Podemos ouvir os passos da morte subindo o mundo. Observamos, estáticos,
o horizonte. O grandioso, o sublime, o perfeito e mais forte dos medos outrora
tomava conta das civilizações. Agora não há mais o medo. Esperamos ansiosos a
sua chegada. Antes, criavamos odiosas criaturas para representá-la. Hoje, os
monstros que odiamos são exatamente os que nos querem impedir de morrermos de
uma vez, os que pretendem nos deixar vivos para sofrer os minutos e as horas.
Somos inimigos do sofrimento mas não o enfrentamos mais. O isolamos num pântano
escuro qual evitamos olhar para dentro. Colocamos placas de perigo e proibimos
as crianças de entrar. Tentamos seguir a vida e construímos cidades ao redor da
escuridão, é por isso que ela está à espreita sem nunca nos abandonar, sendo
carregada por nós rumo ao futuro. Um futuro que nos prometemos alegre e
pacífico. Eu vou lhes dizer o que fazer - tirem as placas e a cerca elétrica ao
redor do pântano. Guiem suas Ferraris ao abismo e admirem-no. Observem o fundo
do copo e sintam aquele odiar eterno inexplicável de tudo e todos - e da morte
inclusive. Sobrevoem o precipício com seus aeroplanadores. Sintam as explosões
estrelares megatômicas de dentro de seus telescópios. Que as criaturas
selvagens dos pântanos internos de cada um possam estar em liberdade para
sempre. E que selvagem não seja uma palavra ruim. Que o sexo seja selvagem. Que
desejemos que a morte não surja no horizonte, não agora. Que o absurdo da
existência prevaleça, apenas por amor ao absurdo. E que o amor seja escancarado.
Que sejamos fortes o suficiente para aprendermos a amar sozinhos, para poder
então amar a tudo com saudades - não somos pários para a morte. Depois, amar
alguém. E que esse alguém seja sintoma de que a vida ainda está.
domingo, junho 9
sexta-feira, junho 7
O mal necessário – A internação involuntária aos dependentes químicos
Por William
Washington de Jesus
Acaba
de ser aprovado no Senado Federal e Câmara dos Deputados em Brasília – DF, o
projeto de lei que aprova a internação involuntária aos usuários de drogas e
dependentes químicos, principalmente estes últimos, num estagio que não tem mais
autocontrole, poder de decisões e completamente dominado pelas drogas.
Antes
da aprovação da lei, as polícias dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e
também do Maranhão fizeram operações para retirar dependentes químicos nas ruas
que para sustentar os seus vícios praticavam roubos, furtos, assaltos, e, às
vezes, o latrocínio (roubo seguido de morte).
E
levavam para os Centros de Atenção Psicossocial, fundações ou ONG´s
(Organizações Não Governamentais) que tratam o assunto, a ação do estado feito
por agentes das polícias civil, militar, da saúde, assistentes sociais e
psicólogos não foram unanime na sociedade, imprensa e opinião pública em geral.
Fizeram
duras criticas a esses agentes que fizeram a internação de forma “arbitrária”
aos dependentes químicos, por acharem que os mesmos é que devem decidir se
querem ou não a internação ou o método adotado pela operação com a presença de
policiais não contribui em nada para a recuperação destes enfermos.
A
questão é que o uso das drogas, principalmente do crack, está destruindo muitos
lares, principalmente de famílias pobres que não tem condições de internar os
seus filhos em clínicas decentes que realmente tratam a recuperação destes das
drogas. O fácil acesso e o preço barato para consumo das drogas, especialmente
do crack, está crescendo de forma desenfreada o número de dependentes químicos,
que acabam indo para as ruas se juntando aos mendigos, para manter o vício,
cometem assaltos, furtos e roubos, ou às vezes o latrocínio, e as ruas acabam
sendo ocupadas por estes que acabam sendo conhecido como a cracolândia.
