Por Aline Bei
deslizar sobre você com o meu corpo todo
inclusive com as minhas
celulites, você gosta?
me chupa
de luz
acesa inclusive na minha
magreza, nas minhas veias
grossas como coxas,
Minha pinta grande
demais nas costas, minhas
Olheiras, te beijar
com meus dentes tortos e sorrir pra você porque eu te amo, minhas sardas, meu
Cabelo precisando de um novo
corte, mas
o dinheiro tá
Curto ou longe
de mim, te
foder
com a minha força que acaba
rápido e logo preciso da ajuda
de suas
mãos na minha bunda,
pra cima
pra baixo, você
gosta?
Eu gozo,
depois da transa te coço
Com as minhas unhas muito curtas por serem de 1
mulher, o meu
pé
tá seco na
sola, precisa de creme, minha Unha
caiu, precisa de band aid, a gente dança nu no quarto de hotel.
Cê me pergunta carinhoso o que houve porque eu tô com 1 roxo
enorme na coxa,
foi quando eu trombei com a parede naquele dia que a gente
discutiu, mas
escuta, você gosta
de passar essa noite
comigo?
Apesar das estrias, do cu
lote, da barriga um pouco inchada que eu não vou ao banheiro faz dias, apesar das musas todas que eu não sou
nenhuma, ainda assim,
Me diga
se sou uma Mulher possível
de se guardar o tesão
dentro.
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sábado, novembro 7
quarta-feira, julho 15
Mossa
Por Mariana Matilda
A noite, teimosamente, me quer a dormir
Mas, desperta, estou fora de casa.
Ficaste na tua,
Em uma cláusula de pequenas compleições, chéri.
Larga de tais flancos.
A noite, teimosamente, me quer a dormir
Mas, desperta, estou fora de casa.
Ficaste na tua,
Em uma cláusula de pequenas compleições, chéri.
Larga de tais flancos.
A noite anda ao revés,
claríssima sob(re) as pálpebras.
Observa-me a dançar,
Fissura-te o átomo.
O calor não ajuda,
faz suar, esgota.
Ó, trópicos infernais,
em vós não há reais alentos,
canções de ninar ou a diplomacia dos santos.
A madrugada abafada
torna-se um tango
sedento de desejos
já fartos de ocultos.
Tu sonhas mal, darling,
sonhas temor.
Buscas verdades indubitáveis
em meio a tantas predileções —
Onde estão tuas vitais perdições?
Mas há um nome que teu corpo quer pronunciar.
Para invocá-lo,
suaviza-te os lábios
Mas continua o desejo
no céu da boca.
A ideia é engolir
para não deixar sair
nem um vil grão de desejo
Encerras em ti o incontrolável vazio
nas coisas banais.
Deixas descambar
em meio à cinza das horas
os vãos da equação.
Lembra-te da pura e puta humanidade, cariño.
Pelo nascer, o Sol se inclina,
Faz moldura onde passa.
Deixa-o.
Ele está escrito na eternidade.
Tu, não.
— queiramos a delícia de sentir o reles empirismo palpável e não plausível do tango.
claríssima sob(re) as pálpebras.
Observa-me a dançar,
Fissura-te o átomo.
O calor não ajuda,
faz suar, esgota.
Ó, trópicos infernais,
em vós não há reais alentos,
canções de ninar ou a diplomacia dos santos.
A madrugada abafada
torna-se um tango
sedento de desejos
já fartos de ocultos.
Tu sonhas mal, darling,
sonhas temor.
Buscas verdades indubitáveis
em meio a tantas predileções —
Onde estão tuas vitais perdições?
Mas há um nome que teu corpo quer pronunciar.
Para invocá-lo,
suaviza-te os lábios
Mas continua o desejo
no céu da boca.
A ideia é engolir
para não deixar sair
nem um vil grão de desejo
Encerras em ti o incontrolável vazio
nas coisas banais.
Deixas descambar
em meio à cinza das horas
os vãos da equação.
Lembra-te da pura e puta humanidade, cariño.
Pelo nascer, o Sol se inclina,
Faz moldura onde passa.
Deixa-o.
Ele está escrito na eternidade.
Tu, não.
— queiramos a delícia de sentir o reles empirismo palpável e não plausível do tango.
quarta-feira, julho 8
Câncer
Por Tayna Guerra
Em meia luz beija-me de novo.
E descobre os caminhos inóspitos que trilham as estrelas do meu céu.
Mãos traçam linhas tortas, os arrepios pelo corpo
mostram o efeito causado pelo seu cheiro.
Nessas linhas defeituosas me lembro de ti,
do toque de seu corpo, das marcas que você deixou
como se quisesse me lembrar que por aqui deixou morada.
Causando estrago a boca traça caminho de vermelhos beijos,
me arrancando suspiros.
Com essa sua vontade me olha, e massageia minha alma.
Olha-me com esses olhos límpidos cor de mar, repletos de vontade
e me deixa com um sorriso de bem amada.
