quinta-feira, novembro 28

Raul Seixas, Filosofia, Politicas e Lutas - Parte 02




Raul Seixas morava próximo ao consulado dos E.U.A em Salvador na Bahia, era amigo de filhos de funcionários do consulado e foi através deles que manteve contato com os discos de 75 rotações de rockabilly. Esse primeiro contato com toda cultura rocker dos primeiros anos, fizeram marcas indeléveis na formação do jovem Raul Seixas, a mesma época por influencia dessa descoberta Raul monta com Waldir Serrão outro jovem fã de Rockabilly, um fã-clube de Elvis Presley. Essa aproximação com a musica jovem americana trazida pelos amigos do consulado fez inclusive que Raul Seixas viesse a estudar o idioma americano, o qual anos depois Raul dominava fluentemente. Numa época que a Bahia vivia também o nascimento da Bossa Nova de João Gilberto e Vinicius de Moraes, dois locais de apresentação na capital bahiana nessa mesma época duelavam com propostas diferentes, eram eles o teatro Vila Velha casa dos bossanovistas e o Cinema Roma reduto dos roqueiros recém-formados na cidade liderados por Waldir Serrão e Raul Seixas.


No inicio dos anos sessenta Raul Seixas monta com alguns outros amigos a banda Raulzito e os Panteras, a banda ficou famosa em Salvador e nas cidades do interior tocando covers dos primeiros grandes artistas do rockabilly como Elvis Presley, Ed Chrocane, Jerry Lee Lewys, Gene Vincent e outros. Certa vez o cantor Jerry Adriane em turnê pela Bahia teve contato com a banda e ficou impressionado com apuro técnico dos músicos, chegando a tocar com eles em algumas apresentações por conta de problemas com a chegada da sua banda a cidade. Nessa mesma época Jerry Adriane indica o grupo a gravadora EMI-Odeon e no final de 1967 eles vão ao Rio de Janeiro gravar o primeiro álbum da banda, que é lançado no inicio de 1968. As vendas desse disco ficaram abaixo das expectativas da gravadora, obrigando o grupo a retornar a Bahia e logo depois decretando o fim precoce da banda.




quarta-feira, novembro 27

Raul Seixas, Filosofia, Politicas e Lutas - Parte 01



Por Natan Castro

A segunda guerra mundial, de alguma forma causou transformações em âmbito mundial no planeta terra, modificações essas que talvez os astrólogos e os místicos possam explicar melhor. É impressionante o que anos de medo, opressão e privação de liberdade causou nas cabeças de jovens do mundo inteiro. O que ficou bem visível após o término da segunda guerra mundial, foi toda uma liberação em geral que essa juventude se pôs a fazer logo depois, seja a galera que pegou a estrada, ou aqueles que iniciaram uma nova análise sobre os direitos sociais e por último os demais que sonharam mudar o mundo através da arte. Existia de fato uma sintonia entre esses milhares de jovens no mundo inteiro, mas é claro que a nação americana foi onde essas modificações acharam um território mais propicio para acontecer. Desta forma o Rock “n” Rool foi o meio, a linguagem dentre algumas outras, o melhor veiculo para que a mensagem se propagasse de forma mais rápida e objetiva.

Elvis Presley o primeiro messias, o precursor de uma atitude, o primeiro branco a cantar como uma voz de um negro, a adoração por parte das garotas americanas, o espelho para muitos garotos dos E.U.A que após ele, perceberam que era possível empunhar uma guitarra e cantar suas dores e seus sonhos. Do outro lado do oceano quatro rapazes de uma cidade portuária da Inglaterra formaram a primeira grande banda de rock e, por conseguinte a maior de todos os tempos e esses mesmos rapazes de certa forma levaram adiante aquilo que Elvis deu inicio, agora de uma vez por toda a invasão foi global, esse ritmo num compasso quatro por quatro com um misto de atitude e musicalidade, representava então a maior revolução depois da última grande que foi a revolução industrial. Representando os dois grandes pilares dessa nova era, Elvis Presley e os Beatles, trouxeram consigo uma leva bastante significativa de grandes artistas. O mito Bob Dylan, os geniais Jim Morrison e Janis Joplin, o mago Jimmy Hendrix só para citar alguns desses grandes artistas que foram gerados em meio a essa revolução.

