Me masturbo,
às vezes, ejaculo no chão do corredor de pisos retangulares do setor de
emergência. É fecundo. Fetos crescem e caminham e são esmagados por pés de
psiquiatras, terapeutas ocupacionais e enfermeiros e pacientes em crise, mas o
ruim é que sempre me amarram na cama e injetam um coquetel de Diazepan com Haldol e fico impregnado durante dias como um Zumbi e meus punhos
ficam arranhados. Louco, não? – Falei isso dagora pra meu irmão. Estávamos sentados
na arquibancada da quadra de esportes. Vocês tinham que ver a cara dele de nojo.
Era dia de visitas e ele já queria ir embora. Eu disse: - Espera mais um pouco
pra conhecer a Zica, a minha namorada. Ela chegou meio dopada e super calada e
sentou ao meu lado, devia estar naqueles dias no submundo dos pensamentos e tão
fedorenta quanto eu. A Zica teve três tentativas de suicídio e quando vê cacos
de vidros quer engoli-los e tenho que persuadi-la a viver mais um pouco. Também
não quero ver seu esôfago degolado e ela cuspindo sangue até a morte. Seria
terrível ver meu amor morrer assim na minha frente. Eu lhe dou esperança. Falo que a gente ainda
pode transar ainda que escondido dos enfermeiros e guardas de plantão, dançar
nosso ritmo, fazer artesanato & pintar na sessão de terapia e fumar muitos cigarros.
Ninguém lá liga pra essas coisas inofensivas, estamos dentro do jogo deles. E,
além disso, estamos protegidos por paredes e drogas pesadas. – Falei essas
coisa dela e sua cara tava tapada pela mão. Mudei de assunto e perguntei se ele
trouxe a carteira de cigarros que pedi. Tava cansadão de fumar US. Me passou um
pacote de Free. Abri. Tirei uma carteira e 2 cigarros. Dei um pra Zica. Acendi
o meu e o dela. Ofereci pra meu irmão. Ele aceitou. Tirei mais 1 da carteira.
Acendi e lhe dei. Queria me dividir em dois e o outro ficar no centro da quadra
de esportes pra vê aqueles três sentadinhos no quarto degrau fumando um do lado
do outro e a fumaça se espalhando por ser mais leve que o ar em busca do céu. O
segurança apareceu e fez sinal que a visita estava encerrada. Ele me deu um
abraço meia boca. Mandou eu rezar, tomar um banho e outras coisas que esqueci.
Ele mal se despediu da Zica. A Zica com certeza ia falar que ele não gostou
dela.
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quarta-feira, fevereiro 13
segunda-feira, outubro 15
Tempos Modernos.
Hoje em dia, com o avanço da tecnologia, a necessidade de informação
rápida e a banalização do desrespeito ao espaço pessoal alheio, acabam criando
algumas situações que há bem pouco tempo não eram comuns no nosso dia a
dia. O celular, por exemplo. Antigamente as pessoas só eram encontradas no
trabalho ou em casa, através dos quase hoje extintos telefones fixos. Se havia
alguma emergência, não tinha jeito,
tinha que esperar a pessoa estar em algum lugar com telefone pra poder ligar
para ela e tratar do assunto.
Mas
com o advento da telefonia móvel, a pessoa pode facilmente ser contatada em
qualquer lugar e de lá mesmo resolver os tais problemas urgentes ou somente
bater papo.
mas aí é que está o problema, é que quando se diz 'qualquer lugar' quer dizer 'qualquer lugar mesmo'. Na rua, restaurante, escola, mercado, ônibus e até no banheiro. Digo isso porque certa vez eu estava no banheiro aqui da empresa e notei que de dentro de um dos boxes, alguém (entre alguns gemidos forçados e espremidos e outro) travava uma discussão acalorada com outra pessoa do outro lado da linha... Será que os assuntos de hoje em dia não podem nem esperar a pessoa terminar de cag... bom, de ter seu momento consigo mesmo em paz?
mas aí é que está o problema, é que quando se diz 'qualquer lugar' quer dizer 'qualquer lugar mesmo'. Na rua, restaurante, escola, mercado, ônibus e até no banheiro. Digo isso porque certa vez eu estava no banheiro aqui da empresa e notei que de dentro de um dos boxes, alguém (entre alguns gemidos forçados e espremidos e outro) travava uma discussão acalorada com outra pessoa do outro lado da linha... Será que os assuntos de hoje em dia não podem nem esperar a pessoa terminar de cag... bom, de ter seu momento consigo mesmo em paz?