São
Paulo e Rio de Janeiro, maiores capitais do país já sofre com esses problemas,
ruas ocupadas por dependentes químicos sem precisar a hora exata, que parecem
zumbis andando pelas ruas sem rumo e direção, completamente dominados pelo
vicio, sem assistência da família que às vezes não tem condições financeiras,
ou seja, jogados a própria sorte.
uas
em que os pedestres não passam mais com medo de serem assaltados ou até mesmo
serem agredidos e violentados, comerciantes com seus estabelecimentos
comerciais fecham as portas com medo de serem saqueados ou ter o seu recinto
invadido, é um problema que a sociedade está atônita com a tamanha gravidade e
o estado durante muito tempo esteve omissa porque era um problema que afetava
quase exclusivamente as famílias pobres e em áreas pobres, como favelas por
exemplo.
A
questão da droga está afetando todas as classes sociais, do morro está agora
indo para o asfalto, do asfalto indo para os lares, atingindo até mesmo aqueles
que não usam drogas ou ente querido que use. As ruas das cidades que sempre
foram ocupadas por estudantes, trabalhadores e policiais para manter a ordem,
agora estão sendo ocupada por mortos vivos que vagam sem rumo e direção.
É
triste e deprimente ver jovens em grande maioria, envolvendo mulheres e homens,
crianças e adolescentes também, todos sujos e maltrapilhos que ficam meses ou
anos sem banhar e escovar os dentes, e são misturados juntos ao medingos sem
nenhuma perspectiva de melhora de vida. Imagine então um ente querido seu? Seja
um familiar, parente ou amigo.
É
necessária a intervenção do estado para resolver ou amenizar essa problemática,
a situação que se encontra as grandes cidades, e está atingindo cidades
interioranas até com menos de 10 mil habitantes, deve ser solucionada, não
podemos ficar inertes em ver os nossos jovens vagando as ruas das cidades
totalmente dominadas pelo vício.
Antes
de tudo, é necessário diferenciar do usuário a do dependente químico, porque o
usuário é aquele sujeito que estuda, trabalha, tem uma vida normal como
qualquer cidadão que paga religiosamente os seus impostos, tem famílias as
vezes e leva uma vida tranquila sem causar transtornos a sociedade e nem ao
estado (exceto a família caso não aceite o uso de drogas), mas a diferença é
que o sujeito é usuário, o mesmo com o seu trabalho e o salario que recebe
mensalmente ou a boa condição financeira da sua família consegue sustentar o
vício, o sujeito demonstra certa capacidade psíquica e intelectual da ciência de
que está usando e o dano que pode causar a si e a sua família, podendo decidir
plenamente se queres continuar ou largar o vício.
Eu
conheço muitos colegas que trabalham, estudam, tem família, levam uma vida
normal, mas usam drogas, seja uma maconha ou cocaína, e eles não causam (pelo
menos aparentemente) transtornos a sociedade e nem ao estado, são pessoas
honradas e responsáveis em seus trabalhos e estudos.
Quanto
ao dependente químico, este chega ao estagio de completo viciado a ponto de
largar o emprego ou ser demitido, abandona os estudos, deixa a família de lado
(quando não é abandonado), dominado pelo vício e sem perspectivas, acabam indo
para as ruas, e pra manter o vício, cometem delitos.
Essa
é a diferença do usuário ao dependente químico, que as vezes se confundem,
diante dessa gravidade é necessário o estado agir para amenizar o problema, é
dependente químico deve sim ser internado, mesmo contra a sua vontade, porque
este não responde mais por seus atos e nem por suas decisões.
Especialmente os que são de famílias pobres ou abandonados por estes, devem ser internados compulsoriamente e levados a centros de atenção psicossociais, fundações ou entidade e organizações que desenvolve trabalhos de recuperação dos dependentes químicos.
Porque
o estado não pode mais tratar o usuário e o dependente químico como criminoso,
deve separá-los dos traficantes que lucram com as mazelas alheias, que pra mim
o traficante deve ser morto, tanto o da ralé como também da classe alta, a
mesma ideia que prego de policial bandido, corrupto e que só reprime negro e
pobre da periferia deve ser morto sem piedade, é o mesmo com os políticos
corruptos e também os traficantes, não podemos defender estes, que lucram milhões
a custa de milhares de almas, principalmente jovens e pobres.
O
estado mais do que nunca não deve se ausentar ou camuflar o debate acerca da
legalização do consumo das drogas, entre elas a maconha, já que no Uruguai,
país vizinho no sul do Brasil legalizou a erva cannabis (maconha) pra combater
o tráfico de drogas no país.