Mas, as cabeças sintonizadas com essas ondas de novidades, não estavam somente nos E.U.A ou no Reino Unido. Diversos artistas não paravam de nascer em diversos lugares do planeta, até porque as rádios do mundo inteiro junto com o cinema faziam com que essas informações chegassem a toda a juventude em âmbito global. Foi nesse ambiente de profusão cultural que no Brasil, na região do Nordeste, no estado da Bahia, um garoto franzino filho de um engenheiro e de uma dona de casa, chamado Raul Santos Seixas surge como o principal integrante tupiniquim dessa onda chamada Rock “n” Rool.




quarta-feira, novembro 20

Nirvana (Unplugged) in New York - Documentário



Por Natan Castro

Somente uma banda de rock conseguiu chegar próximo dos Beatles, quando nos referimos ao impacto causado no público e na critica em escala mundial, essa banda sem dúvidas é o Nirvana de Kurt Cobain. Há dois dias uma apresentação seminal desses caras completou vinte anos, foi exatamente no dia 18 de Novembro de 1993. Nesse dia o Nirvana se apresentou em um teatro em Nova York na gravação do seu lendário show acústico para a MTV americana. A essa altura dos acontecimentos a banda já havia quebrado padrões no showbizz, quando conseguiu ser a primeira banda proveniente do cenário underground americano a fazer sucesso no mundo inteiro com o lançamento do álbum Nevermind um ano atrás. Um power trio como pouquíssimas vezes tinha se visto em cima do palco, a junção de uma atitude punk, juntamente com arranjos avassaladores e letras que diziam muito sobre a geração pós queda do muro de Berlim, eles estavam à época no centro das atenções de todo meio musical, quando aceitaram o convite para se apresentarem num formato acústico, quase impensável para quem já tinha escutado os álbuns, assistido os clips ou até mesmo visto eles ao vivo. Porém o que se viu nessa apresentação foi tão marcante que até hoje esse show em especial é tido pela maioria como o melhor acústico de uma banda de rock em todos os tempos. No documentário abaixo temos a oportunidade de saber como foram os preparativos para a apresentação, por quais motivos alguns covers ficaram no lugar de alguns sucessos no set-list, e também o momento mais especial da apresentação quando Kurt Cobain pede pra tocar Pennyoral Tea sozinho com voz e violão e deixa a plateia hipnotizada com uma das maiores interpretações solo já vistas num show de rock. 




