que o grito da floresta amazônica seja ouvido....grito dos homens e dos bichos, das mulheres e das plantas... chico mendesmatamento...irmã dorothyros... luís cláudio e maria do espírito santocaia... nenhuma bala se ouve agora, mas é tempo de desconfiar do silêncio
Elizeu Cardoso
quarta-feira, junho 8
terça-feira, junho 7
agradecimentos aos contribuintes
de fato o blog tem duas semanas e ja esta sendo bastante visto e comentado. Queria mesmo de cor agradecer a todos a qual estão contribuindo pro blog e lendo nossos textos. Um grande abraço e continuem escrevendo.
eliseu
luciene
igor
eduardo
alice
cris
marcio de campinas-sp (ta frio ae)
natam
e diego.
que timaço!
eliseu
luciene
igor
eduardo
alice
cris
marcio de campinas-sp (ta frio ae)
natam
e diego.
que timaço!
segunda-feira, junho 6
expediente
Parado no canto da repartição, entre uma golada de café e outra, lembro cá e acolá de alguma foda antiga. Repasso de cabeça a antologia das trepadas até que me falte a memória, e quando a lembrança demora a figurar o episódio, entremeio neste inventário as reminiscências dos filmes pornôs que já assisti... Entre uma xerocópia e outra, meu pau vai ficando duro. Pressiono os botões com os dedos molhados de saliva e se ninguém estivesse por perto, enfiava a língua ali mesmo.
Entre um gole e outro de qualquer coisa, a vida desce para as roupas intimas e lá reina como cafetina. Se pensamento fosse pecado, ah! Todo mundo ia pro inferno. Cá, da janela, abocanho a rua com os olhos. No semáforo, as buzinas gemem loucas e devassas; na pressa das sirenes, policiais e bombeiros sacramentam a urgência dos fetiches, e das paradas os ônibus seguem cheios de virilhas e bundas ensandecidas... Em casa, a imagem da santa parece perguntar se santo quer reza. Eu? Eu nem mais respondo.
Time is Money
Sentado numa feira em Camocim esperando a jardineira, um meio de transporte rústico (pra não dizer uma 4x4 dos antigos toda adaptada) cearense, em direção à praia de Jericoacoara (onde uma máfia de italianos movimenta a economia local vendendo pizzas e cocaína nos reustaurantes e promovem o turismo sexual das mulatas nativas fortalecendo o mercado ascendente das farmácias com propagandas de Viagra bem na porta).
Havia um grandalhão alemão também esperando comigo e acabamos trocando ideias em português. Falou de sua profissão que estava dando um volta pela América Latina que era economista num acento brusco. Deu uma hora e a jardineira nada de aparecer. Fui perguntar o que estava acontecendo para um homem alto negro e magro que trabalhava com o serviço de transporte (nos reconhecemos pelo nosso acento e o jeito peculiar da gente). Era um maranhense também só que em terras cearences. Sorrimos. disse que sentia saudades da ilha. Do reggae. Falamos do Sampaio, Moto Clube, e outras besteiras e acabei indo tomar um banho em sua casa conhecendo sua esposa e filhos e fumando um cigarrinho com ele. Deram duas, três horas e nada da jardineira. Mas enfim o porquê do atraso? E ele respondeu que era em razão de um defeito no motor da jardineira. E o alemão já tinha almoçado tirado fotos da feira, peixes, coisas exóticas, uma janela o mar e acho que da cidadizinha toda e começou a esbravejar no seu acento brusco pro maranhense:
“tempo é dinheiro”
“tempo é dinheiro”
Numa clara tradução do jargão time is money dos anglo-saxônicos que é utilizado por nossos brasileiros yuppies também. O maranhense ia e voltava e não sabia o que fazer. Tonto. Ligava pra oficina pro chefe pra deus e meu deus! Nada de a jardineira aparecer e o alemão continuou reclamando estufado cheio de protetor solar:
“tempo é dinheiro”
Eu já tava com raiva dele e perguntei se tinha lido algum escritor brasileiro ou latino americano. Ele disse que não. E num ímpeto tirei da mochila Eduardo Galeano. Mostrei pra ele e disse que era pra ele ler aquele cara. E que o Brasil era isso e fazia parte da nossa cultura o atraso e a hospitalidade e um bando de coisa. Não éramos britânicos poxa. O alemão se calou e não falou mais comigo. E o maranhense ainda disse injuriado: “Se tiver afim vai, senão fica ai! Porra.”. Aí o alemão gelou. Sujou a cueca. Diminui de tamanho. Devia ter visto o belíssimo pôr-do-sol e a pedra furada de Jericoacoara em alguns dos seus guias turísticos europeus. E saber também que brasileiros comentem assassinatos. Não podia perder esse passeio. E depois de mais um pouco de tempo a jardineira chegou e fomos embora com aquela besta deutsche.