Mas nem por um instante pense que uma noite basta pra me saciar,
minha sede é fonte sem tamanho.
Em meia luz beija-me de novo.
E descobre os caminhos inóspitos que trilham as estrelas do meu céu.
Mãos traçam linhas tortas, os arrepios pelo corpo
mostram o efeito causado pelo seu cheiro.
Nessas linhas defeituosas me lembro de ti,
do toque de seu corpo, das marcas que você deixou
como se quisesse me lembrar que por aqui deixou morada.
Causando estrago a boca traça caminho de vermelhos beijos,
me arrancando suspiros.
Com essa sua vontade me olha, e massageia minha alma.
Olha-me com esses olhos límpidos cor de mar, repletos de vontade
e me deixa com um sorriso de bem amada.
Mas nem por um instante pense que uma noite basta pra me saciar,
minha sede é fonte sem tamanho.
segunda-feira, julho 1
22:35
minha garganta inflamada,
me dá um certo gosto de finitude e humanidade.
nada mais banal...
estudantes de psicologia,
filosofia, medicina,
faxineiros,
a crente da igreja,
policias, trombadinhas e pedintes no trem...
todos nós ignoramos,
e uma hora outra nos inflama qualquer na garganta.
e tanto faz a ideologia de merda que escolher.
crer ferozmente no darwinismo social,
ou guiar-se
ingenuamente por qualquer marxismo deturpado...
você pode pensar no mundo como uma farsa,
e ignorar a problemática de sê-la também.
não me faz diferença...
o que temos além da realidade do despertador,
das aulas chatas de terça,
balcões de lanchonete,
escolas e vielas?...
a garota que você amou ano passado,
o seu cachorro atropelado,
os livros e arquivos no pc,
o chefe
e a mulher que te vende sanduíche,
tudo isso é muito mais do que poderia ter.
não nos possuímos, a nós mesmo.
não; não possuímos. e só, nos possuímos.
e não há amor,
ciência,
fé ou poesia,
que nos redima do que somos.
tomo um remédio,
e escrevo...
porque não há o que redimir, afinal...
simplesmente, não há.
sexta-feira, junho 21
Pau no cú
Pau no Cú
do que ficam em casa RECLAMANDO que isso não é com eles
Pau no Cú
que acha que isso tudo é MODISMO
Pau no cú
dos que falam em PAZ
Pau no cú
dos teóricos de gabinete & redes sociais e por aí vai
Pau no cú
dos quem inventam MONSTROS indestrutíveis
do que ficam em casa RECLAMANDO que isso não é com eles
Pau no Cú
que acha que isso tudo é MODISMO
Pau no cú
dos que falam em PAZ
Pau no cú
dos teóricos de gabinete & redes sociais e por aí vai
Pau no cú
dos quem inventam MONSTROS indestrutíveis
O açougue
Por Maria Ligia Ueno
I
A minha alma foi fatiada
Finas lâminas de alma, servidas
com limão,
Na tua bandeja de prata.
Você espeta o garfo em cada
pedaço,
Saboreando meu doce gosto de
derrota.
Cry, babe, cry.
II
Quantos gramas de alma quer levar
hoje, senhor?
Quer levar pão integral para
acompanhar?
Essa veio de um ótimo
frigorífero,
Abatemos essa alma humana semana
passada, extremamente macia.
III
De primeira havia um quarto
vermelho gritante, talvez e tão somente para aumentar o desespero daquele
momento. Ataduras nos braços como se fosse manicômio, mas talvez era um
manicômio, não? E, para completar, água amarga para beber. Matar a sede com
aquela água amarga não teve preço, e já que fazia dias que estava sem tomar
qualquer gole de vida, bebeu aquela jarra como se fosse mel.
Fotografias dos dias felizes
grudadas com imãs nos batentes das janelas, trancadas com grades impenetráveis
até pela luz solar, apenas para lembrá-lo de que conhecia o céu, mas iria ao
Inferno. Estava só, não estava? Estava são ainda? Aqueles robôs brancos não
tinham olhar, e nem falavam.
Dois meses, esse foi o tempo do
que eles chamaram de purificação. É o tempo em que demorou também para se
deixar de querer viver, em que o amargo da água se tornou insuportável, em que
a alma estava louca de vontade para
partir. E saiu, por um tubo azul, que a depositou em um pote de plástico, feito
gelatina.
E o que restou desse corpo, cuja
alma foi sacrificada servindo de alimento a outrem? Pergunto-me dia após dia,
enquanto cicatrizo as marcas dos catéteres.
IV
Alma é aquele pedaço de si,
invisível a olho nu, que em outros tempos achávamos que imbuía o corpo com
graça e leveza. Mas o mundo deu voltas para o lado errado, e hoje há pessoas
que perderam sua alma em meio à guerra, ao álcool e ao pântano. E desses, quem
pode compra almas enlatadas, vendidas num comércio ilegal (que é protegido até
pelos governos).