quinta-feira, outubro 31

Caso Hugo Farias



Os últimos dias que estava ocorrendo o 7° Felis (Feira do Livro de São Luís) no bairro Praia Grande do centro histórico de São Luís, aconteceu uma cena lamentável aos olhos que estavam presente, uma agressão dos guardas municipais ao suposto hippie que estava vendendo os seus produtos de artesanatos entorno do evento que estava ocorrendo.
O pior estaria por vir, com a sensibilidade das pessoas presentes ao verem o “hippie” ser agredido de maneira covarde pelos homens da guarda municipal, entra em cena o jovem advogado que não se conteve e resolveu se manifestar contra a arbitrariedade e a detenção do “hippie”.
Está certo que alguns “hippies” incomodam muitos frequentadores do local e turistas, desde a pedir esmolas até cometer pequenos furtos, mas muitos destes são de fato moradores de rua e dependentes químicos, e isso deve ser encarado como caso social e saúde pública e não de polícia.
A reação do advogado Hugo Farias em manifestar contra a detenção do “hippie” contra os homens da guarda municipal voltou contra a si também, que os mesmos homens da guarda tratam com truculência resolveram dar voz de prisão por desacato, alguns vídeos postados nas redes sociais mostram o suposto descontrole do jovem advogado sobre os guardas.
Alguns que eu vi não consta o áudio, somente as imagens, e sem o áudio não dá pra definir de forma clara o acontecimento, uns falam que o advogado Hugo Farias humilhou os guardas ao afirmar que os seus salários não dá pra comprar a cueca que ele veste, e esse foi o motivo dos guardas darem a voz de prisão e conduzir até a delegacia da Refesa na Beira Mar.
O outro vídeo que está circulando que mostra a suposta humilhação do advogado aos guardas e o seu descontrole, é de apenas 10 segundos, muito pouco pra constatar e além do mais não mostra o Hugo Farias em discussão com os guardas, e sim ele sentado num balção da delegacia citada e falando as pessoas presentes sobre a suposta afirmação no que ele disse, a exibição do vídeo é bem curto e não dá pra constatar em nada no que disse o jovem advogado.
Não estou aqui defendendo o Hugo Farias, entretanto, não vou demonizá-lo como tem feito algumas pessoas, se ele disse ou não aos guardas que o salário que eles recebem não dá pra comprar a cueca que ele veste, não vem o caso pelo aqui neste artigo, se ele disse que provem de fato, caso ele tenha realmente afirmado, eu lamento profundamente.
A voz de prisão dada ao jovem advogado e levá-lo até a delegacia da Beira Mar, a Refesa, se deu por um único motivo, por ser negro, isso mesmo que você acabou de ler, por ser negro, não é mania de perseguição ou achar que tudo é associado ao racismo.
Isso ocorreu pelo fato dele ser negro, mas ele não é advogado William? Sim, mas não isenta devido a cor da pele, e infelizmente isso acompanhará por toda vida, eu falo isso porque sou negro e sei bem como as pessoas agem quando vê um negro numa condição social mais elevada.
Eu queria e muito que os homens da guarda municipal agissem com o advogado de pele branca, olhos azuis e cabelos loiros e/ou sendo filho de desembargador, promotor, procurador, corregedor, juiz, advogado influente ou político, principalmente este último ocupar um importante cargo do governo e ter uma forte influencia com as autoridades do poder judiciário.
Seria capaz de dar a minha cara a tapa se os homens da guarda seriam capazes de agir como agiram com o Hugo Farias, quem nunca ouviu esta frase? “Você sabe com quem está falando?” Eu mesmo sei muito bem o que isto significa e o peso que carrega esta palavra numa sociedade injusta, desigual, excludente, segregadora, machista, homofóbica e racista, e o pior, uma sociedade que persiste em manter os resquícios da escravidão que são muito presente em dias atuais.
