Magali Vaz é uma brasileira que
afirma ser a alma gêmea do vocalista da banda Pop (A-HA). Segunda ela quando era criança começou a sonhar com um
garoto, com o passar dos anos foi crescendo e o garoto também. No ano de 1989
ganhou um disco da banda (A-HA), e ao ver a capa se deparou com esse garoto que
agora era um homem, no caso o vocalista da banda Morten Harket. Na passagem
do cantor pelo Brasil em 1995 ela chegou a conhecê-lo pessoalmente e
conversaram. Magali Vaz conta que a ligação entre os dois é bastante forte ao
ponto de se acontecer dele ficar doente ela também sente os mesmos sintomas. A brasileira
escreveu um livro para falar do caso chamado Eu e Minha Alma Gêmea onde
conta com riqueza de detalhes seu caso. Recentemente o nome de Magali Vaz veio à
tona novamente na grande mídia pelo motivo de ela dar declarações que irá
processar a autora da saga Crepúsculo, que segundo ela estaria
plagiando seu livro em algumas passagens. Um desses plágio seria a semelhança
do ator Robert Pattinson com a sua
suposta alma gêmea o cantor Morten Harket.
quinta-feira, março 14
quarta-feira, março 13
Livre Como Um Pirata - Cap. 7
Lembranças contigo eu tenho de sobra, e desde
já peço perdão por estar te matando antecipadamente. Lembro de quando você
ainda era um bebê e engatinhava pela casa da vovó, e eu estava no meu quarto
fazendo algum trabalho até que eu te ouvi gritar e chorar e saí correndo em
desespero para ver o que havia te acontecido. Você tinha machucado o dedo
mindinho na cadeira de balanço, e eu fiquei muito puto com a minha tia por que
eu disse para ela tomar conta de ti. Teu dedinho sangrava e a unha tinha caído.
Só me lembro de te pegar nos braços e te fazer um curativo. Então eu te levei
pro meu quarto pra cuidar de você enquanto ficava fazendo alguma coisa no
computador e, não sei por que, botei pra tocar umas baladinhas de rock’n’roll e
você adormeceu como um bebê que era. A unha nunca mais cresceu, mas você também
nunca se importou com isso.
Outra vez, você mais crescido, lembro que em
São Luís já não chovia há séculos e o calor tava de matar. Já era madrugada e
eu não conseguia dormir, então, de repente, começou a chover e nos levantamos
meio que por instinto e fomos sentar no quintal. O Negão ficava com aquelas
brincadeiras chatas de ficar esfregando o nariz na gente e você ficava só do
meu lado, olhando a chuva como quem acabara de presenciar um fenômeno sobrenatural.
Às vezes esses momentos se repetiam, quando o sono me faltava. Eu tentava
enganar vocês dois, caminhando na ponta dos pés, mas nunca consegui passar
despercebido. O que vocês não têm de juízo, compensam na audição. É tocar os
pés no chão para atiçar a maldita curiosidade da dupla.
Também lembro de uma vez que você foi brigar
com o Negão e tentou pronunciar algumas palavras. A reclamação me soou como uma
piada. Eu ri tanto e tive a infeliz ideia de ficar te imitando até que você me
lançou aquele olhar desapontado fazendo brotar um sentimento de culpa terrível
no meu peito. Então te pedi perdão e você me perdoou.
Um tersol no olho esquerdo
Não me reconheço mais. E
não adianta me olhar no espelho durante uma hora seguida ou perguntar pra
alguém quem eu sou. Rio sozinho. Tenho vontade de empinar pipas e bater uma
bola. Ser o prefeito da cidade. Assaltar
bancos com amigos. Matar Sarney a queima
roupa e ser manchete nacional com muito orgulho. Ontem pisei num caco de vidro
e vi o sangue escorrendo e nem parecia que era meu. Nem dor tive. Foi estranho
assim como meus sonhos ultimamente. Tantas pessoas que nem conheço estão neles.
Coisas malucas. Vi um homem em ritmo frenético transando com uma mulher e
depois o esperma branco e aquoso saindo pelo nariz e pela boca como se a mulher
acabasse de ser retirada de um afogamento.
Não vejo o futuro de forma clara e nem dou palpites. O passado tento
relembrar nas fotos em cima da estante na sala e nem quero saber de livros de
História. O presente é esmagador assim como o calor da ilha e os pensamentos.
Bebo água como se tivesse caminhando por um deserto sem cor numa eterna
diáspora. Dá pavor pensar em faltar grana pra comprar água e eu morrer desidratado.
Antes sentia dó pelo mendigo da esquina da minha casa. Agora não tenho mesmo tempo
pra isso ou talvez seja eu o próprio o mendigo e outros é que me vêem com dó. O
cabelo cresceu, as unhas, o desvio na coluna, a paranoia. Tenho um canal pra
fazer no segundo molar inferior direito.
O mundo ta cada vez mais sem pé nem cabeça ou sou eu ou os dois. Não
codifico os signos. Medo de parar num hospício como um personagem que criei.
Sou um pouco dele. E isso aqui não é um conto, um poema, um desabafo, um vômito
a la Caio Fernando Abreu ou uma espécie de diário. É uma necessidade como
cagar, mijar, comer, fuder. Não há começo, meio, onde, quando, estilo, final
de efeito, muito menos dor ou prazer, mas vai ter um título como quase
tudo. É isso e pronto. Faz parte. Não
tem onde chegar essas palavras. Sei que tou com um tersol no olho esquerdo e
ele furou e isso significa que está próximo de ficar bom.
terça-feira, março 12
segunda-feira, março 11
domingo, março 10
UTI
Me sacode
Me esmurra
Enfia o dedo no meu olho
Sacaneia da minha cara
Descola uma coisa boa pra mim
Pareço num coma sem aparelhos
Estirado na cama de um quarto alheio
Sem romantismo nenhum, um dois, três, quatro
Canta uma música.
Assinar:
Postagens (Atom)



