Já faz algum tempo que
ando percebendo a dança, não somente como uma simples forma de organizar
movimentos com o intuito de acompanhar peças e ritmos musicais. A meu ver a
dança possui também um papel de linguagem artística, existe uma comunicação
saindo de um corpo em movimento, com intenções de certa forma parecidas e objetivos inerentes as demais linguagens artísticas, como a poesia, o teatro e
própria música em si. O vídeo que coloquei abaixo vem confirmar e exemplificar
todas as palavras ditas aqui, os irmãos franceses conhecidos no mundo da
(Street Dance) ou (dança de rua) como os gêmeos Les Twins. São a maior prova dessa linguagem, sensação em todos os principais
concursos de (Street Dance) do mundo inteiro. Pouquíssimas vezes vi a
sincronia, a inovação e a força serem usados com tanta criatividade. Essa é a
palavra chave talvez para definir a dança dos gêmeos, no vídeo abaixo você verá
passes de dança que somente eles fazem na atualidade, ou podemos dizer que
nunca ninguém imaginou fazer. A cantora americana Beyoncê ficou tão impressionada que os convidou para fazer parte
do seu grupo de dançarinos e coreógrafos.
quinta-feira, janeiro 24
segunda-feira, janeiro 21
Um poema de amor
Antes do
poema de amor queria falar umas coisas que to aqui pensando em te dizer e fiz um esboço na minha
cabeça quando fui comprar o tempero seco e o alface americano na feira aqui
próxima pro almoço de hoje. É que eu ando tão ocupado e um tanto desorientado.
Ainda preciso lavar as panelas, pratos, gafos, copos de ex-potes de extratos de
tomates e tudo mais sobre a pia úmida cizenta com marcas amareladas de
ferrugem. Também botar água na privada porque ta quebrada a porra da descarga.
Em falar em quebrado. Machuquei o pé naquela pelada de ontem. To botando gelo
(mas acho melhor ir bater um Raio-X). E preciso terminar aqueles relatórios do
meu trampo. Eu sei que não é fixo. Mas da pra pagar a net e a prestação do
notebook e aumentar um pouco minha autoestima e comprar cigarros e um livro
legal e te convidar pra sair. Que tal? Eu sei que está rolando uma guerra no
Oriente. O índice de alcoolismo aumentou e os acidentes de transito por aqui e
os ônibus estão cada vez mais lotados. (não ando assistindo tanto telejornais,
mas eu sei). Você sabe que falo sozinho. Talvez precise de um terapeuta. Ando
abusando dos tranquilizantes e analgésicos e tenho uns parafusos soltos.
Esquecer o suicídio e me achar na vida (o que seja lá isso). Bem, mas voltando
pro poema de amor. Eu vou te dizer. Tenha certeza. É que to cansado e meio
entorpecido pelo tranqüilizante e o analgésico que acabei de achar em cima da
geladeira e enfiei goela abaixo com um copo d água do filtro de barro ao lado
da pia que acabei de passar um pano pra tirar o molhado. Vou colocar mais umas
flores cheirosas que me lembra aquelas asas de um quadro do Picasso de um
garoto fumando ópio. Como é o nome do quadro mesmo? Esquece. Vou
tirar os espinhos - posso botar um rosa e um amarelo e aquela transa na
pracinha? Você pode achar uma grande besteira. E uma palavra em desuso. Talvez
ósculo rimando como com meus óculos. Pois uma vez eu te beijei sem tirar meus
óculos e bati no seus óculos e rimos pra caramba. Daí falava sobre esse riso, os seus dentes curtos
meio amarelados de tanto beber vinho tinto seco (que sei que é de todo sua
origem estrangeira) e outras coisas que dizem que são bonitas e que confortam a
alma e preenche um pouco o vazio que a gente tem sem nosso deus, pais e
abraços. Mas to ficando com muito sono e me dispersando. Peraí! Os versos são o
seguinte. Não vai ter nada de que falei dagora.
...
- Você gostou? Amanhã você vai
acordar cedo. Eu sei. Me beija e me dá a mão.