Eu mesmo nos primeiros anos que eu trabalhei na prefeitura de São Luís, trabalhei em estacionamento na época era alugada a prefeitura que pertencia ao antigo casino maranhense, sofri muitas humilhações e desaforos de alguns donos de carros e até mesmo de alguns motoristas, e numa dessas eu sempre ouvia “Você sabe com quem está falando?”
Se supostamente o jovem advogado Hugo Farias afirmou isso aos guardas, isso é devido ao fato dele fazer um curso extremamente conservador e elitista, o direito, que apesar da existência das cotas raciais e o aumento de jovens pobres e de escolas públicas ao curso de direito na UFMA (Universidade Federal do Maranhão) e outras instituições públicas de ensino superior pelo Brasil afora, o curso mantém as tradições de pertencer a elite e com o pensamento reacionário.
É deste curso que se forma os filhos de juízes, desembargadores, políticos, advogados, procuradores, corregedores, promotores e das pessoas da alta sociedade pra se tornar futuros juízes, políticos, desembargadores, promotores e até mesmo ministro do supremo ou tribunais superiores em Brasília – DF, é deste ambiente que viveu academicamente e se formou o Hugo Farias, e nesse ambiente a famosa frase “Você sabe com quem está falando?” é regra e corriqueira ou até mesmo encarado com naturalidade nos corredores e nas salas de aula do curso de direito.
Mas eu ressalto, se o Hugo Farias afirmou ou não, isso não vem o caso deste artigo, e sim a repercussão na cidade envolvendo o jovem advogado, que reitero o ocorrido devido o fato dele ser negro. Você é contra a atitude dos guardas por terem sido ofendidos?  Não sou contra, mas eu queria ver se eles teriam coragem de fazer com outro advogado sendo este influente na sociedade ou filho de alguma autoridade.
Ele é advogado, mas infelizmente a cor da pele será o empecilho de ser visto, tratado e respeitado como ser humano, antes de saberem a sua função e condição social, ele está passível a situação vexatórias e degradantes, e sempre haverá alguém que vai querer manchar a sua imagem.
Eu falo com o conhecimento de causa, já passei por isso mesmo sendo professor (aprovado duas vezes no processo de seleção que haviam mestres e doutores concorrendo, sendo que muitos destes não foram aprovados) da UEMA (Universidade Estadual do Maranhão), muita gente duvida e questiona a minha capacidade intelectual por eu estar lecionando na instituição de ensino superior, fui vítima de abordagem policial em Loreto – MA ano passado (2012) quando estive na cidade pela 1° vez pra lecionar, mas comigo os policias apenas fizeram perguntas, quem eu era, porque eu estava na cidade, e tive que apresentar a minha carteira de identidade, mas sem armas ou cassetetes em punho e muito menos eles mandaram eu ficar de mãos pra cima, pernas abertas e encostado na parede, mas contudo, não deixou de ser o constrangimento logo de cara pra quem chega na cidade.
A nossa sociedade infelizmente ainda não está habituado a ver jovens negros, como Hugo Farias, Eu e muitos outros a estarem numa condição social mais elevada e com a função social que exige respeito, e antes de saberem quem é cada um nós, continuaremos a passar por humilhações e constrangimentos.
E cabe a nós a bater de frente contra o sistema e todo o seu preconceito e discriminação, seja contra os negros, mulheres e homossexuais, principalmente aqueles que não são satisfeitos de nos verem nos patamares elevados que pra eles deveríamos estar na senzala ou abaixo deles, como eu, por exemplo, de guardador de carros em estacionamento e office boy da prefeitura de São Luís a professor universitário da UEMA, isto é um insulto e ofensa, mas continuaremos a insultar e ofendê-los.
Eu não conheço o Hugo Farias, tenho colegas de faculdade que o conhece, e todos afirmam que ele tem uma conduta ilibada, e espero que o jovem advogado não abaixe a cabeça e encare a tudo isso que está passando, porque alguns homens da guarda municipal devem ter falado algo que o levou a revidar.

