segunda-feira, julho 23

Cabeça pra cima



Hoje eu acordei antes das 8:00 hrs
E não tomei o café preto de costume
E por isso não traguei o caipora depois

Saí na porta,
E fui pro meio da rua




apesar de alguém vindo  no fim --------------------------------------------- da rua


O céu azul
E fiquei lá olhando 


o céu azul

sexta-feira, julho 20

Seja como os cavalos...


Depois de caminhar por dias e noites sem parar, sem dar sinal de cansaço, o camelo subitamente se ajoelha e morre. E deixa o viajante desavisado também morrer no deserto. Caminhar lento, orgulhoso e suicida.
 “Camelo de tróia”, que carrega o mal dentro de suas concorvas, e faz do oásis prometido o seu al’manak. Como uma amante insatisfeita que finge ter prazer faz da cama um altar de sacrifício. Os gemidos “ensaiados” limitam as descobertas. O silêncio estraga as relações.
Sempre que cansado, o cavalo se acoa, relincha e dá coice. Carrega em uma cela leve o seu altivo cavaleiro, mas na sua garupa, se for uma princesa. Caminhar ágil, de cavalo refeito, só carrega o peso que pode confortavelmente suportar. Vai para onde guia o cavaleiro, mas no seu tempo e na sua marcha natural. Cavalo obediente, mas nem por isso submisso. Sobreviveu ao deserto, e levou seu general pra casa.
Existem pessoas que se comportam com os camelos, e pessoas que são cavalos. As “pessoas camelos” encerram tudo em segredo. Não falam de seus problemas com ninguém, mesmo tendo toda liberdade e acolhimento. São orgulhosas demais, vivem a ilusão de serem auto-suficientes. Nunca aliviam o peso. Carregam uma mochila de culpa, por que o orgulho não as deixam pedir perdão. Guardam mágoa e rancor, e “envenenam suas almas, esperando que os outros morram”. Escondem no porão da consciência suas aflições. Ruminam pensamentos absurdos, mas não regurgitam, pra não perder a elegância.
Camelos que choram pra dentro, entranhas que gritam de dor. Mas por fora existe um sorriso amarelo que tenta convencer de sua força, um sorriso leporino. E assim vão caminhando rumo a um deserto sem fim, para lugar nenhum. Não pedem abrigo, quando a tempestade chega se perdem no caminho. E quando toda a gordura foi queimada, se ajoelham e morrem no deserto, não alcançam o oásis. Al’manak no jardim. O amor morreu na cama!
As pessoas do tipo cavalo galopeiam livres, na sua marcha. Carregam apenas o que suportam. Falam o que pensam, não encenam. Entendem que se abrir e pedir ajuda não é sinal de fraqueza, é uma forma de recompor a força. O orgulho não é um cabresto que amarra, nem a rédea que determina pra sempre o rumo dos seus passos. Não fazem chantagem emocional, mas também não tem vergonha de deixar as lágrimas rolar. Não negam suas fraquezas, assumem e trabalham para serem fortes.
Seja um cavalo quando estiver atravessando sues desertos, e continue marchando como um cavalo sempre. Certamente chegará ao manancial, de “água pura e fresca”. Talvez o seu cavalo encilhado só passe uma vez!



quarta-feira, julho 18

BLOQUEIROS DE PLANTÃO E DE FÉRIAS!


Forte candidato a substituir o Mano Meneses



Terminada a Copa do Brasil em que a Sociedade Esportiva Palmeiras – SP sagrou-se campeão da competição, esse mérito deve-se não apenas aos jogadores, mas também ao treinador que passou muito tempo sem ganhar títulos, há dois anos no comando do clube (isso é raro) e vinha sendo alvo de piadas, chacotas e descrédito por parte da torcida e da imprensa, a ponto de ser chamado pelos críticos esportivos de ultrapassado e que deveria se aposentar, o Luiz Felipe Scolari.

Ele conseguiu levar ao Palmeiras a quebra de jejum por títulos nacionais, com o time limitado e com poucos craques de fato, e não mudou o seu estilo de jogo-tático, por todos os clubes que ele passou, teve o mesmo método de treinar e comandar.
Foi assim no Grêmio – RS, com o futebol bravo, guerreiro e valente, o estilo dele, e na seleção brasileira em que foi campeão do mundo na Copa de 2002 na Coréia – Japão, foi do mesmo modo, totalmente desacreditado com alguns jogadores que vinham de lesão como o Ronaldo “Fenômeno”, por exemplo, e com alguns jogadores que vinham sendo alvo de críticas por parte da imprensa, e odiado por não ter convocado o Romário que teve o forte clamor popular e até do Presidente da República, o Fernando Henrique Cardoso, que o queriam na seleção.

terça-feira, julho 17

Documentário - Quadrinhos Produzidos no MA


E depois do post breve sobre Joacy Jamys recebi do Natan Castro um documentário sobre quadrinhos produzidos no MA que se inicia nos anos 80 com o depoimento de vários desenhistas maranhenses falando sobre seus personagens, processos de criação, a  SINGULAR-PLURAL, FÚRIA, FUSÃO, O FATO RHQ, O NOVO SISTEMA, etc etc. Vale muito à pena conferir.