Mas para quem não tem alma,
alívio da consciência se torna desnecessário.
terça-feira, junho 18
Mamãe eu vou pra Rua / Mamãe não sou da Lua
Mamãe eu vou pra Rua
Mamãe não sou da Lua
Mamãe faz o café bem forte
que to indo comprar os pães
preciso forrar o estômago
e fumar um caipora
Mamãe eu vou pra Rua
Mamãe não sou da Lua
se você me ver na TV
e me chamaram de vândalo
é mentira deles
acredite em mim
Mamãe eu vou pra Rua
Mamãe não sou da Lua
Não se preocupe vou tomar um banho
e por um jeans usado e um tênis de futsal
mas vou amarrar a camisa no rosto
vai que eles jogam gás lacrimogênio
Mamãe eu vou pra Rua
Mamãe não sou da Lua
- Thau, mãe!
- Vai com a pomba e o divino espirito Santo!
- Na hora.
- E penteia esses cabelos.
- Deixa assim mesmo.
Mamãe não sou da Lua
Mamãe faz o café bem forte
que to indo comprar os pães
preciso forrar o estômago
e fumar um caipora
Mamãe eu vou pra Rua
Mamãe não sou da Lua
se você me ver na TV
e me chamaram de vândalo
é mentira deles
acredite em mim
Mamãe eu vou pra Rua
Mamãe não sou da Lua
Não se preocupe vou tomar um banho
e por um jeans usado e um tênis de futsal
mas vou amarrar a camisa no rosto
vai que eles jogam gás lacrimogênio
Mamãe eu vou pra Rua
Mamãe não sou da Lua
- Thau, mãe!
- Vai com a pomba e o divino espirito Santo!
- Na hora.
- E penteia esses cabelos.
- Deixa assim mesmo.
segunda-feira, fevereiro 25
Cu & Pussy
Mamãe eu vou ser ator pornô
vou vender tudo o que tenho no Maranhão
pra comprar uma passagem pra Los Angeles
comer Cu & Pussy
e minha mandioca vai ficar famosa
e conseguir meu Green Card
com very very money passear in NY
paquerar uma gringa and i love you
passear no Central Park de mãos dadas
brincar na neve e gritar FUCK YOU
Mas Mamãe
Vou voltar pro Maranhão um dia
como Gonçalves Dias
e não irei morrer na praia
vou é comprar uma casa na praia
deitado numa rede
na sombra de uma palmeira
eu & minha viola
tocando uma bossa nova
"água de beber, água de beber, camarada"
sábado, janeiro 21
Chuvas de Fevereiro
![]() |
| Numa noite entre cigarros, boa conversa e muitos poemas. Foto: Cris Lima e Diego Pires. |
Não quero chuvas em meu quintal de concreto e lodo
Quero a brancura do teu ser em minha rede
Escutar Elizeu Cardoso e Chico Buarque sem teus ouvidos
É como morrer de depressão no século XXI
Saiba, quero ver-te aqui, pregado em minha casa
Contemplando as chuvas de Fevereiro
que caem em meus versos cheios de ti.
Teu jeito de príncipe medieval
Come tartarugamente as pretensões minhas de ser livre
Tenho a sabedoria de teus livros
Latejando em minhas orelhas.
Queria mesmo era que as noites não findassem
Para ter-te sacrificado em minhas pernas roxas
As chuvas de Fevereiro cessaram
E o que me restou foi a saudade das cinzas do teu cigarro solitário.
sexta-feira, setembro 16
ILHA MARGINAL
Passando pela ponte política
Revejo milhões lameados
Debaixo de prédios de luxo
Na rua entorpecida
Entorpeço-me no semáforo da Cohab
Escuto. O não negativo do dedo polegar
Negando minha vida pequena
No ônibus da Maranhense
Vendo: Jujuba , Halls e Trident
Sem dente rio da desgraça da sorte do camelô na Rua Grande.
Gritando: DVD ! CD! È pirata!
Piro na insanidade quase louca dos casarões da Praia Grande
Pra turista gringo digitalizar
E o sorriso de satisfação revela a lava-racial
Da coreira em transe do Tambor de Crioula.
E, eu menino, moleque, pivete, trombadinha, cheira cola, ladrão - mirim
Dezenas de sinônimos da miséria-capital
Jogo meu corpo meio infantil
No Rio Anil
Pra sonhar com o entorpecente na ponte surreal
Da minha ilha Marginal.
Cris Lima.
![]() |
| Nascer do Sol na ponte José Sarney. Foto de Cris Lima. |
domingo, agosto 21
A BELA FIGURA DA MOÇA
![]() |
| Avenida Beira Mar em três momentos. Foto de Cris Lima |
A bela figura da moça no ônibus era triste
Olhar petrificado,
O nada como observação
A bela figura da moça no ônibus
No meio da madrugada era venal
Na dor que escorria das retinas,
Na postura da Madona em fim de exposição
A bela figura da moça no ônibus
Era virginal,
Era louca,
Era serena,
Era mortal.
A bela figura da moça no ônibus
Só morria...
Na paisagem da cidade adormecida
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