terça-feira, maio 6

"Angústia" (Arthur Rimbaud)

Será possível que Ela me faça perdoar as ambições continuamente esmagadas, – que um final feliz compense os anos de indigência, – que um dia de sucesso adormeça sobre o vexame de nossa fatal incompetência.
(Ó aplausos! diamante! – Amor! força! – maiores do que glórias e alegrias! – de qualquer jeito, por toda a parte, – demônio, deus – Juventude deste ser; eu!)
Que os acidentes de feitiços científicos e os movimentos de fraternidade social sejam queridos como a restituição progressiva da sinceridade primeira?...
Mas a Vampira que nos faz gentis nos manda divertir com o que ela deixa, ou então que fiquemos mais malandros.
Rolar até ferir, pelo ar e mar exaustos; até os suplícios, pelo silêncio do ar e das águas mortais; até as torturas que riem, em seu silêncio atrozmente encrespado.

* este poema está em Illuminations (painted plates), com tradução de Rodrigo Garcia Lopes e Maurício Arruda Mendonça.

domingo, abril 27

Mari

Ela era minha amiga das antigas. Amizade mesmo. Falava tudo pra ela. Minhas paixões, o platonismo, o que lia, dividiamos livros, maconha,  filme, assistiamos filme, só não fudiamos até então. Sim, foi num certo dia deu na veneta dela que queria fuder comigo. Soube que tava bem triste. Algum amigo em cumum me contou. Fui lá ver se fazia tirar um sorrisso do rosto dela. Coisa que fazia com minhas piadas malucas que se amarrava em altas gargalhadas. Mas sua cara tava um desastre de solidão. Fazia tempo que tava no total tédio e sem fuder e eu tava solteiro e um tempinho também sem fuder. Nunca senti tesão por ela. Mas sacava que ela sentia tesão por mim porque uma vez me deu um poema que falava do meu peito com creme escorrendo e ela lambia. Os pais dela tinham saido de casa. Eu e ela no sofá da sala e rolando algum programa ralado na tv.  Ela falou que queria fuder comigo, não sei se foi ao certo com essas palavras, enfim. Disse que queria tomar alguma coisa antes. Me trouxe cachaça da terra da adega do lado da tv e virei num gole só. O suficiente pra esquentar por dentro. Beijá-la e transarmos ali no sofá. Uma foda de fundo amistosa  e antidepressiva. Sair de lá me sentindo um bom rémedio. Ainda fudemos outras vezes depois disso. Soube que ela se casou outro dia. Conheci o cara e ele não foi com minha cara. Sei lá se ela falou algo de mim. Vou até ligar pra ela hoje saber como ela tá.

terça-feira, abril 22

A língua do P.

Meu peito apertado espreme minhas artérias.
E minhas artérias exprimem a dor que corre em meu sangue.
Pura expressão da confusão de pensamentos que me subtraem.
E diminuída de sanidade, reduzida ao fardo, sofro.
Sofrimento espremido, exprimido, extirpado e subtraído.

Se da transfusão do sangue que doei nada restou,
Se da minha pressão arterial multiplicam-se as tensões
Se da minha testa pesam todos
Se do caixote em que caibo sufocada não me abrem.

Por hoje sem alívio,

Apenas o sono dos injustos. 

sábado, abril 19

Bem feito ao Felipe Massa


O piloto Felipe Massa passou 12 anos na Ferrari, sendo 6 como piloto de testes e outros 6 como piloto titular, após a saída do Rubens Barrichello que conseguiu ser apenas a sombra do alemão Michael Schumacher e ser bem pago pra isso (de não competir e permitir que o alemão sempre ficasse na sua frente ou o ultrapassasse), quem não lembra do GP (Grande Prêmio) da Áustria em 2002 (espero não estar enganado) o piloto brasileiro estava na liderança ao longo da corrida na frente  do alemão e na última volta a poucos metros de chegar na largada final e garantir a vitória, ele recebe ordens da escuderia italiana (Ferrari) para permitir a ultrapassagem do Schumacher? Um dos maiores vexames ocorridos na competição que causou a revolta dos outros pilotos e as escuderias a Michael Schumacher e a Ferrari, e solidários ao Rubens Barrichello.

