sábado, junho 23

Famintos



Ilustração de Tammys 

Em frente a minha casa, monstros enormes derrubam árvores, destroem casas e erguem montanhas de terra vermelha.

Algumas vezes os vemos levando nossa terra nas costas. Outras vezes a levam entre os enormes dentes de aço.

Enfrentá-los? Quem ousaria?
Apenas aguardamos pacientemente...
O ar vai ficando cada vez mais rarefeito.

À noite é impossível dormir com os rugidos famintos dos monstros. Eles nunca ficam satisfeitos e nunca pararam pra pensar nas pequenas criaturas que habitam a região.
Estamos reunidos e muito assustados, rezando para que isso um dia acabe. Nossas árvores, nossa terra, nosso ar... Alguém os trará de volta um dia? E será que viveremos esse dia?


Enquanto isso, os rugidos famintos anunciam o fim dos tempos.

Soco Inglês- 3 episódio



– Devagar com o andor, caros leitores, o já imensamente aguardado encontro entre Adenílson e seu agressor está para acontecer, pois Adenílson já cruzou o portão do colégio e, ato contínuo, o agressor partiu em sua direção, enquanto Luisinho comia prosaicamente uma batata-frita numa barraca em frente ao colégio, junto ao mesmo muro de onde o agressor havia se descolado com sangue nos olhos rumo a Adenílson, feito águia que viu, sei lá, o preá, inventem aí vocês uma metáfora conveniente, o fato é que o agressor atravessou a rua correndo em direção a Adenílson, que, em vez de fugir, deu uma de mocinha-peituda-de-filme-de-terror-que-vê-o-assassino-psicopata-surgir-do-nada-de-facão-em-punho-bem-na-frente-dela, estacou o passo e ficou lá, parado, imóvel, gritando por socorro, mas baixinho, em pensamento, a vergonha falava mais alto que o medo, as mocinhas peitudas de filme de terror não têm desses pudores, gritam mesmo e pronto, não têm vergonha de dar xilique diante de milhões de telespectadores, essa mesma vergonha que, combinada com o medo, fez Adenílson ficar caladinho e criar raiz onde ele estava, vendo, em câmera-lenta, o agressor se aproximando rapidamente.

quinta-feira, junho 21

Provas, MERDAS e notas.


Acordar cedo. Corrigir provas. Lançar notas no sistema. Elaborar novas provas. Torcer para que os alunos consigam finalmente responder corretamente. Ficar frustrada ao perceber que os alunos erraram porque colaram de alguém, e isso é claramente evidenciado pela marcação apagada de lápis e substituída por outra letra, a errada. E começa todo o processo novamente. Acordar cedo, corrigir provas, lançar notas no sistema. Elaborar outra prova, agora a última... a definitiva. É todo conteúdo, os alunos sabem, mas continuam perguntando o que vai cair.

Na turma, o burburinho, o desespero, o choro, o ranger de dentes, mesmo não sendo aparentemente o fim do mundo. É só uma prova final. Aliás, prova final de Filosofia é sempre uma piada, porque se depois de ter feito duas provas bimestrais e uma prova substitutiva o aluno não conseguiu entender que Ética e Moral não são a mesma coisa e que mesmo em um mundo de competição é preciso seguir minimamente a certos códigos de condutas, não vai ser na prova final que ele vai compreender porque diabos ele precisou fazer essa disciplina.

segunda-feira, junho 18

Se apertar mais o NÓ, vai doer mais o PÉ



Essa semana foi deflagrada pela Polícia Civil, Militar e GTA (Grupo Tático Aéreo) a Operação Detonando, que resultou na prisão do executor e mandantes na morte do jornalista – sarneísta Décio Sá ocorrida no dia 23 de abril, com essa prisão, foi descoberta um esquema de agiotagem que envolve empresários, policiais militares e políticos.

Rio +20: Pra QUÊ e para QUEM?


Nesse momento na cidade do Rio de Janeiro está ocorrendo o grande evento organizado pelas Nações Unidas, a Rio +20, com a presença de autoridades, chefes de estados, diplomatas, ambientalistas, ativistas sociais e muitas outras organizações política e ideológica.