Porque apenas os negros e pobres como nós sabemos perfeitamente o que é passar por situações quem nem essa que nos coloca muita das vezes como bandido ou mau caráter perante a sociedade ou a opinião pública, especialmente aos leigos e desinformado

segunda-feira, outubro 28

Pedrinhas: O matadouro humano com a conivência do governo do Maranhão



Os últimos acontecimentos que tem tomado o noticiário em telejornais, jornais impressos, blogs e outros meios de comunicação são as recentes rebeliões ocorridas no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, resultando em mortes entre os presos de forma catastrófica nunca antes vista no nosso estado.
O Maranhão ganhou destaque internacional pela BBC News com esses acontecimentos, e para piorar ainda mais a situação, boatos correm por toda a cidade sobre arrastões e que os bandidos estão tomando a cidade, deixando a população ludovicense em estado de temor constante, a prova disso são as ruas do centro de São Luís lá pra 16 horas estavam todas desertas com o comércio fechado parecendo um final de semana ou feriado, devido a queima dos ônibus em diferentes bairros da cidade.
Cenas como a queima de ônibus até semana passada só se via na TV em cidades como o Rio de Janeiro – RJ e São Paulo – SP, e isso não foi causado por manifestantes, mas por facções criminosas que vem de dentro da cadeia, infelizmente essa facções surgiram com a influencia de facções existentes nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) respectivamente.
As facções responsáveis pelas recentes rebeliões são os PCM (Primeiro Comando do Maranhão), esta com influencia do PCC citado anteriormente, a outra é o Bonde dos 40, esta última se intitula genuinamente maranhense sem influencia do crime organizado de outros estados, com forte ligação com o ritmo musical, o funk, que tem até composições dando referencia ao grupo.
O sistema criminoso chegou no presídio maranhense, e da forma que esse grupo reagiu através das rebeliões recentemente, é muito mais organizado e mostrando realmente a que veio e dando o recado direto ao próprio governo estadual, que não vão aceitar retaliações por parte da polícia e nem das autoridades da segurança pública.
Isto é preocupante visto que a própria população ficar refém dessas organizações, São Luís em plena semana de trabalho com os comércios aberto, repartições públicas e privada, escolas e faculdades deveriam estar funcionando em tempo integral, ônibus circulando até meia noite e com os corujões após esse horário, se viu numa cara de feriado ou dia de domingo, ônibus se recolhendo as garagens lá pra 5 horas da tarde.
Isto causado por essas facções que no dia anterior causaram terror em toda a cidade com a queima dos ônibus, mas devemos culpar essas facções criminosas somente? Não! O governo do estado tem a enorme culpa por tudo isso, e quando falo do governo estadual, refiro não só o atual governo, incluo também todos os governos anteriores, incluindo o período que a oposição governou o estado nos anos do José Reinaldo Tavares e Jackson Lago.
É vergonhoso para o estado ter apenas um complexo penitenciário, no caso o Pedrinhas, numa imensão territorial maior que o estado de São Paulo e o vizinho Piauí que tem mais penitenciarias, as autoridades maranhenses sempre foram omissas a problemática.
E ainda saliento, o estado é cumplice e conivente com a situação por haver grande possibilidade do envolvimento de agentes ou autoridades do governo e do poder judiciário com essas facções criminosas, eu sempre costumo dizer aos amigos e colegas em rodas de conversas e aos meus alunos em sala de aula.

 “Não há crime organizado sem a presença do estado.”