O Felipe Massa com todo esse ocorrido, no inicio foi tratado realmente como piloto com direito de competir de forma igual ao parceiro de equipe, o finlandês Kimi Raikkonen (piloto que substituiu o Michael Schumacher após a aposentadoria).

Os dois pilotos nunca foram campeões mundiais, isso contribuiu o direito de competir na busca pelo titulo, o ano de 2007 o Kimi Raikkonen foi campeão na Fórmula 1, e na última corrida (que ocorreu no Brasil em Interlagos, São Paulo – SP ) como o Felipe não tinha chances nenhuma de ganhar, ele abriu mão de ganhar a corrida dentro de casa pra favorecer o seu parceiro da escuderia.

Até aí nada demais, o jogo de equipes é válido porque não existe prejuízo a ambos pilotos dependendo da situação, e no ano seguinte (2008) foi a vez do Kimi Raikkonen em ajudar o Felipe Massa porque o primeiro não tinha mais chances de lutar pelo título na temporada, enquanto a segundo estava lutando e disputado com o outro piloto, o inglês Lewis Hamilton (primeiro negro e mais jovem piloto a se tornar campeão da competição aos 22 anos).

A disputa pelo titulo ocorreu até a ultima corrida, no Grande Prêmio do Brasil em Interlagos, São Paulo – SP, com ajuda do Raikkonen o Massa venceu o GP que até aí garantiria o campeonato, entretanto, o inglês precisava chegar no mínimo na quinta colocação da corrida para garantir o título, e até a ultima curva antes de chegar o fim da carrega, e de forma milagrosa (ou misteriosa) ele conseguiu a ultrapassagem sobre o piloto alemão Timo Glock, chegando em quinta lugar e com o somatório dos pontos ao longo da temporada, garantiu o título ao inglês mesmo com a vitória do brasileiro.

No ano seguinte (2009) as coisas começaram a mudar, principalmente com a chegada do piloto espanhol Fernando Alonso, bicampeão da competição com a escuderia Renault nos anos de 2005 e 2006, chegou para substituir o finlandês Kimi Raikkonen que havia saído da competição, e a Ferrari já não conquistava o campeonato da Fórmula 1 desde o último título do alemão Michael Schumacher (2004), o Alonso veio como promessa de dar títulos como piloto e também dos construtores, para retomar a hegemonia que pendurou nos anos do Schumacher quando pilotava.

É daí que veio o problema, o Felipe Massa perto do Fernando Alonso é uma espécie de segundo piloto pelo fato de não ter conquistado o campeonato da competição, e o segundo foi contratado a peso de ouro com a promessa de títulos para a escuderia.

Rubens Barrichello quando saiu da Ferrari e o Felipe Massa assumiu o seu lugar, o Rubinho deu uma declaração meio que polemica ao afirmar que o Massa não teria muito espaço na escuderia italiana se houver pilotos melhores que ele com o currículo de ter sido campeão, a imprensa não deu muita atenção para a declaração, e interpretou como inveja do brasileiro que passou anos na escuderia e não ter conseguido o campeonato.

E para complicar ainda mais a vida do Felipe Massa, no mesmo ano de 2009 no GP da Hungria (espero não estar enganado) o piloto é atingido por uma mola que se soltou no motor do carro que estava a sua frente, que por coincidência é do outro brasileiro, o Rubens Barrichello, que estava na outra escuderia, com os carros em movimento e de altíssima velocidade acima de 250 km/h a 300 km/h, a mola quando se soltou atingiu o capacete do Massa na região que fica os olhos do piloto numa velocidade acima de uma bala quando é disparado, causando o acidente em que o piloto poderia morrer se não fosse à resistência do capacete a impactos, mas ficou meses fora da competição para se recuperar.
Nesse intervalo, o Fernando acumulou vitorias e estava competindo pelo titulo da temporada, fazendo a Ferrari trabalhar exclusivamente para si por essa meta, quando Massa voltou a pilotar pra escuderia, começou uma série de lambanças que prejudicaram o piloto nas pistas, mostrando uma clara diferenciação dele com o piloto espanhol.

