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quarta-feira, novembro 11

Juan Carlos Osorio: O profissional no mundo semiamador, personalista e centralizador do futebol brasileiro

 
Juan Carlos Osorio, técnico colombiano com larga experiência no futebol como jogador, ganhou destaque por ter se graduado técnico e pós-graduado em Ciência do Futebol da Universidade de Liverpool, começou a carreira como assistente num clube nos Estados Unidos e do Manchester City – Inglaterra até se tornar treinador por alguns clubes da Colômbia e dos EUA, até ser contratado pelo São Paulo Futebol Clube como grande aposta que poderia mudar o perfil do futebol brasileiro.

O agora ex-técnico do São Paulo, é um acadêmico e profissional no mundo futebolístico em que o profissionalismo ainda caminha a passos lentos no Brasil, e o clube paulista durante muitos anos foi referência e modelo de gestão para outros clubes brasileiros. E porque Juan Carlos não deu certo?

Foram vários fatores que contribuiram para a saída do treinador no clube, uma delas foi a crise interna entre os dirigentes que há tempo vinha ocorrendo que só agora veio à tona quando o presidente Carlos Miguel Aidar demitiu toda a diretoria, que estava interferindo diretamente no trabalho do treinador com os jogadores.

Outro fator que contribuiu para a saída do treinador foi a sua chegada ao clube em junho, com o campeonato brasileiro em andamento, substituindo o Murici Ramalho que ficou no comando do time há pouco mais de um ano.

Há uma aversão dos jogadores brasileiros aos treinadores estrangeiros quando estes atuam no Brasil, porque o profissionalismo no futebol fora do Brasil é bem levado a sério, e os jogadores quando atuam aqui não gostam do comprometimento.

E além do mais, o Juan Carlos não é muito conhecido no Brasil, e os jogadores do São Paulo não conhecem a sua filosofia de trabalho e o profissionalismo, dificultando o relacionamento com alguns jogadores que não assimilaram o treinador.

Ao assumir o comando do time com o campeonato em andamento, foi também o fator primordial para a não permanência do Juan Carlos, planejamento é uma palavra que passou a fazer parte do dicionário de todos os dirigentes que comandam os principais clubes do país.

No Brasil ainda prevalece a tradição ultrapassada de que o treinador permanece no cargo por jogo/rodada, se houver três derrotas consecutivas a demissão é quase certa, trocar de treinador é mesmo que trocar de camisa todos os dias, são raros treinadores que permanecem mais de um ano no mesmo clube.

O ideal era Juan Carlos Osorio assumir o clube no início da temporada, porque conheceria melhor os jogadores e implantar a sua filosofia de trabalho e futebolístico, ao assumir o campeonato em andamento e substituindo o antecessor (Murici Ramalho) se torna bem difícil implantar o seu trabalho e conhecer os jogadores, daí os conflitos se tornam inevitáveis.

A nova geração de técnicos que vem comandando os clubes está levando cada vez mais a sério a função, e exigem uma série de requisitos antes de ocuparem os cargos, uma delas é o tempo de contrato, liberdade de escalar e barrar jogadores e implantar a sua filosofia de trabalho e futebolístico.

Após o desastre da seleção brasileira de futebol na copa do mundo de 2014 no Brasil, em que levou de 7 a 1 da Alemanha e acabou sagrando-se campeã do mundo, veio à tona uma série de denúncias na parte administrativa, e as palavras gestão e planejamento entraram de vez no dicionário do futebol e dos dirigentes.

O futebol brasileiro vem passando por uma crise que vem desde a copa do mundo e a goleada sofrida pela seleção em pleno estádio Mineirão em Belo Horizonte – MG, a crise não é falta de jogadores porque o Brasil é o país que mais revela jogadores e exporta estes para o sonhado mercado europeu e nos países em ascensão da modalidade como a China, em que o futebol não é popular, mas os dirigentes estão investindo em milhões em seus clubes e contratando os brasileiros.