As últimas horas de Janis Joplin
No último sábado dia
19 de Janeiro, Janis Joplin completaria
se estivesse viva setenta anos de idade. Janis Joplin nasceu numa cidade de
classe média do Texas (E.U.A). Desde cedo percebeu-se sua diferença em relação as
demais garotas, principalmente no colegial, foi logo após uma crise de “acne” que Janis Joplin adquiriu uma
postura arredia e de certa forma ríspida com todos a sua volta, segundo amigos
mais próximos essa era a sua arma contra as pessoas que a taxavam de louca e
revoltada. O sucesso veio com a apresentação dela e de sua banda no festival de Monterrey em 1967. De um
dia pra noite ela virou a musa do rock sessentista, até o momento ninguém havia
visto uma moça branca cantando o mais puro e verdadeiro blues com pitadas de
rock ‘n’ rool. Desde muito cedo Janis passava horas infindas ouvindo Billie Holliday e Bessie Smith suas maiores influências, mas ela trazia para o palco
dos festivais de rock algo mais, nas apresentações desnudava sua alma
interpretando sucessos como “Summertime”
e “Mercedes
Bens”.
Certa vez respondeu a
um jornalista dizendo que quando subia no palco de um show esperava sair dali
com a sensação de ter transado com todas as pessoas da plateia. Janis Joplin
não escondia a ninguém sua bissexualidade, depois de quebrar a cara com alguns
namorados, em janeiro de 1970, ela estava de banda nova e tinha parado de usar
drogas pesadas havia seis meses, com o novo namorado, fazia
planos de dar um tempo na música para casar e ter filhos. Porém numa recaída acabou
com uma que poderia ser a maior carreira feminina na música de todos os tempos.
Após voltar da gravações em um estúdio da Califórnia para o novo álbum “Pearl” Janis Joplin morre de overdose
por conta de uma pesada dose de heroína em seu quarto de hotel. O documentário
exibido abaixo foi narrado pela fã brasileira a cantora (Pitty) no video ela narra o que seria as últimas horas da maior voz
feminina do rock de todos os tempos Janis
Joplin.
domingo, janeiro 20
Escrever
a madrugada se fez solitária. os
pensamentos que há dias têm girado feito sirenes estonteantes dentro de mim
acalmaram-se. um funk de 1982 toca suave no rádio. As janelas — estão fechadas.
a madrugada se fez solitária. posso
despir-me de ideologias — não há ninguém vigiando: posso deixar de escrever
sobre a falta ou o excesso de alegria, posso não me preocupar em ser o herói ou
o anti herói, qualquer outra coisa que agrade qualquer um.
o cão que ladra… sento-me na cama e
olho fixamente para lugar nenhum. estou com a mesma sensação de quando cruzava
por baixo das luzes dos postes em uma cidade longe de casa, em uma rua deserta
qualquer. o cão silencia. passo a mão vagarosamente pela barba — e me lembro
que já deveria tê-la feito há dois dias — é a insônia. por que eu estava
chorando no chuveiro? caralho, será que tô enlouquecendo? ando agindo
estranhamente, de modo insano, como quem está para partir. e quem disse que não
estou? afinal, quem não está? oh, isso me atormenta. escrevo contra mim — não
gosto de poetas: são uns filhos da puta egocêntricos. veja bem, todos os que
conheço que se dizem poetas estão reunidos agora em algum grupo, se encontram
apenas com outros poetas e então postam no facebook suas poesias, depois —
céus! essa é a pior parte — eles ficam elogiando uns aos outros.
não. se precisar disso pra ser lido,
então não quero ser. deixe-me aqui, no meu quarto, escrevendo raramente. em
madrugadas vazias de calor humano. deixe-me escrever sobre a saudade de um
abraço, de um olhar de admiração — colocarei a culpa de tudo no sono.