A demonstração estava as claras para todos que acompanha as corridas ao longo do ano, mas o Massa preferiu o silêncio, a omissão e aceitar tudo passivamente, e vale ressaltar que os dois pilotos não se entendem, quando o Alonso estava na Mclaren e o Massa na Ferrari, os dois protagonizaram umas das discussões mais acirrada fora das pistas, um acusando o outro por deslealdade, isso ocorreu justamente no ano de 2008 quando Massa estava brigando pelo título contra o companheiro do espanhol, o inglês Lewis Hamilton.

A Ferrari obviamente sem nenhuma sombra de dúvida, não se importou da desavença existente entre os dois pilotos, ficando claro para a escuderia que um seria privilegiado e o outro o mero coadjuvante, foram quatros anos perdidos para o Felipe Massa, promessa de ser o grande piloto assim como Rubens Barrichello, ofuscado por interesses mesquinhos da escuderia.
Quem é amante do automobilismo e viu grandes disputas entre Airton Senna e o francês Alain Prost que pertenceram a mesma escuderia no final da década de 1980 e início dos anos 1990, a Mclaren, e inimigos dentro e fora das pistas em que os dois chegaram a protagonizar brigas e discussões tanto dentro quanto fora, se revolta com o tratamento dado pela Ferrari aos pilotos brasileiros.
E mais revoltante ainda é que tanto o Rubens quanto o Felipe, preferiram o silencio a bater de frente com os dirigentes da escuderia contra o desrespeito, mas não duvido que os dois foram muito bem pagos para ficarem calados e serem tratados como segundo piloto, nessas horas eu me lembro de um piloto que teve uma passagem muito breve na fórmula 1, que é pouquíssimo lembrado até mesmo por admiradores do automobilismo. 

O colombiano Juan Pablo Montoya, que correu pela Willians nos anos 2000 no período de hegemonia da Ferrari e do alemão Michael Schumacher, ele não foi de fato um grande piloto até porque a Willians estava já em decadência e havia perdido a hegemonia desde a última conquista em 1997 com o canadense Jacques Villeneuve, mas chamava atenção dos demais pilotos e as escuderias pela ousadia, não tinha medo de correr e fazer ultrapassagens em curvas fechadas ou até mesmo consideradas impossíveis.

E chamou atenção de nada mais e nada menos que a Ferrari, manifestou publicamente o interesse de fazer um contrato futuramente até a próxima temporada no lugar do Rubinho Barrichello, aí o colombiano se manifestou ao interesse da escuderia italiana com a seguinte declaração:

“Irei para a Ferrari com uma condição: desde que eu vá competir de igual com o Michael Schumacher”
Após essa declaração, a Ferrari não deu mais nenhuma manifestação de fazer o contrato futuramente com o piloto e se recusou de comentar a declaração dada pelo piloto impondo as condições, dentro das pistas o Juan Pablo Montoya não foi o grande piloto, mas foi grande fora dele ao não se submeter aos caprichos mesquinhos e nojentos da escuderia.
Atitude esta deve servir de exemplo para muitos pilotos, coisa que o Felipe Massa preferiu não seguir, perdeu quatro anos de sua vida como profissional e se tornar realmente não como promessa, mas sucessor do Airton Senna, Nelson Piquet e outros grandes pilotos daquela geração.
Este ano o Massa foi para a Willians, considerado o recomeço na vida do piloto quando a Ferrari decidiu não mais renovar o contrato, e contratar o outro campeão, o finlandês Kimi Raikkonen, muito bem feito para o piloto que ficou esses anos calado sem fazer uma declaração sequer contra os caprichos dado somente a um único piloto, no caso, o Fernando Alonso.