Quanto
a cocaína, heroína, exctase e outras, deve-se aprofundar o debate e analisar
minuciosamente as consequências que poderá causar essas drogas a sociedade,
pois a maconha entre todas as drogas é a que menos causa danos a saúde, não que
seja inofensiva é claro, mas é a menos maléfica.
E é
utilizada até mesmo para tratamento de muitas doenças, como a AIDS, por exemplo,
e por ser uma erva milenar utilizada por várias etnias indígenas aqui na
América muitos anos/séculos antes da chegada do primeiro homem branco europeu,
é usada principalmente em eventos e rituais religiosos de acordo de cada etnia,
como os Astecas, Incas e os Maias, por exemplo.
Legalizar
a maconha é necessária para combater o tráfico, e por ser menos danosa em
relação as demais drogas, quantos as outras, o estado deve promover e mobilizar
a sociedade em geral para participar mais nessa discussão.
Entretanto, o estado deve investir mais na saúde, principalmente em casos de dependentes químicos, construir clínicas especializadas para esse tipo de tratamento, e não interná-los em clinicas de doentes mentais para receber o mesmo tratamento, e que não devem de fato receber o mesmo tratamento por serem casos específicos diferenciados, e que em nada ajudará o dependente químico.
quinta-feira, junho 6
A Culpa é Sua!!!
Jesus Cristo sempre nos ensinou
para aqueles que nos dê um tapa no rosto ofereça o outro lado. Ascendendo o
ensinamento do perdão, tendo a veracidade e doutrina de um bom cristão. Mas
convenhamos, existem irmão que abusam de tal apelo. Fazendo disso práticas
frequentes e o irmãozinho que não sabe qual lado mais oferecer, como todo
bonzinho se fode...
O mundo é minado desses abusadores dos bons, abusadores dos seres de boa fé que vieram para esse mundo tripudiar daqueles que o mundo inteiro chama de otário, logrando para si o status de boa vida, tendo sempre seu umbigo como o centro de todas as galáxias.
Pessoas que se penduram nas outras, pessoas que dizem que te ajuda, mas você não sabe que no final quem vai apagar o incêndio é você, pessoas que te prejudica para agradar um amigo ou namorada (dele) e você cobra a solução do problema que você foi inserido e ainda fica com raiva de você, pessoas que te roubam, pessoas que te humilham e te faz de chacota em meios a todos os amigos em comum, aquele filha da puta furando teu olho, aquele que te delata e depois diz que foi por uma boa causa, aquele que te acusa você prova a verdade e não tem a hombridade de te pedir de pedir perdão, aqueles que não sabem pedi perdão e ainda quer que você o faça, aqueles que quando você nada no dinheiro, tem um bom emprego paga tudo, "rodada de cerveja é minha"... Mas quando você não tem aquele dinheiro nem pra comprar o cigarro e esbaforir a fumaça no espelho, não estão lá pra te oferecer um fumo de corda.
Nós otários, não sabemos do lado de lá da ponte para o além, não sabemos o que nos espera no mundo dos espíritos, será que guardam um bom lugar para nós? Que irradiamos a serventia? que ajudamos o próximo? ou esse lugar é só uma utopia? que quando o julgamento final chegar eles estarão lá para te tripudiar no inferno? botar você para queimar no caldeirão do demônio no lugar deles e ainda ri de você por estar queimando?
Não! o acaso sempre um bom remédio e o tempo deixa as coisas no lugar, o discernimento vem com o tempo e sua experiência com as mazelas que o mundo oferece te calejam e de repente você é um humano melhor e mais astuto para saber encarar e acima de tu saber dizer não.
A vivência e a calmaria de cada
passo faz com que você analise melhor quem pode ou não estar do seu lado e
sempre evitar o caminho da confusão e do mal estar. Demônios existem sim, mas
ao contrário que sua avó fala vido de um culto dando dízimo para um
"mensageiro", não se sabe de um... Eles são transvestidos de homens,
mas não são culpa deles são simplesmente demônios.
quarta-feira, junho 5
Dossiê Neymar
Por
William Washington de Jesus
O
Santos Futebol Clube faturou muito com o craque Neymar Jr. desde o início da
sua carreira, segurou o quanto pôde pra manter o jogador atuando aqui no
Brasil, resistindo o assédio de grandes clubes como o Barcelona e o Real
Madrid, por exemplo, que vivem assediando jogadores latinos, especialmente os
brasileiros quando estão em início de carreira.