Com a crise futebolística, os treinadores passaram a ter mais atenção pelos dirigentes, principalmente no fim e início de temporada, não se contrata jogador sem antes de contratar um bom técnico, o Sport Clube Corinthians Paulista é a prova, no fim da temporada no ano passado trouxe de volta o Tite, o clube fez ótima campanha no campeonato paulista e na primeira fase de grupo na libertadores, mas foi eliminado na semifinal e na fase de mata-mata no paulistão e libertadores da América respectivamente.

Tite naturalmente seria demitido, mas foi mantido e o clube até o momento é líder do campeonato brasileiro com oito pontos à frente do segundo colocado, o Atlético–MG na 31° rodada, a permanência do treinador é um dos motivos pelo sucesso do clube paulista até o momento no campeonato.

O futebol mundial avançou e o Brasil não está acompanhando essa evolução, não basta mais ter apenas bons jogadores, gestão e planejamento são essenciais para o clube obter conquistas dentro de campo, os clubes europeus são exemplos de planejamento, especialmente o Bayen de Munique (Alemanha), Real Madrid (Espanha) e Barcelona (Espanha).

Enquanto no Brasil, o rebaixamento de alguns clubes grandes da Série A para a Série B são exemplos de má gestão, o Clube de Regatas Vasco da Gama é a grande prova, dois rebaixamentos em cinco anos e este ano está lutando para não cair, sendo que ano passado estava disputando a segunda divisão e ficou na terceira colocação das quatro vagas de acesso.

Eurico Miranda comandou o Vasco com mãos de ferro no primeiro mandato antes do Roberto Dinamite, que foi marcado por desafeto com jogadores e ex-jogadores como Juninho Pernambucano e Edmundo, outros dirigentes como Ricardo Teixeira ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e com a família Marinho proprietária da Rede Globo.

As desavenças prejudicaram o clube que acumulou dívidas, penhora de bens na justiça, rescisão de contrato também na justiça, boicote de grandes patrocinadores e também de jogadores e técnicos que se recusaram a jogar por causa do autoritarismo do Eurico.

Roberto Dinamite quando assumiu a presidência, tentou fazer diferente do seu antecessor, mas o estrago causado e a sua nova filosofia de trabalho como presidente cercado por dirigentes de outros clubes, instituições e entidades corruptas acabaram não dando completamente certo, apesar da conquista da Copa do Brasil e o vice-campeonato brasileiro em 2011, mas o rebaixamento em 2008 e 2013 fracassou a sua gestão e manchou a sua história no Vasco, pois como jogador tem uma belíssima história pelo clube.

Clube de Regatas Vasco da Gama que tem uma linda história de causar inveja a outros clubes e rivais inclusive, a de inserir negros, mestiços, operários e analfabetos numa época que a modalidade esportiva (futebol) era praticado exclusivamente pela elite branca, e foi perseguido pelas ligas comandados por clubes da elite, teve o presidente José Cândido de Araújo nos anos de 1904 e 1905, o primeiro negro a presidir uma instituição em que a escravidão havia sido abolida há menos de 20 anos, com o racismo e a manutenção das relações escravocratas no âmbito étnico e racial bastante evidentes.

E o clube não foi fundado na zona sul, o reduto domiciliar das elites da cidade do Rio de Janeiro, foi fundado no bairro popular de São Cristóvão que fica até hoje a sua sede, contudo, está tomado por facções políticas internas que vai de sócio torcedores, conselheiros a diretoria (incluindo a presidência), e estes estão levando o clube a um fundo do poço sem fim.

E para complicar ainda mais, em vez de renovarem a diretoria na última eleição, optaram pelo retorno do Eurico Miranda, no momento que o futebol brasileiro clama por mudanças, trazem de volta o coronel que tem também parcela de responsabilidade pela crise que o clube atravessa há anos.

Resultado da desastrosa gestão do Roberto Dinamite que o Vasco foi rebaixado duas vezes em cinco anos, a sua nova política foi atrapalhada por grupos de oposição dentro do clube dentre eles liderado pelo próprio Eurico que acabou atrapalhando o clube que se refletiu dentro de campo.

