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quinta-feira, novembro 22

Saudações a Jennifer White



Querida, boa noite.

Perdoe-me. Nada além de um copo vazio/um prato cheio por hoje.
Sei que não basta.
Mas aos corpos deixados em casa, deixemo-nos ai.
Não me arrasto até seu peito?
Este é o leito, onde majestosa sua pele
Sim, sua alva pele brilha até no Fim.
Apalpando minha consciência você segue andando nas curvas da invenção
E eis cai uma ideia vemos outra insinuação.  
Um blues à meia luz
Um groove à meia sorte
Querida, boa noite.

Devo mesmo sair sem norte
Ou ainda posso dormir nas janelas até as seis?
Sim, quem sabe eu possa ficar no sempre de sua imaginação.
Você ainda precisa pisar em mim
Você ainda precisa sentir que pode usar um cara como eu para chegar até lá

Jennifer, sua voz é mesmo incrível.
Fez de um homem grande um tolo fácil em suas mãos
Fez de um menino um grande homem a seu dispor

Sim, você me chama para tocar um jazz e não espera amanhecer.
A noite é sua, mas eu ainda sei de algo que você não viu.
Eu ainda sei como libertar os seus fantasmas
E dá próxima vez não será tão fácil assim
Acredite.

terça-feira, junho 12

Lembranças de um clone


Fomos feitos em formas sujas                                               
Untadas com sangue contaminado
Fomos feitos em camas de mentiras
Somos frutos do pecado
Somos a cópia quase perfeita de monstros sem respeito pela vida
Não nos deram sequer um coração de pedra
Colocaram chips em nossas cabeças
Não temos álbum de família
Não sei o que é sentir amor
Só sinto dor e não posso chorar
Eu não tenho lágrimas

Fomos programados para sermos magros crapulosos
Que sonham com virgens impossíveis
E se inclinam mudos e impassíveis ao mundo
Somos escravos imundos
Somos pastores sem igreja
Somos servos desalmados
Somos soldados
E estamos feridos e desarmados

Não tivemos o direito de nascer de parto
Fomos feitos em formas sujas
Untadas com sangue contaminado
Nosso presente está no futuro
Do passado sem progresso
Gostaria de ter tido infância
Ter um pai que me ensinasse o que era certo
Mas meu futuro é incerto
É o fim cada vez mais perto


quarta-feira, abril 25

Ousadia Mental.


Ah se eu pudesse
Ah se eu fosse
Seria anti-hiprocrisia

Destruiria as barreiras
Do preconceito
E construiria fortalezas
Do respeito mútuo

Te respeitam?
Agrada sua cor?
Valorizam seu cabelo?
E sua opção sexual...

Se pudesse
Se pudéssemos
Limpar nossas mentes
Dos preconceitos arraigados
E dos valores ultrapassados

Se fosse Deus
Se tivesse poder
Se pudesse...

Ousaria
Abriria mentes
Tornava-as abertas
Límpidas
Inteligíveis

Abertas sim!
Que sonho
Que idéia
Mas por que não sonhar?