Lembram-se
do Felipe Coutinho que jogou no Vasco da Gama em início de carreira? Este foi
vendido a Internazionale de Milão (Itália) quando tinha 16 anos e atuava nas
divisões de base do Clube Regatas Vasco da Gama, quando completou 17 anos, foi
logo atuar no profissional para se preparar técnica e fisicamente antes de ir
embora pra jogar no clube italiano assim que completasse 18 anos.
Alexandre
Pato quando iniciou a carreira no profissional aos 17 anos, em poucos jogos
oficiais foi logo vendido para o Milan, outro clube italiano, tanto o Alexandre
e o Felipe tiveram um rendimento muito abaixo do esperado. Porque tiveram que
disputar o espaço com outros jogadores, em que muitos eram estrelas e já tinham
nome e carreira consolidada como o Seedorf e Ronaldinho Gaúcho no Milan (na
época) e pela Inter de Milão tinha jogadores em maioria atuando em suas
seleções nacionais, um verdadeiro seleto de craques.
Alexandro
Pato e Felipe Coutinho foram apenas mais um na equipe, tiveram que lutar muito
em campo para conseguir a vaga de titular, e ambos não conseguiram de fato, o
Pato no período em que jogou no Milan sofreu várias lesões, ora entrava como
titular, ora entrava no decorrer da partida ou simplesmente nem era escalado
entre os reservas, devido as sucessivas lesões e atuações as vezes aquém do
esperado, não foi convocado para atuar na copa do mundo em 2010 na África do
Sul.
Quanto
ao Coutinho, este tinha tudo para ter uma carreira promissora, quando atuava
nas divisões de base do Vasco da Gama, atuava também na seleção brasileira no
sub-17, justamente no lado do Neymar, Lucas, Oscar e outros jogadores, em que o
técnico foi o Ney Franco, quando foi jogar pela Inter de Milão, continuou
atuando na seleção sub-17, e fez parte da equipe que foi campeão sulamericano e
mundial, mas não foi convocado para jogar nas olimpíadas em Londres ano passado
(2012).
Como
não era titular da equipe italiana e as vezes nem era escalado pra ficar entre
os reservas, acabou perdendo espaço na seleção brasileira, no qual nunca foi
convocado pra seleção principal, ao menos que eu saiba, e hoje atualmente joga
no Liverpool na Inglaterra, e no clube inglês conquistou o seu espaço, mas
dificilmente será convocado para a copa de 2014 aqui no Brasil.
Quanto
ao Alexandre Pato, devido as lesões constantes e atuações em partidas ora
convencia ora deixava a desejar, o Milan resolveu vender ao Corinthians para
não ter mais prejuízos, e pelo clube paulista nos primeiros jogos convenceu,
mas no decorrer já demonstra a desejar, especialmente em partidas decisivas,
como ocorreu contra o Boca Junior na taça libertadores que foi eliminado pelo
clube argentino, o jogador perdeu o gol em que tava somente ele e a trave, e
corre o sério risco de não ser convocado pela seleção para a copa do mundo ano
quem vem, já que não foi convocado para atuar na copa das confederações.
A
diretoria do Santos fez o contrário, não permitiu a venda do Neymar desde o
primeiro momento do assédio de outros clubes europeus, o clube da baixada santista
deu toda assistência e valorização ao craque, para que o mesmo não fosse se
influenciar com as cifras do euro.
É
claro que isso deu e muito com a contribuição do Pelé através do seu
conhecimento futebolístico e influência, Santos não só lucrou com milhões ao
explorar o nome e imagem do jogador, como também em campo ao ganhar o
campeonato paulista em 2010, 2011 e 2012, Copa do Brasil em 2010, Libertadores
em 2011 e RecopaSulamericana 2012.
Período de certa hegemonia em que o Santos dominou o futebol brasileiro, e só não foi de fato consolidado porque não conseguiu o título de campeão brasileiro, o mundial não conquistou mas disputou a final e perdeu para nada mais e nada menos pro Barcelona com a presença do Messi e Cia em campo.
terça-feira, junho 4
Movimento Sebo No Chão no Jornal Impresso
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