Lembram da CPI do narcotráfico e do crime organizado que ocorreu no Maranhão em 1999? Nele estavam envolvidos e foram condenados posteriormente, deputados, delegados e empresários. Os dois primeiros representavam o estado.
Na morte do jornalista e blogueiro Décio Sá, os suspeitos são policiais, delegados, deputados, ficando ainda mais evidente o envolvimento do estado no sistema criminoso que é a pistolagem que vitimou o jornalista, isto comprova que o estado tem envolvimento direto, seja da classe politica ou de funcionários, no caso policiais, delegados e agentes.
A diferença é que antes da instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), o crime organizado do estado não afrontava o estado e nem as autoridades diretamente, os grupos agiam de forma velada e com vista grossa das próprias autoridades do estado.
E quanto as facções Bonde dos 40 e PCM, principalmente a primeira que realizou a última rebelião essa semana que deixou 9 mortos (dados oficiais do governo do estado), está afrontando diretamente o governo e a sociedade por causa das retaliações existente dentro de pedrinhas.
Sistema carcerário falido não só aqui no Maranhão e também em todo o Brasil, em que o ladrão de galinha é misturado na mesma cela junto com os estupradores, homicidas, traficantes, assassinos e outros bandidos de altíssima periculosidade, em nada ajudará ressocializar a sociedade, vai contribuir que este se torne bandido mais perigoso a ponto que se torne quase irreversível do retorno a família e a própria sociedade.
Pedrinhas se tornou um matadouro humano, se fizermos os cálculos de quantos mortos já tivemos nesta penitenciária nos últimos 5 anos, será um mortandade gigantesca sobre os olhos do governo e das autoridade que nada fizeram pra reverter.
A própria facção bonde dos 40 denuncia o governo do estado diante desta situação ao afirmar que o motivo todo desta rebelião é por causa da ida de alguns integrantes a cela que estavam integrantes da facção inimiga, no caso o PCM, se as autoridades sabem da existência destas facções porque colocam os integrantes da cela ocupada por outros integrantes rivais?
Se isto realmente ocorreu, o governo do estado é grande culpado pela rebelião e por estar promovendo a guerra entre as facções que está aterrorizando a população ludovicense que sente medo de sair casa por causa de boatos como os arrastões ocorrendo em toda a cidade.
O mais correto que deve ser feito é pegar os lideres destas facções e isolá-los, atacar o a fonte que sustenta o grupo, no caso o tráfico de drogas e de armas, mas infelizmente ao que parece isto não está sendo feito pelas autoridades, na insistência de afirmar perante a população através da imprensa que tudo está sob controle, que não verdade não está.
Pedrinhas deve ser interditado ou demolido, porque se continuar os presos ali nas condições sub-humanas, mais pessoas irão morrer, principalmente os ladrões de galinha, estes deveriam ser preservados e mantidos distante dos bandidos de alta periculosidade.
A localização do complexo a beira da BR 135 e de bairros residenciais, é o motivo a mais para ser interditado, não permitir que nenhum preso fique ali dentro, outro fator que devemos pedir mais do que nunca, é a intervenção do governo federal no sistema carcerário do estado, durante os governos José Reinaldo e Jackson Lago, a oposição liderada pelo grupo Sarney pedia intervenção federal no sistema carcerário pelos mesmos motivos.
E está mais evidente que a própria governadora deve pedir o apoio do governo federal, já que a mesma e o seu grupo não aceita a intervenção, pelo menos o apoio é necessário, porque o governo estadual está impotente diante da problemática que tem a enorme parcela de culpa.
E o mais preocupante ainda disso tudo, é a postura da governadora que nos momentos conturbados ela simplesmente desaparece, foi assim durante a greve da polícia militar em 2011, dos professores e agora das rebeliões, em vez de aparecer publicamente na tv para pronunciar diante do problema, usa os seus secretários para dar explicações que são as mesmas de sempre.
E o estarrecedor, é a declaração do secretário de estado da segurança pública, Aluísio Mendes, que diz está tudo sob controle e que vai investigar as pessoas que espalharam os boatos de estar havendo arrastões em São Luís, em vez de reprimir da forma devidamente como ser feito de fato as facções criminosas, quer investigar a população refém, como quisesse colocar a culpa do povo pelo crime de pânico que está à cidade.
Como diz a sabedoria popular: onde há fogo há fumaça, portanto, os boatos são resultado das queimas dos ônibus em diferentes pontos da capital maranhense, ou vão dizer que a queima dos ônibus é boato e as imagens mostradas são montagem?
E faço uma alerta, com a existência dessas facções que se mantém com o tráfico de drogas, armas e outros meios ilícitos, haverá mais rebeliões e brigas entre as facções que vai respingar na população e do próprio governo estadual se insistir em fazer vistas grossas e aceitar a mortandade dos presos em Pedrinhas, Centros de Custódia e delegacias na capital, região metropolitana e interior do estado.
E de forma tardia, após tantas intervenções da justiça, através do juiz da vara de execuções penais, o Roberto de Paula, que expediu inúmeros pedidos de interdição do complexo carcerário, o estado resolveu decretar estado de emergência e pediu o reforço da guarda nacional.
Tudo isso teria sido evitado se tivesse feito muito antes, evitando assim fugas, rebeliões e mortes dentro da penitenciaria, e separando os presos por crimes cometidos, numa tentativa de ressocializar os ladrões de galinhas a sociedade e mantê-los longe dos de alta periculosidade.
Levando estes perigosos a presídios de segurança máxima com o forte monitoramento e ficarem incomunicáveis com os restantes dos presos, e decretar estado de emergência não basta, deve-se mais do que nunca reformular o sistema carcerário do Brasil.
Porque o atual sistema brasileiro não ressocializa, fazendo dos presídios em todo o Brasil numa escola de bandidos, sendo pior que eles já são, e a prova disso são as ruas tomadas por estes, que todos os dias são assaltos, roubos, furtos, sequestros e até assassinatos que muitas das vezes é por motivos banais.