quinta-feira, setembro 25

Days of Abandon - O Terceiro Álbum do The Pains of Being Pure at Heart

 
O Indie Rock é o celeiro das melhores bandas da atualidade (ao menos para alguns). Inúmeros grupos desse cenário, que conta com gravadoras independentes, têm surgido nos últimos tempos. The Pains Of Being Pure at Heart é, sem dúvida, um belo exemplo de uma banda de Indie Rock. Formada em 2007 na cidade de Nova York pelo guitarrista (e vocalista) Kip Berman, pelo baterista Kurt Feldman, o baixista Alex Naidus e a tecladista Peggy Wang, The Pains (daqui por diante) lançou o álbum homônimo em 2009, que recebeu ótimos elogios pela imprensa especializada. O segundo álbum, Belong, de 2011 veio a confirmar a sonoridade que traz noise pop, shoegaze e rock alternativo. Apesar da saída de Peggy Wang e Alex Naidus, Kip Berman compôs uma nova leva de canções para o terceiro álbum, Days Of Abandon, que foi lançado recentemente em 2014 pelo selo Yebo Music. Com Days Of Abandon, Berman e companhia desfilam canções extremamente elegantes e melódicas.
Abrindo Days Of Abandon, temos "Art Smock" levada ao violão e teclados incipientes. Em seguida, a energética "Simple and Sure" dispara os versos confessionais: "It might seem simple but I'm sure I just want to yours". O vocal exasperado de Berman cadencia nossos sentimentos nessa faixa. Na sequência, a participação da vocalista Jen Goma (da banda A Sunny Day In Glasgow) no vocal principal de "Kelly" nos embala ritmicamente, soando como uma canção da banda novecentista The Sundays. A guitarra límpida em "Beatiful You" parece difundir os sentimentos de perda propagados por Berman. Certamente, essa canção é um dos destaques dentro do álbum. Depois, há a lírica "Coral and Gold", na qual Berman declara saudade do ser amado. Essa canção começa lenta, mas aos poucos vai acelerando harmoniosamente. Em "Eurydice", temos The Pains assemelhando-se profundamente com The Sundays. A canção com teor smithiano "Masokissed", que parece trazer o dedilhado característico de Johnny Marr,  dá espaço para "Until The Sun Explodes" - um dos grandes momentos do álbum -, que emblematicamente mistura shoegaze (de bandas como Ride e My Blood Valentine) com uma melodia à la The Cure. Novamente, Jen Goma toma as rédeas do vocal em "Life After Life". A terna “The Asp at My Chest” encerra com chaves de ouro Days Of Abandon.
Com certeza, a maturidade de Kim Berman é o ponto essencial do último trabalho de inéditas do The Pains. Não por acaso, as letras confessionais de Berman chegaram ao ápice, estando mais direcionadas para adultos jovens do que para adolescentes. Apesar do leve abandono do noise pop, Berman e companhia tecem canções exuberantes, tendo uma sonoridade guinando para o pop rock, com guitarras melodiosas e teclado bem ameno. Emoções genuínas ainda fluem do canto exasperado de Berman. Não existem argumentos plausíveis para que você não ouça Days of Abandon. Dixi.
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