sábado, maio 12

Milton Nascimento e River Phoenix.



Estamos perto da (Rio + 20). Em comemoração dos 20 anos da (Eco-92) realizada também no Rio de Janeiro em 1992. O Encontro discute o futuro do planeta através das causas ambientais. Mas um acontecimento envolvendo dois grandes artistas, um do mundo do cinema e outro da música. Faz com que o ano de 1992 não seja apenas o ano desse grande encontro no Brasil.

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FILMES, MÚSICAS E SURPREENDENTES COINCIDÊNCIAS.

                                                                
                Arquivo pessoal - Milton Nascimento.
No ano de 1988 Milton Nascimento estava em turnê pela Europa, Ásia e E.U. A, hospedado em um hotel próximo ao Central Park em Nova York. Numa tarde Milton ligou a televisão e ficou bastante impressionado com a atuação de um ator em um filme que passava, no final observou os créditos e descobriu que aquele ator se chamava River Phoenix, logo depois começou outro filme do mesmo chamado Stand By Me (Conta Comigo). Logo de cara veio a vontade de escrever uma canção sobre aquele jovem ator. Tempos depois na gravação do álbum Miltons o cantor sentiu vontade gravar a canção mais precisava de autorização, Milton entrou em contato com Quincey Jones que lhe passou o telefone da mãe de River, ao explicar a situação à mesma achou estranho e comentou com sua filha, mais nova, que um tal Milton Nascimento do Brasil queria gravar uma canção em homenagem a seu irmão. Na mesma hora a garota pegou o telefone para falar com Milton. Ela era muito fã dele e lhe contou que conheceu sua música através do seu irmão River Phoenix que se dizia muito fã do artista também.


sexta-feira, maio 11

eXpurGo - EPISÓDIO 2


– Pois é, respondeu o soldado Égido, não podendo evitar que um começo de lágrima lhe umedecesse os olhos. Miguel, vendo aquele olhar, disse:
– Valeu a pena levar essa surra só pra ver esse seu olhar de pena, disse Miguel.
– Você gosta que as pessoas sintam pena de você?
– Caralho, mesmo tendo largado o curso de psicologia – Miguel tosse e cospe mais sangue – mesmo tendo largado a porra da psicologia, você não perdeu essa mania de analisar os outros e essa incapacidade de se analisar a si mesmo, o que eu disse não tem nada a ver com as pessoas, mas com você, eu quis dizer que, se você ainda é capaz de sentir pena, é porque ainda é capaz de sentir alguma coisa boa, exatamente como o menino gentil e cordato que eu conheci e que tanto amei, ou seja, você ainda é capaz de amar, mas confesso que estou um pouco chocado – nova pausa para mais tosse e mais sangue cuspido – de ver aquele que eu pateticamente cria ser o amor da minha vida espancando seres humanos como meio de vida.

quinta-feira, maio 10

- O Que Você Faz Acordado?


Acordado no meio da noite, não!  Não era madrugada, era noite um pouco depois de perceber o adormecer de cada integrante de sua família. Esperou de forma calculista até perceber que ninguém teria mais condições de acordar. Levantara de um sono leve, porém dolorido da bebedeira que vinha da tarde insólita, a dor na cabeça disputava centímetro a centímetro, concorrendo à dor que estava em sua mão, impactada na parede que assistia a perda. O telefone quebrado narrava o desprezo. Era o fim de uma era que naquele momento parecia o mundo para um mero mortal.

Levantara vagarosamente sem fazer barulho. Dirigiu-se à cozinha e procurou água sucumbindo à sede; na sala, roubou um cigarro da mãe e debruçou na janela contemplando uma cidade que não era sua. Pensamentos soltos revelavam mais uma vez o fim e mais uma vez a projeção de outro alguém abraçando e roubando beijos que um dia foram seus. 

♫ Do me a Cigarette ♫


Se por acaso você me perguntasse onde está a verdade...
A verdade está na ponta do teu cigarro, eu diria.
Na tua última tragada, a tua vida.

“Oh  do me a favour,  and stop asking questions.”

Tudo passa pela ponta do cigarro e tudo está prestes a cair. Ela deve cair, para que o resto se consuma em seguida. Ela deve cair, pois já lhe foi sugada toda a verdade, e não há mais nada para mantê-la presa.  Ela deve cair, não porque é descartável, mas porque ela precisa se libertar.

“Become a heavy load, too heavy to hold.”

quarta-feira, maio 9

ABATE - Lucas Sá

Sinopse: Abate. Lembra corte, extenuação, redução, retirada quase abrupta da vida do orgânico... Matança.
Direção, Produção e Roteiro: Lucas Sá
Produção Executiva: Raissa Baldez
Atores: Nilana Fróes, Raissa Baldez, Carlos Cezar

Festivais e Prêmios:
* MENÇÃO HONROSA – I MOSTRA DE CINEMA UNIVERSITÁRIO DA UNICAP
* 16º FCBU – FESTIVAL DE CINEMA BRASILEIRO UNIVERSITÁRIO (RJ)
* 10° MOSTRA NACIONAL DE AUDIOVISUAL UNIVERSITÁRIO
* III FESTIVAL CINEMA DA FRONTEIRA
* 9º FESTIVAL ESTUDANTIL DE GUAIBA (RS)
* II FESTIVAL CURTAAMAZÔNIA (AM)
* I FESTIVAL ESPANTOMANIA (SP)
* KINOOIKOS – II FESTIVAL DE VÍDEO NAS ESCOLAS (SP)
* MOSTRA SETE IMAGENS - Teatro 7 de Abril (RS)
* MOSTRA CURTA NO BOTEQUIM (RJ)
BRASIL / SÃO LUÍS - MA
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Crítica de Cid Nader *