A contratação do Kimi Raikkonen foi uma demonstração de que a Ferrari quer ser campeã nesta temporada 2014 independente quem seja o piloto, que tanto ele e o Alonso irão medir forças nas pistas pelo título, que até o momento a Ferrari não se manifestou de querer beneficiar um deles.

Até porque ao contrário do Massa e do Barrichello, o Raikkonen é explosivo e não aceita caprichos desse tipo, e muito menos aceitará ser submetido ao papel de segundo piloto, e rola nos bastidores que os dois pilotos não tem uma relação nem mesmo tão cordial, e não será nenhum espanto ao longo da temporada haver uma briga dentro e fora dele envolvendo o Kimi Raikkonen e o Fernando Alonso.

O Felipe Massa deixou a Ferrari praticamente pelas portas dos fundos, assim também com o Barrichello, bem feito é pouco, seria bom que o Massa fosse banido na fórmula 1 e voltasse a correr o kart no fundo do quintal de sua casa, mas quem é amante do automobilismo, assim como eu, espero que seja não só o recomeço, como também que ele possa estar na disputa nesta temporada e quem sabe brigar pelo título.
Pois seria até bom para o Willians, porque há quase 20 anos a escuderia não ganha o campeonato de pilotos e nem de construtores, e que este ano seja um retorno triunfal para voltar ao cenário automobilístico e se tornar uma referencia de fato para os demais pilotos que sonham em ingressar na fórmula 1.

Menina fumando diamba na Janela


terça-feira, abril 15

A Monster House voltou.