O futebol brasileiro está passando por processo de verticalização que só irá aumentar ainda mais a crise no futebol brasileiro, estão criando a liga sul-minas-rio para enfraquecer cada vez mais os estaduais, levando os clubes pequenos a beira da falência.

Preços dos ingressos nos estádios que sediaram a copa são caros, a prova disso é o próprio Maracanã, perdeu a sua essência de estádio após a longa reforma, nunca mais o estádio pegou lotação máxima, acabando com os geraldinos que ocupavam em massa a parte geral do estádio que fica atrás das traves, setor mais barato e também desprivilegiado por aqueles que ficam em camarote ou cadeiras.

Não será espanto algum o Brasil pela primeira vez da sua história não se classificar para disputar a copa do mundo, os escândalos de corrupção da FIFA (Federação Internacional de Futebol e Associações) acertou em cheio o futebol brasileiro com a prisão do ex-presidente da CBF José Maria Marin, sendo que há anos a entidade vem sendo alvo de denúncias.

Aqui no Brasil nenhum treinador como Juan Carlos Osorio ou até mesmo o Pepe Guardiola considerado o melhor técnico do mundo na atualidade daria certo comandar um clube ou a própria seleção aqui no país, porque organização e planejamento fazem parte no futebol europeu, ao contrário no Brasil.

Os jogadores e treinadores não prestigiam o futebol no Brasil, há uma diferença de jogadores brasileiros serem valorizados no exterior ao futebol em si no Brasil que dificilmente viriam para cá sabendo da realidade dos clubes e da forma como os dirigentes atuam.

sábado, abril 19

Bem feito ao Felipe Massa


O piloto Felipe Massa passou 12 anos na Ferrari, sendo 6 como piloto de testes e outros 6 como piloto titular, após a saída do Rubens Barrichello que conseguiu ser apenas a sombra do alemão Michael Schumacher e ser bem pago pra isso (de não competir e permitir que o alemão sempre ficasse na sua frente ou o ultrapassasse), quem não lembra do GP (Grande Prêmio) da Áustria em 2002 (espero não estar enganado) o piloto brasileiro estava na liderança ao longo da corrida na frente  do alemão e na última volta a poucos metros de chegar na largada final e garantir a vitória, ele recebe ordens da escuderia italiana (Ferrari) para permitir a ultrapassagem do Schumacher? Um dos maiores vexames ocorridos na competição que causou a revolta dos outros pilotos e as escuderias a Michael Schumacher e a Ferrari, e solidários ao Rubens Barrichello.

O Felipe Massa com todo esse ocorrido, no inicio foi tratado realmente como piloto com direito de competir de forma igual ao parceiro de equipe, o finlandês Kimi Raikkonen (piloto que substituiu o Michael Schumacher após a aposentadoria).

Os dois pilotos nunca foram campeões mundiais, isso contribuiu o direito de competir na busca pelo titulo, o ano de 2007 o Kimi Raikkonen foi campeão na Fórmula 1, e na última corrida (que ocorreu no Brasil em Interlagos, São Paulo – SP ) como o Felipe não tinha chances nenhuma de ganhar, ele abriu mão de ganhar a corrida dentro de casa pra favorecer o seu parceiro da escuderia.

Até aí nada demais, o jogo de equipes é válido porque não existe prejuízo a ambos pilotos dependendo da situação, e no ano seguinte (2008) foi a vez do Kimi Raikkonen em ajudar o Felipe Massa porque o primeiro não tinha mais chances de lutar pelo título na temporada, enquanto a segundo estava lutando e disputado com o outro piloto, o inglês Lewis Hamilton (primeiro negro e mais jovem piloto a se tornar campeão da competição aos 22 anos).