“Uma novidade vinda do Maranhão (talvez indicando mais um polo difusor lá no nosso Nordeste), esse Abate bebe nitidamente da fonte dos filmes pernambucanos para contar uma história de revolta feminina por opressão machista: algo tão comum ainda no mundo, mas que toca muito mais profundamente em uma região de tradição absolutamente masculina.  
Só que beber da fonte, somente, poderia resultar em cópia de estilo, vazio no mote e no modo. Negativo. Lucas Sá demonstra ter noção bastante complexa e bem elaborada de estética e técnica. O filme é de fotografia não conformada, que busca o inusitado nos ângulos (enquanto o momento “comum” subserviente da mulher existe, filma-se seus pés a caminho do açougue, para a inversão do ângulo quando uma outra possibilidade de continuidade de vida é pensada, por exemplo), e também bastante atenta às possibilidades de contrastes emprestadas pelo bom uso da iluminação.  

No corte, na edição (e novamente lembrando alguns outros filmes de Pernambuco), o contar a história ultrapassa a “simples” barreira da fluidez, para que interferências intrometidas até na marra se façam responsáveis pelo adensamento do clima. Desde o início, a montagem não permite a acomodação do espectador, e a tela se enche de variações cromáticas ou de ritmo. Portanto, as invenções e tentativas que resultaram um curta bem interessante não são resultado – o que seria até razoável de se imaginar - de acumulação crescente, mas de ritmo imposto desde os primeiros instantes: algo bem mais difícil de ser mantido e obtido”

 Cid Nader Jornalista e crítico de cinema. Editor e
umdos idealizadores do site de cinema
Cinequanon. Colaborador da revista Paisá
e do site Omelete. Edita também o
Cidblogwww.cinequanon.art.br/cidblog.
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terça-feira, maio 8

YOU BICHT DIE - LUCAS SÁ

FICHA TÉCNICA:

Synopsis:Tribute in the form of the B-movie trailer (trash) from the years 70/80. Violência! Sangue! E um estranho amor! Uma homenagem aos filmes B (trash) dos anos 70/80.
Direção, Produção, Roteiro, Montagem: Lucas Sá
Atores: Laura Sá, Gabriel Coelho, Igor Franco, Verbena Régina

Festivais e Prêmios:

* MELHOR CURTA FICÇÃO - 10° MOSTRA NACIONAL DE AUDIOVISUAL UNIVERSITÁRIO
* MELHOR VÍDEO DE BOLSO - CURTA-SE
* MELHOR VÍDEO DE CÂMERA DIGITAL - FESTIVAL CULTURAL SÃO SIMÃO
*3° LUGAR PELO JÚRI - II MARANHÃO VÍDEO DE BOLSO
* MOSTRA CARTAZ DE CINEMA DO NOVÍSSIMO AUDIOVISUAL NORDESTINO
* FESTIVAL VIVO ARTE.MOV
* III FESTIVAL CINEMA DA FRONTEIRA
* VII MOSTRA INTERNACIONAL DE CURTA-METRAGENS DA UNIOESTE
* II FEST CINE MARACANAÚ
* FESTIVAL CURTA TAQUARY
* II FESTIVAL CURTAAMAZÔNIA
* 16º FCBU – FESTIVAL DE CINEMA BRASILEIRO UNIVERSITÁRIO (RJ e SP)
* 10º MOSTRA DO FILME LIVRE
* IV MOSTRA CURTA AUDIOVISUAL DE CAMPINAS
* FESTIVAL ESTUDANTIL DE CINEMA DE GUAIBA
* 4° CURTA FANTÁSTICO (CineFantasy)
* FESTIVAL MARANHÃO NA TELA 2009
* 5° MOSTRA TRASH
* FESTIVAL DE CINEMA DIGITAL DE JERICOACOARA
* FESTIVAL MINI CURTAS
* FESTIVAL TR3S MINUTOS (SE)
* FESTIVAL ESPANTOMANIA
* FESTIVAL ART DECO 2011
BRASIL/SÃO LUÍS-MA 2010


Crítica de Cid Nader

Brincadeirinha de Lucas Sá – o diretor talvez seja uma novidade maranhense surgindo para ser a vanguarda de mais uma cinematografia regional surgindo, e revelando-se com evidente característica urbana, ao compilar informações que extrapolam as distâncias de seu Estado -, filmada mais para ser vista na Internet do que numa telona. O tratamento é em cima da linguagem, dos filmes trash dos anos 70, com os típicos exageros necessários para tal reverência (falta de cuidado, hiper-cores, hiper-cafonices, seres estranhos habitando a tela e sangue, de preferência), e feito de modo bastante ligeiro, para que não se necessitasse muito espaço e tempo demais demandado para a conclusão. 

Para tal ligeireza vista na telona, a ideia de representar um trailler revelou-se boa sacada. Mas, muitos trabalhos similares já foram vistos (aliás, há até uma certa moda no estilo se repetindo), e muitos, também, com melhor desempenho numa sala escura de cinema: o que faz notar o quanto esse deve ter sido pensado mais como uma ação para divertir amigos, nas madrugadas diante da telinha do computador.