bem, se é a tristeza de um verão
chuvoso que insiste em tomar conta da minha alma agora, o que posso fazer? ao
menos não estou mais em uma ruazinha deserta longe de casa e — há uma cama
desta vez, e o que me resta é deitar-me sobre ela. tristeza? acredito que não
seja a palavra certa, mas acontece que estou desacostumado com essa
tranquilidade toda, a paz que se deita nua sobre minha cabeça e beija o céu dos
meus sonhos — quem disse que isso é bom? mas eu me acostumo, ah sim…
sábado, janeiro 19
Cidade dos Anjos - Trilha Sonora
Cidade
dos Anjos é um remake de um filme do diretor alemão Win Wenders. O original data do ano de 1987
enquanto o remake foi às telas em 1998, com Meg Ryan e Nicolas Cage
como protagonistas, a estória se desenrola em cima da paixão de um anjo (Nicolas
Cage) que havia recebido ordens celestes para cuidar da cidade de Los Angeles, por uma jovem médica Meg
Ryan. Com um final arrebatador e inusitado, a trilha sonora serve como mote
para diversas cenas românticas. Contendo artistas do quilate de Peter Gabriel, Alanis Morissete, Jimi Hendrix e também de uma banda de
Pop/Rock Americana pouco conhecida à época, chamada Goo Goo Dolls. A canção “Iris”
talvez a mais próxima do enredo do filme fez com que eles alcançassem
reconhecimento mundial.
sexta-feira, janeiro 18
Veneno da Água Parada
Entrevista cedida por Reuben Da Cunha Rocha - integrante da Revista Pitomba - por via e-mail pra Diego Pires
DÚVIDA: A maioria dos
integrantes da Revista Pitomba reside fora do Maranhão, ou são
poetas/escritores mortos (sem menosprezar seus legados). Queria saber
mesmo, acho muito importante pra quem ler a revista. Qual é a proposta ou
as propostas?
Primeiro, vamos rever a contagem dos corpos: a revista é feita por três maranhenses, dois deles vivem em São Luís. Os colaboradores, como os editores, estão todos vivos. A não ser por alguns estrangeiros: mas esses foram traduzidos pelos vivos. De resto, tem gente de Alagoas, Ceará, Piauí, Bahia, Pará, Paraíba, Pernambuco, São Paulo, e até do Maranhão. Pessoalmente, gosto de definir a Pitomba! como uma revista de poesia, artes gráficas e sacanagem. Publicamos textos, histórias em quadrinhos, fotonovelas, fotografias e qualquer coisa que se consiga imprimir. Mas o critério dificilmente seria geográfico: não trabalhamos no IBGE, nem estamos no business do folclore. Gostamos de gente instigada de qualquer lugar.
DETALHE: Por que a Revista
não tem $preço impresso?
Não
sei. Mas o custo, garanto, está todo lá.
TROCADILHO: Pitomba é fruta
do inicio das chuvas no Maranhão e em tempo de seca pretendem continuar as
publicações? (A revista não é mensal, semanal é aleatório o tempo - sazonal).
Periodicidade é um tipo de compromisso que não temos dinheiro, tempo ou nervos para assumir. Nem consigo me lembrar em que data as edições saíram. Tentamos levar a revista ao ritmo da nossa paciência, acho. Além do mais, não esqueça de que o tempo, como explica o samba, é um pássaro de natureza vaga.
EU: Por que Narrativa
Pessoal não é pretexto?
"Narrativa pessoal não é pretexto. Contexto não é desculpa" está na contracapa da última edição. Quando escrevi esse texto, pensava em meia dúzia de sentidos -- e pensei em outros agora a pouco, quando li tua primeira pergunta. Mas não posso nem quero monopolizar a leitura do que escrevo. Prefiro que um eventual leitor (bem-vindo e livre) leia sozinho e faça o que quiser com isso.
EXTRAS
Google Adsense rima com poema?
Não
sei o que é "google adsense", e nem tenho certeza de saber o que é um
poema.
E por fim como é de praxe
nas entrevistas por aqui pode dizer QUALQUER COISA p/ os leitores do Ponto.
Gozem enquanto há tempo. Acompanhem os lançamentos da Pitomba Livros e Discos. E como diz o preto velho: esperem veneno da água parada.
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