No
ônibus então, é outro desastre. Sem contar aqueles ‘sem-noção’, metidos a Dj's
de gosto musical pra lá de duvidoso que colocam seus celulares “xing-ling's” no
mais alto volume, nos impondo a escutar a contra gosto os tais
"tchê-tchêrêrê-tchê-tchês" a viagem inteira. ainda tem aqueles que
atendem o telefone e conversam como se estivesse sentados na sala da casa
deles. falando alto, expondo intimidades que não competem aos outros
passageiros do coletivo participarem... outro dia levei um susto quando uma
mulher, creio que irritada por a outra pessoa na linha não entender o que ela
dizia, gritou "- OS OVOS, FULANA, ..ATÉ OS OVOS!!" várias cabeças
viraram em direção à mulher ao telefone, muitas dessas imaginado nos ovos de
quem, que ela estava falando. Sei lá! Prefiro pensar (apesar de não ter ouvido
o contexto do assunto) que ela estaria falando que tudo hoje em dia estava
caro.. "Até os ovos"....
Por
essas e por outras é que não atendo telefone no ônibus. Prefiro enviar
mensagens de texto, e ficar rindo sozinho ao ler as respostas dos meus papos
virtuais e silenciosos, enquanto tento disfarçadamente esconder o visor das
vistas do passageiro ao lado que de pescoço e olhos compridos, tenta ver o que
tanto leio e escrevo no meu celular.
terça-feira, agosto 28
MULHERES EM PERÍODO FÉRTIL X SÊMEN MASCULINO.
“Mulher é bicho estranho todo mês sangra... Um sexto sentido
maior que a razão..”
Rita Lee em sua infinita sabedoria cantou os versos acima em
uma de suas músicas. Seria uma forma de limpeza, algo a mais que uma depuração
orgânica, seria coisas do espirito? Da alma feminina? Em meio a tanta
complexidade, lá por detrás do espelho, estamos nós os homens, meros enfeites
desse espetáculo diário delas. Sexo frágil já se foi com certeza há priscas
eras, em meio a todo esse aparato moderno, as barreiras ultrapassadas por elas
são enormes e magistrais, é público e notório que não existe mais obstáculos
nenhum para uma mulher do ocidente. Estudar, trabalhar, cuidar do marido, dos
filhos, da depilação, academia, dirigir o carro, retocar a maquiagem, economia doméstica.
Ufa coisa demais, e agora nós os homens, o que será de nós? Na minha humilde
opinião só nos resta aguardar e tentar decifrar os códigos. Algo que me instiga
é que de repente esse turbilhão de coisas está adormecido há séculos. Certas coisas
são de praxe, é indispensável hoje que todo homem atento precise saber sobre as
mulheres, o fato que elas sempre e a todo custo esperam ser adivinhadas, deve
haver uma antecipação, não cabe mais hoje nos dias atuais somente abrir a porta
do carro, puxar a cadeira do restaurante, jamais esquecer a data de inicio do
namoro, hoje em dia, segure-se quem puder elas querem mais, muito mais e estão
ai e não sentem menor pudor de dizer que querem de uma vez por todas.
Recentemente duas pesquisas realizadas sobre o universo
feminino me chamaram a atenção, uma delas fala de como as mulheres ficam mais
atraentes no período fértil. A pesquisa foi feita com um número considerável de
participantes homens, foi colocado aos mesmos fotos de mulheres em período fértil
e fora do período fértil. Segundo a pesquisa os participantes escolheram em uma
porcentagem considerável as mulheres como sendo atraentes aquelas em período fértil.
Isso me levou a uma certa confusão, pois todas as vezes que por ai acho uma
mulher atraente vem logo na memória a pesquisa e a dúvida se de repente ela
está em período fértil, havia uma informação passada essa constatada por mim
mesmo e alguns amigos que as mulheres próximas da menstruação possuem o apetite
sexual mais acentuado. Outra pesquisa saída recentemente realizada pela New
York State University diz que o contato das mulheres com o sêmen masculino as
deixa mais felizes e calmas, chegando a ajudar no combate a doenças como a
depressão. Os pesquisadores compararam a saúde mental e atividade sexual de 293
mulheres. Segundo a pesquisa o sêmen possui o cortisol responsável por aumentar
a afeição, outras substâncias encontradas são responsáveis pela elevação do
humor feminino. Bom em tempos de decifração do novo genoma feminino essa última
serve como alento para nós vitimas dessa emancipação.
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