A disputa pelo titulo ocorreu até a ultima corrida, no Grande Prêmio do Brasil em Interlagos, São Paulo – SP, com ajuda do Raikkonen o Massa venceu o GP que até aí garantiria o campeonato, entretanto, o inglês precisava chegar no mínimo na quinta colocação da corrida para garantir o título, e até a ultima curva antes de chegar o fim da carrega, e de forma milagrosa (ou misteriosa) ele conseguiu a ultrapassagem sobre o piloto alemão Timo Glock, chegando em quinta lugar e com o somatório dos pontos ao longo da temporada, garantiu o título ao inglês mesmo com a vitória do brasileiro.

No ano seguinte (2009) as coisas começaram a mudar, principalmente com a chegada do piloto espanhol Fernando Alonso, bicampeão da competição com a escuderia Renault nos anos de 2005 e 2006, chegou para substituir o finlandês Kimi Raikkonen que havia saído da competição, e a Ferrari já não conquistava o campeonato da Fórmula 1 desde o último título do alemão Michael Schumacher (2004), o Alonso veio como promessa de dar títulos como piloto e também dos construtores, para retomar a hegemonia que pendurou nos anos do Schumacher quando pilotava.

É daí que veio o problema, o Felipe Massa perto do Fernando Alonso é uma espécie de segundo piloto pelo fato de não ter conquistado o campeonato da competição, e o segundo foi contratado a peso de ouro com a promessa de títulos para a escuderia.

Rubens Barrichello quando saiu da Ferrari e o Felipe Massa assumiu o seu lugar, o Rubinho deu uma declaração meio que polemica ao afirmar que o Massa não teria muito espaço na escuderia italiana se houver pilotos melhores que ele com o currículo de ter sido campeão, a imprensa não deu muita atenção para a declaração, e interpretou como inveja do brasileiro que passou anos na escuderia e não ter conseguido o campeonato.

E para complicar ainda mais a vida do Felipe Massa, no mesmo ano de 2009 no GP da Hungria (espero não estar enganado) o piloto é atingido por uma mola que se soltou no motor do carro que estava a sua frente, que por coincidência é do outro brasileiro, o Rubens Barrichello, que estava na outra escuderia, com os carros em movimento e de altíssima velocidade acima de 250 km/h a 300 km/h, a mola quando se soltou atingiu o capacete do Massa na região que fica os olhos do piloto numa velocidade acima de uma bala quando é disparado, causando o acidente em que o piloto poderia morrer se não fosse à resistência do capacete a impactos, mas ficou meses fora da competição para se recuperar.
Nesse intervalo, o Fernando acumulou vitorias e estava competindo pelo titulo da temporada, fazendo a Ferrari trabalhar exclusivamente para si por essa meta, quando Massa voltou a pilotar pra escuderia, começou uma série de lambanças que prejudicaram o piloto nas pistas, mostrando uma clara diferenciação dele com o piloto espanhol.

A demonstração estava as claras para todos que acompanha as corridas ao longo do ano, mas o Massa preferiu o silêncio, a omissão e aceitar tudo passivamente, e vale ressaltar que os dois pilotos não se entendem, quando o Alonso estava na Mclaren e o Massa na Ferrari, os dois protagonizaram umas das discussões mais acirrada fora das pistas, um acusando o outro por deslealdade, isso ocorreu justamente no ano de 2008 quando Massa estava brigando pelo título contra o companheiro do espanhol, o inglês Lewis Hamilton.

A Ferrari obviamente sem nenhuma sombra de dúvida, não se importou da desavença existente entre os dois pilotos, ficando claro para a escuderia que um seria privilegiado e o outro o mero coadjuvante, foram quatros anos perdidos para o Felipe Massa, promessa de ser o grande piloto assim como Rubens Barrichello, ofuscado por interesses mesquinhos da escuderia.
Quem é amante do automobilismo e viu grandes disputas entre Airton Senna e o francês Alain Prost que pertenceram a mesma escuderia no final da década de 1980 e início dos anos 1990, a Mclaren, e inimigos dentro e fora das pistas em que os dois chegaram a protagonizar brigas e discussões tanto dentro quanto fora, se revolta com o tratamento dado pela Ferrari aos pilotos brasileiros.
E mais revoltante ainda é que tanto o Rubens quanto o Felipe, preferiram o silencio a bater de frente com os dirigentes da escuderia contra o desrespeito, mas não duvido que os dois foram muito bem pagos para ficarem calados e serem tratados como segundo piloto, nessas horas eu me lembro de um piloto que teve uma passagem muito breve na fórmula 1, que é pouquíssimo lembrado até mesmo por admiradores do automobilismo. 