E essa camisa aí?!
Muito grande?
Não, é feia mesmo. – viu um buraco que não percebi – Inda tá rasgada: além de feia, não presta. – amigo é pra essas coisas.
E eu tinha ido na casa daquele filho da puta pra ver como ele tava. O pai dele tentou matá-lo. Em uma das brigas, empurrou-o para fora do carro em movimento. Mas antes, devo contextualizá-los:
Havia um lugar chamado Moster House. Casa que Ronaldo, o sacana que zoou minha camisa, recebeu por herança da mãe, que falecera quando ele tinha uns doze anos. Os pais eram divorciados, a casa ficou pro filho. O lugar era o nosso paraíso. Lá não havia derrotados, não havia “mundo lá fora”, não havia expectativas, deuses, demônios, prédios, carros... até a falta de mulheres era superada – em certa medida. O paraíso da nossa turma (jovens, bêbados, suficientemente inteligentes, talentosos e desperdiçadores de vidas que ninguém sentiria falta). Capaz de em nossos velórios irmos apenas nós, os pais iriam só por serem pais. Já deveríamos ter saído das casas deles, mas a vida não quis. Espero que “AINDA não quis”, ninguém quer ficar lá pra sempre. Eles pensam que gostamos mesmo daquilo. Porém tiramos nossas mentes de lá bem antes dos jovens que saem bem sucedidos, embora nossos corpos continuem ali.
Eu, particularmente, tenho certa raiva dos meus pais. Me colocaram no mundo sem nem um tipo de planejamento. Não tinham condições financeiras nem mentais para terem filhos – dessas duas, a única possível de alcançar é a financeira. E depois, simplesmente, exigem que a gente vença o mundo lá fora, que sejamos verdadeiros protagonistas de romances burgueses. NÃO, pais! Nós odiamos isto tudo, e não temos a menor vontade de levantar nenhum prédio, de construir nenhuma ponte, de defender nenhum político ou pai de família, de lecionar pra nenhuma criança, de criar nenhum software... o que queremos é dormir, dormir e acordar com um beijo de uma bela jovem, e viver ali, dentro daquela bolha, até sentirmos vontade de sair para respirar algum ar, poluído ou não, e depois pensaremos o que faremos. Poderíamos até dar aulas para crianças.
Então tinha a Monster. Lá bebíamos, compúnhamos músicas, escrevíamos poemas, raramente levávamos mulheres – mais levávamos! –, conversávamos e fazíamos projetos que pensávamos de verdade realizar. Era mais virtuoso que estar na câmara dos deputados. Mas ninguém vê por esse lado.
Então Ronaldo perdeu o emprego. Sempre perdia os empregos, mas logo arranjava outro, e ficava o tempo que dava; muitos eram contratos provisórios. Mas desta vez não foi fácil encontrar outro. Tentou. Em três meses, a situação ficou insustentável. Faltou grana até pra comida. Teve que ir pra casa do pai. O pai é um grandessíssimo filho da puta. Uma vez tentou matar um de nós atropelado. Sorte dele que não conseguiu. Nos viu andando na rua e jogou o carro pra cima de nós.
Galera -- disse Ronaldo --, sei que vocês têm direito de prestar queixa... mas peço que não façam. Ele não tá bem da cabeça, não.
Relaxa, brother, a gente nem gosta de polícia.
É um ser truculento, bruto, bestial, daria um bom PM. Acho que nem terminou o fundamental, e, se terminou, garanto que não consegue redigir um texto. Uma vez chamou o próprio pai de analfabeto. Como se ele fosse o próprio Pessoa! Ao menos o velhinho não teve oportunidade de estudar. E ele, que teve e é um analfabeto funcional?!
As brigas eram todo dia. Sempre por culpa do pai. Sem defender nosso amigo... mas o cara não é de confusão. É capaz de ficar num quarto por horas e você nem saber que estava na casa. Quieto. Ia atrás de emprego. Queria, mais que o pai, sair dali.
Mas o bestial pai é, claro, um frustrado. Não sabe que é um frustrado, pois não reflete pra chegar a essa conclusão. Mas vê, pelo menos, que é um derrotado dentro da sociedade de consumo, e não suporta a idéia. Desconta em cima do filho, que fica quieto até certo ponto, depois devolve alguns palavrões. Quem condenaria alguém por devolver um palavrão?
A Monster House ficou fechada por dois meses, e sempre que passávamos em frente, dava um aperto no coração. Sentíamos que a casa tinha vida própria, que sentia nossa falta; ela também era uma derrotada perto das vizinhas. Mas suas portas estavam fechadas. Pulei uma vez o muro pra dormir lá, depois de ficar numa festa e perder o horário do último ônibus. Fiquei bêbado demais pra tentar outra coisa. Pareci criança que sofre uma queda e corre imediatamente pros braços da mãe. Pulei o muro.
Tu não ficou com medo do vigilante te dar um tiro? – perguntou Eduardo, um dos nossos.
Ele não recebe dinheiro pra vigiar aquela casa – disse Ronaldo.
E se o cara entrasse pra pular o muro da casa vizinha?
A única maneira de alguém levar alguma coisa pulando a Monster. – baguncei.
Imagino a reação dos vizinhos vendo um ladrão pular a Monster: “Liga pra polícia, que tão vindo pra cá!”
Seus filhos da puta. Agora, sem molecagem: tu deu sorte.
Estamos sempre dando.
Tu dá sozinho – mas a piada foi de baixo nível e quase ninguém riu.

SÁI DO MEU CARRO, FILHO DA PUTA! – abriu a porta e empurrou o moleque.
Eu não volto mais praquela porra!
Não é pra voltar mesmo, não.
Eu tenho casa.
Tu vai comer as paredes?! – o moleque saiu andando.

Eduardo me ligou.
Ei, cara, a Monster House voltou.
O que aconteceu?
Vem pra cá que a gente te conta.

Aí ele falou: “Tu vai comer as parede?!” – bebemos.
No dia seguinte levei dez reais e Eduardo levou vinte. E Ronaldo comeu salsicha, calabresa, bacon, ovos e uma farofa que já vem pronta.