segunda-feira, julho 30

Vida nova e feliz


Desde que eu inicie a minha nova vida: a de professor e caixeiro viajante.

Estou tendo a oportunidade de melhor conhecer o nosso Maranhão, pra constatar o quanto é rico e lindo o nosso estado, mas com fortes contrastes sociais.
O costume de todos os domingos sair da rodoviária as 19h30min pela empresa Transbrasiliana rumo ao sul do Maranhão, principalmente nos municípios de Balsas, Barra do Corda, Grajaú e Loreto em que eu trabalho, me fez sentir um sujeito sem identidade e sem residência fixa.

Fazendo eu me sentir um interiorano, me adaptando a vida nessas cidades e hostilizar a cidade grande, principalmente quando chego a São Luís e imaginar que eu devo enfrentar o trânsito caótico e pegar um ônibus extremamente lotado até chegar na minha casa, ao pensar nisso, a minha vontade é que logo chegue o domingo no mesmo horário de sempre com a mesma empresa na rodoviária pra ir ao interior.


Eu dizia aos meus amigos e aos ventos até bem pouco tempo atrás que não me via numa sala de aula como professor, e posso dizer que é muito, mas muito mesmo gratificante estar numa sala de aula, lecionando, ministrando e orientando os alunos. Sem contar que você ganha o respeito de todos, desde o limpador, faxineiro, outros professores, diretores, coordenadores, alunos e pessoas comuns.

Até bem pouco tempo atrás eu dizia que não trocava a minha vida na cidade grande pelo interior, e hoje vejo totalmente o contrário, se um dia me mudar pra morar no interior eu moraria, e não iria sentir muita falta da cidade grande.

Porque nos interiores em que trabalho como professor, eu não preciso pegar ônibus lotado e muito menos enfrento o trânsito caótico, vou a pé para UEMA lecionar e orientar os meus alunos.

Não sinto falta de pegar ônibus e muito menos sinto a necessidade de ter um carro para o deslocamento, os preços na corrida de um táxi e/ou moto taxi não são tão caros para os locais mais distantes, eu não sinto o estresse de quem vive numa grande cidade, e digo que a minha qualidade de vida até melhorou em razão disso.

As pessoas do interior são bem mais humoradas e de certa forma solidários e humanos em relação aos que vivem nas cidades grandes, onde predomina a violência, o estresse diário por causa do trânsito caótico e transporte público precário.

Em virtude disto, eu me sinto um “turista” em São Luís, cidade pelo qual eu moro e vivo.



Um comentário:

. disse...

Por quê Caixeiro Viajante Nobre Willian?

diego