e gostosas de se ouvir e ao final de tudo, demos um show particular, cantando Chico, Maria Bethânia e até Paulinho Paixão - cantor brega, do Maranhão - e que até a dona do Lebara entrou junto e cantou com a gente.

Tammys é um artista que vale a pena ouvir.



Todos os vídeos do show estão aqui no canal do . continuando.

quarta-feira, junho 6

Hand Grave


Certa vez, li algum texto que descrevia a volta de um rockstar de sua tumba, e após o mesmo dá uma rápida olhada em sua volta preferiu mesmo voltar à mesma, pois o mundo para ele estava uma droga. Fazendo uma breve análise sobre este fragmento de texto poderíamos tirar algumas conclusões/comparações que às vezes fazemos, como: Será que o rock de hoje em dia não é mais tão bom como antigamente? Ou será, que as bandas de hoje não fazem mais músicas com paixão, mas apenas para ganhar dinheiro? Ou ainda, será que não é nada disso, e sim que apenas o mundo mudou e simultaneamente o rock mudou junto?

domingo, fevereiro 26

10 melhores para um sábado à noite.

Atendendo solicitação de Diego Pires, mentor intelectual deste blog, venho aqui apresentar as dez melhores músicas no meu entender para uma noite de sábado. Link para download das faixas abaixo da foto, boa audição. lembrando que novas seleções temáticas virão em seguida.



1. Believe (Cher)
2. Ai se eu te pego (Michel Telô)
3. Strange Love (Depeche Mode)
4. If you (Magic Box)
5. Fora da Lei (Ed Mota)
6. Give it 2 to me (Madonna)
7. Surrender (Lasgo)
8. Come on let`s go (Los lobos)
9. Lady (Mojo)
10. Think (Information Society).



segunda-feira, janeiro 23

Isaac Neto – Um lírico em tempos trágicos.


Um jovem poeta e um violão com canções de amor e luz na companhia da doce flauta transversal de Miryan Caron nos deixa no mínimo reflexivo e nos faz resgatar coisas boas nesses tempos de egoísmo, brutalidade e tantas coisas ingratas. Outro dia ouvi o álbum “Prazer”. Com faixas dedicadas a paixão e suas batidas de mexer os corações mais insensíveis e fazer sorrir. Lembro da canção “Estrada”. E quem não pode mais andar a pé? Então flutuar e lembrar-se de uma calça jeans azul e correr atrás de quem desejamos. Pode crer. É bom amar, beijar e sentado namorar. Simples e afetuoso. Dormir e olhar pra traz e saber que viveu coisas boas. Seja num abismo de segredos e desejos e esquecer as mágoas.
Salve! Salve! Poeta.
Vou deixá-los o clipe de sua canção “Quase” em parceria com a suave e apaixonante voz de Dicy Rocha.

não ajuste o áudio - sem som no início do clipe

Ouça suas canções no site: http://www.isaacneto.com/