O colombiano Juan Pablo Montoya, que correu pela Willians nos anos 2000 no período de hegemonia da Ferrari e do alemão Michael Schumacher, ele não foi de fato um grande piloto até porque a Willians estava já em decadência e havia perdido a hegemonia desde a última conquista em 1997 com o canadense Jacques Villeneuve, mas chamava atenção dos demais pilotos e as escuderias pela ousadia, não tinha medo de correr e fazer ultrapassagens em curvas fechadas ou até mesmo consideradas impossíveis.

E chamou atenção de nada mais e nada menos que a Ferrari, manifestou publicamente o interesse de fazer um contrato futuramente até a próxima temporada no lugar do Rubinho Barrichello, aí o colombiano se manifestou ao interesse da escuderia italiana com a seguinte declaração:

“Irei para a Ferrari com uma condição: desde que eu vá competir de igual com o Michael Schumacher”
Após essa declaração, a Ferrari não deu mais nenhuma manifestação de fazer o contrato futuramente com o piloto e se recusou de comentar a declaração dada pelo piloto impondo as condições, dentro das pistas o Juan Pablo Montoya não foi o grande piloto, mas foi grande fora dele ao não se submeter aos caprichos mesquinhos e nojentos da escuderia.
Atitude esta deve servir de exemplo para muitos pilotos, coisa que o Felipe Massa preferiu não seguir, perdeu quatro anos de sua vida como profissional e se tornar realmente não como promessa, mas sucessor do Airton Senna, Nelson Piquet e outros grandes pilotos daquela geração.
Este ano o Massa foi para a Willians, considerado o recomeço na vida do piloto quando a Ferrari decidiu não mais renovar o contrato, e contratar o outro campeão, o finlandês Kimi Raikkonen, muito bem feito para o piloto que ficou esses anos calado sem fazer uma declaração sequer contra os caprichos dado somente a um único piloto, no caso, o Fernando Alonso.

A contratação do Kimi Raikkonen foi uma demonstração de que a Ferrari quer ser campeã nesta temporada 2014 independente quem seja o piloto, que tanto ele e o Alonso irão medir forças nas pistas pelo título, que até o momento a Ferrari não se manifestou de querer beneficiar um deles.

Até porque ao contrário do Massa e do Barrichello, o Raikkonen é explosivo e não aceita caprichos desse tipo, e muito menos aceitará ser submetido ao papel de segundo piloto, e rola nos bastidores que os dois pilotos não tem uma relação nem mesmo tão cordial, e não será nenhum espanto ao longo da temporada haver uma briga dentro e fora dele envolvendo o Kimi Raikkonen e o Fernando Alonso.

O Felipe Massa deixou a Ferrari praticamente pelas portas dos fundos, assim também com o Barrichello, bem feito é pouco, seria bom que o Massa fosse banido na fórmula 1 e voltasse a correr o kart no fundo do quintal de sua casa, mas quem é amante do automobilismo, assim como eu, espero que seja não só o recomeço, como também que ele possa estar na disputa nesta temporada e quem sabe brigar pelo título.
Pois seria até bom para o Willians, porque há quase 20 anos a escuderia não ganha o campeonato de pilotos e nem de construtores, e que este ano seja um retorno triunfal para voltar ao cenário automobilístico e se tornar uma referencia de fato para os demais pilotos que sonham em ingressar na fórmula 1.

sábado, dezembro 1

Fim da influencia corintiana e o retorno ao narcisismo.



Após o título do Super-Clássico das Américas, o técnico Mano Meneses foi demitido da seleção brasileira, o que pra mim foi inesperado em virtude de já começar a montar o time ideal para a Copa das Confederações e a Copa 2014. Mano era pra ser demitido após a perda do ouro no olímpico de Londres.