Diego Pires
domingo, junho 5
Canastra
Por Eduardo Monteiro
Lembro que logo que ouvi o Canastra só pensei em uma palavra: “familiar, é um som muito familiar. Já ouvimos algo parecido em algum que não lembramos... mas. calma não falo de plágio, isso sim seria injusto. O Canastra é uma banda que consegue tocar jazz, surf music, e ritmos latinos com uma pegada bem brasileira. Destaque para “Chega de Falsas Promessas”, “Chevette Vermelho” e “Dois Dedos de Conhaque”. Plagiando a crítica poderia dizer que é “música antiga com uma pegada nova”, mas quem sou eu pra plagiar a crítica?
Esse é o cara
Esse, de terno e gravata, óculos escuros e uma semi-automática com silenciador, não é, ninguém mais, ninguém menos, que Gerald, que não é, nada mais, nada menos, que um agente secreto da Cia duro de matar, faro especial para o crime, incumbido, neste exato momento, de uma missão especial que, certamente, irá cumprir, pois, como sempre, está na pista certa, seguindo seus instintos hollywoodianos. Esse é o cara! Esse é o nosso homem de confiança, mas, infelizmente, ele acabou de morrer. De quê? de tiro. Tiro de quê? De escopeta? De quem? Ah sim! Esse sim, de terno gravata, óculos escuros, desmontado uma escopeta com mira, colocando-a numa caixa, no alto de prédio a quinhentos metros de distância do alvo, esse sim, é o cara. Assassino profissional. Sangue frio. Mata por encomenda. É, sem sombra de dúvidas, um anti-herói. Treinado no Iraque trabalha para uma associação que mata apenas pessoas corruptas, como o caso do falecido agente da Cia. Esse matador é, com certeza, o nosso herói, se não fosse o infortúnio de, ao sair do prédio, escorregar numa escada molhada e quebrar o pescoço na queda. Mas quem estava lavando a escada? Era um estranho faxineiro, uma pessoa aparentemente normal, mas, na verdade, um serial-killer. Homem frio. Vida dupla. Mata sem qualquer piedade, faz casaco de pele humana, come canela cozida e coleciona os olhos que arranca das vítimas, sempre mulheres entre trinta e quarenta anos, a idade em que sua foi assassinada. Esse é, com todos os indícios, o nosso personagem principal. Conflitos psicológicos. Órfão de pai. Teve a mãe morta e estuprada na frente de seus olhos. Já é o criminoso mais procurado do FBI, se não fosse vir ao óbito por uma infecção intestinal, devido ingestão de uma coxinha estragada. Mas quem vendeu o salgado? Foi senhor da lanchonete. Esse não vai morrer, exceto que canse a velhice, segue todo dia a mesma rotina, abre às 6:00, fecha às 20:00 e, se não ganhar na loteria, vai ter sempre a mesma vida. Esse é o cara! Esse é o nosso protagonista.
Igor Nascimento.
Assinar:
Postagens (Atom)