O desempenho na seleção deixa a desejar, porque nos amistosos com grandes seleções, o Brasil perdeu principalmente para Argentina com direito a 3 gols do Lionel Messi, mas a seleção já estava começando a ganhar identidade. Principalmente com o retorno do Kaká para reforçar o meio campo no lado do Oscar. E daí de uma forma inesperada, mas já previsto por muitos, a sua queda e o retorno do Luís Felipe Scolari como técnico e Carlos Alberto Parreira como coordenador técnico respectivamente.

Há poucos dias antes do anuncio do novo técnico, Pep Guardiola revelou o desejo de treinar a seleção brasileira, nas redes sociais houve uma campanha para que ele assumisse. Mas por patriotismo de chuteiras, não foi contratado pelo presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Pra mim não haveria nada demais se ele fosse contratado, eu até queria por sinal, como forma de experimentar o perfil estrangeiro na seleção e romper esse paradigma que persiste na entidade de querer apenas brasileiros.

Até porque é sonho de todo treinador estrangeiro treinar uma seleção 5 vezes campeão do mundo, único a participar em todas as copas, ter o campeonato brasileiro entre os mais competitivos do mundo, ter os melhores jogadores do mundo, por mais revelar e exportar jogadores entre todas as demais seleções. E também por ter o maior número de brasileiros que estão atuando inclusive em outras seleções devido à naturalização destes.

O Guardiola como todos os treinadores europeus, levam a risca o esquema tático, fez o excelente trabalho no Barcelona e poderia também fazer pela seleção brasileira. Porque?
Ele iria fazer o mesmo esquema e estilo de jogo que foi aplicado no Barcelona e na seleção espanhola, porque o Brasil tem jogadores qualificados para o mesmo esquema. Enganam-se quem achar que a Espanha é criadora desse estilo de jogo com o toque e domínio da bola, quem criou foi justamente o Brasil na copa de 1970 no México que conquistou o tri-campeonato mundial.


segunda-feira, maio 21

Fundo Do Poço sem FIM



O Moto Club de São Luís, um dos mais tradicionais clubes de futebol no Estado do Maranhão, foi pela segunda vez rebaixado a 2º divisão do futebol maranhense em 3 anos (a 1º foi em 2009), o rebaixamento de um dos grandes clubes que já viveu os seus dias de glória e ter revelado grandes jogadores que se destacaram no futebol brasileiro e no exterior como Kleber Pereira por exemplo, é o retrato do futebol local ao longo destes anos.

O ex – presidente Alberto Ferreira que comandou a FMF (Federação Maranhense de Futebol) durante mais de 20 anos foi o grande responsável da falência do nosso futebol que afastou os torcedores nos estádios até mesmo nos dias de jogo, como Sampaio Correa e Moto, por exemplo, o maior clássico do estado.

segunda-feira, maio 14

A Volta do Automobilismo Competitivo



A FÓRMULA 1 que é maior e mais atraente campeonato de automobilismo do mundo, voltou a ser competitivo como antes com a vitória do piloto venezuelano Pastor Maldonado, o primeiro piloto de seu país (VENEZUELA) a ganhar um Grande Prêmio que foi realizado na Espanha hoje (13/05/2012).

Porque estou falando de corrida se eu gosto de futebol? Porque a F1 já foi muito popular no Brasil, quem na infância não lembra os dias de domingo assistirem as corridas torcendo pelo Ayrton Senna?  O Senna foi o grande contribuinte para a popularização do esporte elitista onde as massas passaram acompanhar pela TV e ser alvo de conversas em bares e esquinas no Brasil afora. Nem o Nelson Piquet que é tri-campeão da F1 (1981-1983-1987) na década de 1980 e Emerson Fittipaldi bi-campeão (1972-1974) na década de 1970 conseguiram despertar o interesse do povo pelo esporte. Senna, também tri-campeão (1988-1990-1991), obteve recordes e vitórias, se identificou com o povo brasileiro.